Fases da Lua
As fases da Lua descrevem as mudanças na aparência da porção iluminada do nosso satélite natural, vistas da Terra. Essas alterações ocorrem porque a Lua muda de posição em relação à Terra e ao Sol. Um ciclo completo, chamado lunação, dura um pouco mais de 29 dias. Durante esse período, a Lua transita da fase nova, onde sua parte iluminada visível começa a crescer, até a lua cheia, duas semanas depois. Em seguida, a iluminação diminui gradualmente até que a Lua retorne à fase nova.
Pontos-chave
- As fases da Lua são a variação da porção iluminada visível do satélite.
- Um ciclo completo (lunação) dura pouco mais de 29 dias.
- As fases principais são nova, crescente, cheia e minguante.
- A inclinação da órbita lunar explica a raridade dos eclipses.
- O ciclo lunar influenciou a marcação do tempo e rituais humanos.
Cada uma das quatro fases intermediárias da Lua dura, em média, cerca de sete dias (aproximadamente 7,38 dias). Essa duração pode variar em cerca de 11% devido às mudanças na distância entre a Lua e a Terra, entre o apogeu (ponto mais distante) e o perigeu (ponto mais próximo). A contagem de dias desde a última lua nova é chamada de 'idade da Lua'. Um ciclo completo das fases lunares é conhecido como lunação. É possível calcular a idade e a fase aproximada da Lua para qualquer data, determinando o número de dias desde uma lua nova conhecida e dividindo pelo tempo médio de um mês sinódico (29,53059 dias). O resto dessa divisão indica a idade da Lua. Esse método é uma aproximação e pode ter variações de algumas horas, especialmente se afastado da data de referência.
A Lua passa por quatro fases principais em sua órbita. Na lua nova, a face iluminada está voltada para longe da Terra, tornando-a invisível. Cerca de quinze horas depois, um pequeno filete iluminado pode ser visto. Conforme os dias passam, a porção iluminada aumenta. Quando apenas uma pequena fração está iluminada, um brilho fraco, chamado luz cinérea (luz solar refletida pela Terra), pode ser observado na parte escura da Lua. Por volta de uma semana após a lua nova, metade do disco lunar está iluminado, caracterizando o quarto crescente, visível ao entardecer. Duas semanas após a lua nova, todo o disco lunar parece iluminado, configurando a lua cheia. Nesse momento, a Lua nasce no horizonte leste quase ao mesmo tempo do pôr-do-sol, pois está oposta ao Sol.
A Lua orbita a Terra, passando entre ela e o Sol, e depois atrás da Terra. No entanto, eclipses não são comuns porque a órbita lunar é inclinada em pouco mais de 5° em relação ao plano de rotação da Terra. Isso significa que os astros raramente se alinham perfeitamente. Esse alinhamento, chamado sigízia, só ocorre quando a Lua está perto de um nodo lunar durante as fases nova ou cheia. Durante a lua nova, pode ocorrer um eclipse solar, quando a Lua cobre o disco solar e projeta uma sombra na Terra. Um eclipse total ocorre quando o disco solar é completamente oculto, parcial quando apenas uma parte é bloqueada, e anular quando o tamanho aparente da Lua é menor que o do Sol. Durante a lua cheia, a Lua pode entrar na sombra da Terra, causando um eclipse lunar. Nesse caso, a Lua adquire uma coloração avermelhada devido à luz solar dispersa pela atmosfera terrestre.
A mudança das fases da Lua, com seu ciclo de 29 a 30 dias, é um dos eventos naturais mais evidentes para a marcação do tempo. Desde o Paleolítico, comunidades humanas podem ter usado a luminosidade da lua cheia para caçadas noturnas. Pescadores também utilizavam as marés, influenciadas pela Lua, para determinar os melhores momentos de pesca. Assim, o ciclo lunar adquiriu grande importância para marcar intervalos de tempo e para rituais. Calendários lunares foram amplamente usados no mundo antigo, como pelos babilônios e egípcios. O mês de aproximadamente 30 dias é uma aproximação do ciclo lunar. Em alguns países islâmicos, o calendário oficial ainda é o islâmico, com doze meses, cada um correspondendo a um ciclo lunar que começa com o avistamento do crescente lunar após a lua nova. Consequentemente, o ano islâmico é onze dias mais curto que o ano trópico do calendário gregoriano.


