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Seleção Brasileira de Futebol

Seleção Brasileira de Futebol, apelidada de Seleção Canarinho, representa o Brasil no futebol internacional masculino e é administrada pela Confederação Brasileira de Futebol, a entidade máxima do futebol no Brasil. É membro da FIFA desde 1923 e membro fundador da CONMEBOL desde 1916. Também foi membro da Confederação Panamericana de Futebol (CPF) de 1946 a 1961.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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História

1914–1938: A formação e os primórdios

A Seleção Brasileira foi formada pela primeira vez em 21 de julho de 1914. Fez seu primeiro jogo contra o Exeter City, da Inglaterra, no campo do Fluminense Football Club, em 21 de julho daquele ano. O resultado da partida é disputado. Algumas fontes afirmam que o Exeter perdeu por 2 a 0 para o Brasil, com gols de Oswaldo Gomes e Osman, enquanto outras afirmam um empate de 3 a 3, particularmente na mídia inglesa à época. A equipe jogou ainda naquele ano em dois jogos contra a Seleção Argentina, sendo um amistoso em 20 de setembro e outro oficialmente, valendo a Copa Roca em 27 de setembro, competição que visava a aproximar mais estes dois países. O Brasil venceu por 1 a 0 em Buenos Aires (gol de Rubens Salles), consagrando-se campeão do torneio, sendo esse o primeiro de vários títulos conquistados pela seleção Canarinho.

1949-1954: Copa América, derrota para Uruguai e derrota para Hungria

Já em 1949, Brasil sediou mais uma edição do Campeonato Sul-Americano. A Seleção Brasileira foi campeã, vencendo 7 a 0 a Paraguai no jogo final em São Januário, e assim, acabou com um jejum de títulos oficiais de 27 anos. O anterior, tinha sido na Copa América de 1922. Esse foi o período mais longo da história da Seleção sem conseguir títulos oficiais de sua Seleção principal. Os gols do jogo final foram marcados por Ademir de Menezes (três gols) Tesourinha (dois gols) e Jair (dois gols). O Brasil sediou a Copa do Mundo FIFA de 1950, que foi o primeiro torneio a acontecer depois da paralisação devido aos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, a primeira edição do torneio no Brasil. Na Primeira Fase, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 0 o México, empatou por 2 a 2 com a Suíça (neste jogo o Brasil atuou com jogadores paulistas, pois o jogo foi no Pacaembu, o único fora do Maracanã, desfigurando a seleção) e venceu a Iugoslávia por 2 a 0.

1958–1970: Era de ouro

Entre 1958 e 1970, o Brasil viveu sua era de ouro no futebol, conquistando três Copas do Mundo em quatro edições, com craques como Pelé, Garrincha e Vavá. Em 1958, sob o comando de Vicente Feola, a seleção inovou na preparação, incluindo psicólogo e dentista, além de enviar observadores à Europa. Após vitórias marcantes contra Áustria, URSS, País de Gales e França, o Brasil derrotou a Suécia por 5 a 2 na final, conquistando seu primeiro título mundial fora do continente. Pelé e Vavá foram decisivos, e o uniforme azul reserva surgiu nesta final como improviso, associado por Paulo Machado de Carvalho ao “manto de Nossa Senhora”. Em 1962, no Chile, o time manteve a base de 1958, agora comandado por Aymoré Moreira devido ao afastamento de Feola por problemas de saúde. Pelé se machucou no segundo jogo, e Garrincha assumiu o protagonismo, conduzindo o Brasil ao bicampeonato com atuações históricas contra Inglaterra e Chile. Um episódio polêmico marcou a campanha: expulso na semifinal contra o Chile por agredir Eladio Rojas, Garrincha foi absolvido em julgamento, já que o árbitro declarou não ter visto a agressão e o bandeirinha Esteban Marino não compareceu para depor. Há versões de que o lance teria sido apenas uma simulação de chute. Mesmo febril na final, Garrincha jogou e o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1, sagrando-se bicampeão.

Longo jejum de títulos (1971 - 1988)

Depois da conquista em 1970, a seleção chegou a passar 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo e 19 anos sem conquistar um título. Em 1971, um ano após a conquista do Tricampeonato mundial, Pelé se aposentou da seleção brasileira em um amistoso contra a Iugoslávia, no Maracanã, que terminou empatado em 2 a 2. Na Copa da Alemanha em 1974, o Brasil defendia o título, mas não contava com Pelé, Gérson, Carlos Alberto Torres, Tostão e Clodoaldo. Da equipe tricampeã de 1970, os grandes nomes remanescentes eram Rivelino e Jairzinho. Zagallo tinha na lista de convocados outros grandes nomes do futebol brasileiro da época, como Leão, Luís Pereira, Marinho Chagas, Leivinha e Ademir da Guia. Apesar de possuir um elenco de qualidade, o time suou na primeira fase para empatar contra a Iugoslávia e a Escócia e vencer o Zaire por 3 a 0. Na segunda fase, o Brasil ganhou da Alemanha Oriental por 1 a 0 e da Argentina por 2 a 1. A Holanda, que apresentou ao mundo o estilo de jogo conhecido como carrossel holandês, goleou a Argentina por 4 a 0 e venceu a Alemanha Oriental por 2 a 0. Pelo melhor saldo de gols, os holandeses jogariam pelo empate na rodada final contra o Brasil. Em um jogo tenso e por muitas vezes violento, a Holanda levou a melhor, vencendo por 2 a 0 na partida que decidiu o finalista de seu grupo. Na disputa pelo terceiro lugar, no único jogo que contou com Ademir da Guia em campo, o Brasil foi derrotado pela Polônia por 1 a 0.

