Marmota
As marmotas são roedores fascinantes, pertencentes ao gênero Marmota, com 15 espécies distribuídas pela Ásia, Europa e América do Norte. São herbívoras e muito ativas durante o verão, frequentemente vistas em grupos. No entanto, desaparecem completamente no inverno para hibernar no subsolo. Curiosamente, elas são os membros mais pesados da família dos esquilos, exibindo adaptações impressionantes para a vida subterrânea e a comunicação.
Pontos-chave
- Existem 15 espécies de marmotas, habitando Ásia, Europa e América do Norte.
- São roedores herbívoros, mais pesados da família dos esquilos.
- Hibernam no subsolo durante o inverno, desaparecendo completamente.
- Utilizam vocalizações ruidosas para comunicação, especialmente em alerta.
- Algumas espécies são consideradas os maiores "hibernadores verdadeiros" entre os mamíferos.
As marmotas são roedores de porte grande, com pernas curtas e robustas, garras largas ideais para escavação, corpos fortes e cabeças com incisivos proeminentes para processar vegetação. Sua pelagem varia em tons de marrom, adaptando-se à cor do ambiente: mais clara em habitats abertos e mais escura em florestas. São os membros mais pesados da família dos esquilos, medindo entre 42 e 72 cm de comprimento. Seu peso varia de cerca de 2 kg na primavera (espécies menores) a 8 kg no outono (espécies maiores), podendo ultrapassar 11 kg. Na América do Norte, a marmota-do-alasca é a menor e a marmota-olímpica a maior. Espécies asiáticas como a marmota-himalaia e a marmota-sibirica atingem pesos semelhantes à marmota-olímpica, mas não seu comprimento. As maiores marmotas são consideradas "hibernadores verdadeiros" devido às suas características fisiológicas. São animais sociais que se comunicam por vocalizações altas, especialmente ao detectar perigo, e vivem em colônias ou famílias. Constantemente em alerta, revezam-se na vigilância contra predadores como aves de rapina.
As marmotas habitam diversas regiões, incluindo áreas montanhosas na Europa (Alpes, Cárpatos, Pirenéus), Ásia e América do Norte (Montanhas Rochosas, Sierra Nevada). Outras espécies preferem pastagens e estepes na Eurásia e América do Norte. Embora semelhantes, os cães-da-pradaria, mais sociais e menores, pertencem ao gênero relacionado Cynomys. Geralmente vivem em tocas, muitas vezes em pilhas de rochas, onde hibernam. Sua dieta é primariamente herbívora, composta por verduras, gramíneas, frutas, líquenes, musgos, raízes e flores.
Existem 15 espécies de marmotas reconhecidas, divididas em dois subgêneros. Além disso, quatro espécies extintas foram identificadas a partir de fósseis. A lista completa das espécies vivas é baseada no trabalho de Thorington e Hoffman, com a adição recente de Marmota kastschenkoi.
As marmotas são conhecidas desde a antiguidade. O historiador grego Heródoto, no século V a.C., relatou histórias sobre "formigas que cavam ouro", que o etnólogo Michel Peissel associou à Marmota-himalaia e ao hábito de tribos coletarem pó de ouro de suas tocas. Uma imagem detalhada de uma marmota foi publicada em 1605 por Jacopo Ligozzi. A origem do nome "marmota" é incerta, podendo vir do prefixo Gallo-Romance "marm-" (resmungar/murmurar) ou do latim "mus montanus" (rato da montanha). Desde 2010, o Alasca celebra o "Dia da Marmota" em 2 de fevereiro, buscando destacar a presença desses animais no estado.
Ligação com a Peste Negra
Alguns historiadores e paleogeneticistas sugerem que a variante da bactéria Yersinia pestis, responsável pela pandemia de Peste Negra na Europa no século XIV, pode ter se originado de uma cepa cujos reservatórios naturais eram as marmotas na China.


