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Abebe Bikila

Abebe Bikila foi um maratonista etíope, filho de um pastor de ovelhas e capitão da guarda real do imperador Hailé Selassié. Ele se tornou o primeiro homem a conquistar duas maratonas olímpicas e é amplamente considerado o maior maratonista de todos os tempos por muitos especialistas. Em 2012, Bikila foi eternizado no Hall da Fama do atletismo, criado no mesmo ano para celebrar o centenário da IAAF.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 07/07/2026

Pontos-chave

  • Abebe Bikila foi o primeiro atleta a vencer duas maratonas olímpicas.
  • Ele é considerado por muitos especialistas como o maior maratonista de todos os tempos.
  • Bikila foi imortalizado no Hall da Fama do atletismo em 2012.
  • Começou a praticar atletismo apenas aos 24 anos, após entrar para a guarda imperial etíope.
  • Sua vitória em Roma, correndo descalço, marcou sua ascensão ao estrelato.
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Origens e Início no Atletismo

Imagem: Jack de Nijs for Anefo · CC0 · Openverse

Abebe Bikila nasceu em 7 de agosto de 1932, na pequena vila de Jato, Etiópia, no mesmo dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Filho de um humilde pastor, ele se alistou na guarda imperial etíope para melhorar as condições de vida de sua família. No exército, aos 24 anos, Bikila chamou a atenção do técnico sueco-finlandês Onni Niskanen, que o introduziu ao atletismo.

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Glória em Roma: A Maratona Descalça

Em 1960, Bikila foi incluído na equipe olímpica de última hora, substituindo um atleta lesionado. Em Roma, a Adidas não tinha sapatos confortáveis para ele, e Bikila decidiu correr descalço, como estava acostumado a treinar. Apesar da advertência do técnico sobre o forte concorrente marroquino Rhadi Ben Abdesselam, Bikila manteve seu ritmo e conquistou a medalha de ouro, correndo descalço e estabelecendo um novo recorde mundial.

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Pós-Roma e Desafios (1960-1964)

Imagem: isteeve · BY-NC-SA · Openverse

Bikila retornou à Etiópia como herói nacional, sendo promovido a cabo e condecorado pelo imperador Haile Selassie. Ele foi perdoado pelo imperador após ser forçado a participar de uma tentativa de golpe de estado, onde se recusou a cometer assassinatos. Em 1961, venceu maratonas na Grécia, Japão e Tchecoslováquia. Em 1963, ficou em quinto lugar na Maratona de Boston, sua única maratona não vencida que terminou. Em 1964, venceu uma maratona em Adis Abeba.

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Tóquio 1964: O Bicampeonato Histórico

Imagem: Jack de Nijs for Anefo · BY-SA · Openverse

Seis semanas após uma cirurgia de apêndice, Bikila participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio, desta vez calçado por exigência dos organizadores. Ele repetiu a estratégia de 1960, mantendo-se no grupo líder e acelerando na segunda metade da prova. Com uma vantagem de quatro minutos sobre o segundo colocado, Bikila entrou no estádio olímpico sob aplausos, estabelecendo um novo recorde mundial (2:12.12) e tornando-se o primeiro homem a vencer duas maratonas olímpicas.

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Reconhecimento e Vida Pessoal (1964-1968)

Imagem: Original:Lalupa Cropped and Enhanced:Janweh64 · BY-SA · Openverse

Após sua vitória em Tóquio, Bikila foi novamente recebido como herói nacional na Etiópia. O imperador o promoveu e o presenteou com um carro, um Fusca, em reconhecimento às suas conquistas e ao orgulho que trouxe ao país.

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Cidade do México 1968: O Fim de Uma Era

Imagem: billslatteryjr · BY-NC-ND · Openverse

Nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, Bikila recebeu o número 1, mas foi forçado a abandonar a maratona no quilômetro 17 devido a uma contusão no joelho. Seu compatriota Mamo Wolde, no entanto, venceu a prova, mantendo a hegemonia etíope. Wolde afirmou que, se não fosse a lesão de Bikila, ele certamente teria conquistado sua terceira medalha de ouro.

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Os Últimos Anos e Legado

Imagem: Jack de Nijs for Anefo · BY-SA · Openverse

Em 1969, Bikila sofreu um grave acidente de carro que o deixou paralítico, confinado a uma cadeira de rodas. Convidado oficial do COI para os Jogos Olímpicos de Munique em 1972, ele testemunhou a tentativa frustrada de Mamo Wolde de igualar seu feito. Abebe Bikila faleceu em 25 de outubro de 1973, aos 41 anos, devido a uma hemorragia cerebral, complicação de seu acidente. Seu funeral foi acompanhado por 75 mil pessoas, e o imperador Selassie declarou um dia de luto oficial na Etiópia.

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Fontes consultadas

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