A. Y. Jackson
Alexander Young Jackson foi um pintor canadense membro do Grupo dos Sete. Jackson fez uma grande contribuição para o desenvolvimento da arte no Canadá e teve sucesso em reunir os artistas de Montreal e Toronto. Ele começou a expor os seus trabalhos com o Grupo dos Sete a partir de 1920. Além de trabalhar com o Grupo dos Sete, sua longa carreira o possibilitou a se tornar uma artista de guerra durante a Primeira Guerra Mundial (1917-1919) e ensinar na Escola de Belas Artes de Banff, de 1943 a 1949. Em seus últimos anos, ele for artista em residência na McMichael Gallery em Kleinburg, Ontário.
Quando jovem, Jackson trabalhou como menino de escritório para uma empresa de litografia, depois que seu pai abandonou sua família de seis filhos. Foi nessa empresa que Jackson iniciou seu treinamento artístico. À noite, ele tomou aulas no Monumento Nacional de Montreal. Em 1905, Jackson foi para a Europa e Chicago de barco. Em Chicago, ele se juntou a uma empresa de arte comercial e estudou no Art Institute of Chicago. Juntando dinheiro, conseguiu visitar a França para estudar Impressionismo. E lá, decidiu se tornar um pintor profissional, estudando na Académie Julian de Paris com a supervisão do J. P. Laurens. Alguns dos seus mais importantes desenvolvimentos artísticos foram na colônia de artes Etaples, onde visitou pela primeira vez em 1908 com seu amigo de Nova Zelândia, Eric Spencer Macky (1880-1958). Jackson pintou a obra Paysage Embrumé, e então, pela sua surpresa, foi aceito pelo Salão de Paris. Em 1912, ele trabalhou com o australiano Arthut Baker-Clack (1877-1955). A partir deste período pintou as suas obras neoimpressionistas "Sand dunes at Cucq" e "Autumn in Picardy" que foram compradas pela Galeria Nacional do Canadá.
Quando Jackson voltou para o Canadá, ele se instalou em Sweetsburg, Quebec, onde começou a pintar obras neoimpressionistas como "The Edge of Maple Wood". Ele realizou sua primeira exposição de artess na Galeria de Arte de Montreal com Randolph Hewton em 1913. Desencorajado pelo cenário artístico canadense, ele mudou para os Estados Unidos. No entanto, recebeu uma carta de J. E. H. MacDonald e mudou de ideia. MacDonald perguntou sobre a sua obra "The Edge of Maple Wood", que tinha visto em um show de arte de Toronto, informando a Jackson que o artista de Toronto, Lawren Harris, queria comprar a pintura se ele ainda fosse dono dela. Após a compra, Jackson assinou uma correspondência com os dois artistas de Toronto, muitas vezes debatendo osbre temas relacionados à arte canadense. Jackson logo começou a visitar Toronto. O Dr. James MacCallum convenceu Jackson a se mudar para Toronto oferecendo a comprar o suficiente de suas pinturas por um ano para garantir-lhe uma renda.
Em 1919, Jackson e seis colegas pintores formaram o Grupo dos Sete. Esses artistas foram considerados corajosos porque pintaram os desertos canadenses ásperos e selvagens. Embora o seu nome esteja sempre associado a esse grupo, ele também trabalhou sozinho. Em 1925, ele ensinou no Ontario College of Art em Toronto. E este foi o único ano que ele perdeu sua viagem anual de primavera a Quebec. Em 1933, Jackson ajudou a fundar o Canadian Group of Painters. Vários membros do Grupo dos Sete tornaram-se membros deste grupo, incluindo Lawren Harris, A. J. Casson, Arthur Lismer e Franklin Carmichael.
Em 1954, ele foi um dos dezoito artistas canadenses encomendados pela Canadian Pacific Railway para pintar um mural para celebrar o novo trem transcontinental do Canadá. Jackson mudou-se para a região de Ottawa em 1955, instalando-se em Manotick. Em seus últimos anos, ele foi frequentemente acompanhado em suas viagens de pintura na região do Vale de Ottawa, nas colinas de Gatineau, no Vale do Rio Lievre e Ripond pelo amigo, pintor e ex-aluno Ralph Wallace Burton e colegas pintores Maurice Haycock e Stuart D. Helmsley. Uma dessas viagens quase terminou em desastre: "[...] Na década de 1950, quando Ralph e A. Y. estavam pintando nas margens do rio Ottawa em Deux Rivieres, uma bala ricochetou uma rocha onde Jackson estava sentado". Em 1958, ele publicou A Painter's Country, uma autobiografia dedicada à memória do membro do Grupo dos Sete, J. E. H. MacDonald, que "visualizou uma escola canadense de pintura e dedicou sua vida à realização dela".