Anos 1990

Entre 1989 e 1998, a Seleção Brasileira passou por altos e baixos, conquistando títulos importantes e enfrentando crises marcantes. Em 1989, o Brasil sediou a Copa América e encerrou um jejum de 19 anos sem conquistas oficiais da Seleção principal. Sem Zico, a equipe contava com jovens talentos como Bebeto, em destaque no Vasco, e Romário, brilhando na Europa pelo PSV. Na fase final, o Brasil derrotou a Argentina, então campeã mundial, por 2 a 0, com gols de Bebeto e Romário, e seguiu vencendo o Paraguai por 3 a 0. A decisão contra o Uruguai terminou com vitória brasileira por 1 a 0, gol de Romário, garantindo o título continental e encerrando também um jejum de 40 anos sem vencer a Copa América.

Século XXI

Com a derrota e toda a polêmica na final da Copa de 1998, Zagallo foi demitido e Vanderlei Luxemburgo assumiu a Seleção, conciliando-a com o Corinthians, clube em que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1998. Ao final do ano, Luxemburgo deixou o Corinthians para se dedicar exclusivamente à seleção. O novo treinador teve um bom início, ganhando a Copa América de 1999, na qual revelou um novo craque, Ronaldinho Gaúcho, que marcou um gol considerado icônico contra a Venezuela. Mas, semanas depois, Luxemburgo sofreu suas primeiras críticas ao perder a final da Copa das Confederações de 1999 para o México. A situação do treinador ficou mais complicada a partir de 2000: o Brasil não ia bem nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 e Luxemburgo tinha uma relação ruim com alguns jogadores. Para completar, o treinador também passou a ser investigado por uma CPI em Brasília. Vieram então as Olimpíadas de Sydney em 2000, nas quais havia uma pressão nacional para que Romário, em excelente fase no Vasco da Gama, fosse convocado. Luxemburgo manteve o grupo campeão do Pré-Olímpico em Londrina e decidiu não levar Romário nem nenhum jogador acima de 23 anos, decisão muito criticada. Anos depois, Luxemburgo admitiu que se arrependeu de não levar Romário. Nas Olimpíadas, o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final, perdendo para Camarões mesmo com dois jogadores a mais, e Luxemburgo foi demitido.

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Símbolos

Mascote

Canarinho, ou popularmente apelidado de Canarinho Pistola, é o mascote oficial da Seleção Brasileira de Futebol. O primeiro registro de uma ilustração do mascote foi feita pelo cartunista Mangabeira em uma charge da Folha de Minas. Contudo, a versão que ficou mais popular foi a de Ziraldo, apelidada de "Canarinho do Tri" e apresentada primeiramente no Jornal do Brasil, sendo oficializada pela CBD (atual CBF) como o símbolo oficial da seleção na Copa do Mundo FIFA de 1966. Em 2014, com a realização da Copa do Mundo no Brasil, ganhou o status de mascote oficial, e em 2016, houve um redesenho que lhe rendeu seu apelido.

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Organização

Centro de treinamento

A seleção brasileira treina na Granja Comary desde 1987. A mesma se localiza em Teresópolis, situada a 90 km da cidade do Rio de Janeiro.

Direitos de transmissão

O Grupo Globo detém a exclusividade dos jogos da seleção brasileira em amistosos e eliminatórias, transmitindo as partidas via TV Globo (na TV aberta), SporTV (na TV fechada) e, mais recentemente, a GETV (na TV fechada, no Streaming e no YouTube). Entretanto, nos torneios disputados, como Copa América e Copa do Mundo, essa exclusividade varia conforme as emissoras que transmitirão o campeonato.

Patrocinadores

Os patrocinadores da Seleção Brasileira, conforme o site oficial, são:

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Principais adversários

De todas as seleções que a Seleção Brasileira já enfrentou, apenas quatro mantêm vantagem no histórico de confrontos: as Seleções da Argentina, da Holanda, da Hungria e a da Noruega, sendo esta última a única jamais vencida pelo Brasil. Entre as seleções rivais notórias, destaca-se a Argentina.

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Seleções de base

A Seleção Brasileira de futebol Sub-20, é a maior vencedora dos torneios Sul-americanos (13 conquistas), e penta-campeã mundial, além de ter conquistado o ouro olímpico.

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Fontes consultadas

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