Caramuru - A Invenção do Brasil
Caramuru - A invenção do Brasil é um filme de comédia e aventura brasileiro de 2001, dirigido por Guel Arraes e escrito por ele e Jorge Furtado. O título, segundo Furtado, foi inspirado no prefácio do livro A Fundação do Brasil, de Darcy Ribeiro. Trata-se de uma adaptação de formato da minissérie A Invenção do Brasil, lançada em 2000 pela TV Globo.
O filme tem como ponto central a história de Diogo Álvares, artista português, pintor talentoso, responsável por uma das lendas que povoam a mitologia brasileira — a do Caramuru. Antes, porém, Diogo é responsável por uma confusão envolvendo os mapas que seriam usados nas viagens de Pedro Álvares Cabral. Contratado por Dom Jaime, o cartógrafo do rei, para ilustrar o precioso documento, ele acaba sendo joguete de uma francesa, Isabelle, que vive na corte em busca de ouro, poder e bons relacionamentos. Ela rouba-lhe o mapa e o artista é deportado. Na viagem, Diogo conhece Heitor, um degredado cult, quase precursor do que hoje em dia se conhece como mochileiro. Como muitas caravelas que se arriscavam, a de Vasco de Athayde naufraga. mas Diogo consegue chegar ao Brasil e o infortúnio acaba sendo um auxílio para dar início à história de amor entre ele e Paraguaçu, a índia que conhece ao chegar ao novo mundo, ao paraíso bíblico sonhado.
A Invenção do Brasil, minissérie da Rede Globo, serviu de base para o filme, cujas filmagens ocorreram na praia de Picinguaba, em Ubatuba, e também no Palácio de Queluz, no Castelo de Leiria e no Mosteiro da Batalha, em Portugal. Caramuru foi o primeiro longa-metragem brasileiro a utilizar alta definição de imagem (HDTV), tendo o processo de transposição para tal formato custado 500 mil reais.


