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Abd al-Qader al-Husseini

Abd al-Qadir al-Husseini foi um importante guerrilheiro, defensor da causa palestina e da luta contra o imperialismo britânico na Palestina e em países da região.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Escolaridade

Husseini frequentou a escola Rawdat al-Ma‘arif al-Wataniyya e o Colégio Zion, em Jerusalém, onde recebeu seu certificado de secundarista em 1927. Ingressou na faculdade de Ciências, na Universidade Americana do Cairo, para estudar Matemática. Na universidade, frequentou assiduamente o escritório do jornal Shura, publicado por Muhammad Ali al-Tahir, chegando a contribuir com alguns artigos. Em sua cerimônia da graduação na universidade, em 1932, ele ter-se-ia manifestado diante do público, acusando a Universidade de ser um instrumento do imperialismo e, por isso, foi prontamente expulso do Egito.

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Carreira

No início de 1933, Husseini retornou a Jerusalém para trabalhar no departamento de assentamentos do Mandato Britânico da Palestina. Paralelamente, no mesmo período, contribuiu com artigos para o jornal al-Jami‘a al-Islamiyya, em Jafa. Quando o Partido Árabe-Palestino, ao qual se havia recentemente filiado, publicou o jornal Liwa', ele passou a fazer parte do conselho editorial do veículo.

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Atuação política e militar

Em 1935, Husseini pede exoneração de seu cargo oficial para dedicar-se integralmente à militância nacionalista. Assume o comando da sede do Partido Árabe-Palestino em Jerusalém e, junto com outros jovens nacionalistas, começa a preparar uma revolta armada, que caminharia para a Grande Rebelião Árabe de abril de 1936. Husseini foi um dos fundadores da Munathamat al-Jihad al-Muqaddas (Organização para a Guerra Santa), no distrito de Jerusalém. Lutou ao lado do guerrilheiro sírio Sa‘id al-‘As, enquanto este estava na Palestina juntamente com um grupo de seguidores. Em outubro de 1936, Husseini foi preso pelo Exército Britânico ao ser ferido na batalha de al-Khudr, no distrito de Bethlem (batalha em que Sa‘id al-‘As foi morto). Foi aprisionado e levado ao Hospital Militar de Jerusalém, porém conseguiu escapar do jugo britânico e fugir para Damasco, onde realizou o tratamento médico de que necessitava.

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Última batalha e morte

No final de março de 1948, Husseini viajou a Damasco para entrar em contato com o Comitê Militar da Liga Árabe, encarregado dos combates na Palestina. Ele pretendia que o comitê lhe fornecesse armas iguais às que os sionistas possuíam para defender Jerusalém. Enquanto estava na capital síria, ouviu a notícia de que um grande ataque sionista havia sido lançado contra Jerusalém; os atacantes haviam ocupado a aldeia de Al-Qastal, uma posição altamente estratégica, com vista para a estrada principal entre Jerusalém e Jafa. Husseini voltou de Damasco profundamente decepcionado, tendo falhado em sua missão diante do Comitê Militar, e dirigiu-se diretamente ao campo, onde liderou um contra-ataque desesperado para recuperar a aldeia de Al-Qastal. Foi morto em batalha, no dia 8 de abril de 1948. Em sua homenagem, o Alto Comitê Árabe se referiu a ele como "um grande e heróico comandante que liderou corajosamente as batalhas da Jihad, em defesa da Palestina, desde o ano de 1936”. Jornais de todo o mundo árabe o elogiaram, enquanto o público judeu comemorava sua morte. Seu funeral foi assistido por uma grande multidão. Abd al-Qadir al-Husseini foi sepultado nas proximidades do Nobre Santuário (Haram al-Sharif), em Jerusalém, ao lado de seu pai Musa Kazim.

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