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Atentado de Conflans-Sainte-Honorine

O atentado de Conflans-Sainte-Honorine ou o assassínio de Samuel Paty foi um ataque terrorista que teve lugar no dia 16 de outubro de 2020, em França, na comuna de Conflans-Sainte-Honorine, situada no departamento de Yvelines.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Contexto

Este ato terrorista acontece numa altura paralela ao julgamento dos responsáveis pelo atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo em 2015, também em relação com a publicação de caricaturas do profeta Maomé. Além disso, as caricaturas realizadas por um jornal dinamarquês em 2006 foram novamente publicadas pelo jornal no dia 1 de setembro de 2020, originando por seu turno protestos e ameaças vindas do Paquistão. No dia 25 de setembro acontece então um novo ataque terrorista em Paris, nas imediações das antigas instalações do Charlie Hebdo. Este atentado de Conflans acontece pouco tempo depois do discurso do presidente da República francês, Emmanuel Macron, sobre a luta contra os "separatismos", discurso esse dado no dia 2 de outubro de 2020 na cidade de Mureaux, exatamente no mesmo departamento onde teve lugar este atentado. Durante o discurso, o presidente fez referências às medidas necessárias para reforçar o laicismo e constatava também um "islão em crise".

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A vítima

Samuel Paty era professor de história, geografia e educação moral e cívica, nascido em 1973 em Moulins. Segundo vários testemunhos de alguns dos seus alunos actuais e antigos alunos, Samuel Paty é descrito como gentil, atento, respeitoso de todos, não procurando controvérsias, gostando do seu trabalho, preocupado com o facto de os alunos aprenderem, e era apreciado pela maioria dos alunos. Era casado e pai de um filho de cinco anos.

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O assassino

Abdoullakh Abouyedovich Anzorov, era um imigrante russo de 18 anos de ascendência étnica chechena, nascido em Moscovo. A Chechénia é uma república russa de maioria muçulmana. Anzorov tinha chegado a França com o estatuto de refugiado 12 anos antes, quando tinha seis anos Vivia no distrito de Madeleine, na cidade normanda de Évreux, a cerca de 100 km da cena do crime, e não tinha qualquer ligação aparente com o professor ou com a escola. A família Anzorov viera da aldeia de Shalazhi na Chechénia. O pai de Abdoullakh, Abuezid, mudou-se primeiro para Moscovo, e depois para Paris. A meia-irmã de Anzorov juntou-se ao Estado Islâmico (Daesh) na Síria em 2014. Em Março de 2020, a família tinha recebido o estatuto de refugiado e vistos de residência por 10 anos em França . Abdoullakh não estava sinalizado pelas agências de segurança, apesar de ter estado anteriormente em tribunal por pequenos delitos.

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Investigação

Após as investigações que se seguiram foram detidas até Novembro de 2020 catorze pessoas, seis das quais são menores, incluindo a filha do marroquino Brahim Chnina (já com registo policial), a aluna que mentiu quando disse que tinha participado na aula de Samuel Paty. Uma delas é o pregador Abdelhakim Sefrioui, já conhecido e referenciado pelos serviços secretos franceses, que se apresentou ao director da escola como representante dos imãs de França, quando não o é. Está em curso um segundo inquérito, na sequência de uma queixa apresentada pela advogada da família Paty, por "falta de assistência" do Estado francês no caso. O processo terá lugar em fins de 2024.

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Fontes consultadas

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