Pesquisa · Mapa mental

Violência contra a pessoa idosa

Violência contra o idoso, é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como "um ato único ou repetido, ou falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento onde exista uma expectativa de confiança, que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa". Por "relacionamento onde exista uma expectativa de confiança", entende-se a proximidade do idoso com outras pessoas, como cônjuge, parceiro, filho ou outro familiar, amigo, vizinho ou cuidador, do qual dependa. A violência contra o idoso muitas vezes acontece no âmbito da violência doméstica ou familiar.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
01

Tipos

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

Embora existam formas comuns de abuso de idosos em todas as nações, também existem manifestações únicas, baseadas na história, tradição, cultura, poder econômico e percepções sociais de pessoas idosas, dentro das próprias nações. O denominador comum básico é o uso de poder e controle por um indivíduo para afetar o bem-estar de outro, mais idoso. Existem vários tipos de abuso de pessoas mais velhas, que geralmente são reconhecidas como abuso de idososː

02

Sinais de alerta

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

A chave para a prevenção e intervenção do abuso de idosos é a capacidade de reconhecer os sinais de alerta de sua ocorrência. Sinais de abuso de idosos diferem dependendo do tipo de abuso que a vítima está sofrendo. Cada tipo de abuso tem sinais distintos associados a eleː Além de observar sinais no indivíduo idoso, o abuso também pode ser detectado monitorando mudanças no comportamento do cuidador. Por exemplo, o cuidador pode não permitir que eles falem ou recebam visitantes, exibam indiferença ou falta de carinho para a pessoa idosa, ou se referem ao idoso como "um fardo". Os cuidadores que têm história de abuso de substâncias químicas ou doenças mentais são mais propensos a cometer abuso de idosos do que outros indivíduos. O abuso às vezes pode ser sutil e, portanto, difícil de detectar. Independentemente disso, as organizações de conscientização e pesquisa aconselham a tomar qualquer suspeita com seriedade e atender as preocupações de forma adequada e imediata. O abuso de idosos pelos cuidadores é um problema mundial. Em 2002, a OMS chamou a atenção internacional para a questão do abuso de idosos. Ao longo dos anos, agências governamentais e grupos profissionais de comunidades em todo o mundo, especificaram o abuso de idosos como um problema social.

03

Consequências para a saúde

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

As consequências para a saúde do abuso de idosos são graves. O abuso de idosos pode destruir a qualidade de vida de uma pessoa idosa sob as formas de:

04

Abusadores comuns

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

O abusador da pessoa idosa pode ser o cônjuge, parceiro, parente, amigo ou vizinho, trabalhador voluntário, trabalhador remunerado, praticante, advogado ou qualquer outro indivíduo com a intenção de privar uma pessoa vulnerável de seus recursos. Os parentes incluem crianças adultas e seus cônjuges ou parceiros, sua prole e outros membros da família. Crianças e parentes vivos que têm história de abuso de substâncias químicas ou que tiveram outros problemas são particularmente preocupantes. Por exemplo, os indivíduos desempregados e dependentes da pessoa idosa.

05

Fatores de risco

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

Existem vários fatores de risco, que aumentam a probabilidade de uma pessoa idosa tornar-se uma vítima de abuso. Tais fatores de risco incluem idosos que: Existem também vários fatores de risco, que aumentam a probabilidade de um cuidador participar do abuso de idosos. Tais fatores de risco para abuso de idosos incluem um cuidador que: Os fatores de risco também podem ser categorizados em níveis individuais, relacionais, comunitários e socioculturais. A nível individual, os idosos com má saúde física e mental correm maior risco. No nível de relacionamento, uma situação de vida compartilhada é um grande risco para os idosos. Viver na mesma área com o agressor leva a uma maior probabilidade de abuso. Em terceiro lugar, a nível comunitário, o isolamento social é encapsulado pelos cuidadores. Além disso, alguns fatores de risco socioculturais que podem contribuir para o abuso de idosos são uma representação de uma pessoa idosa como fraca e dependente, a falta de recursos para pagar o cuidador, filhos que deixam os pais idosos sozinhos e a deterioração dos vínculos entre as gerações familiares.

Dificuldades para obter estatísticas

Várias condições tornam difícil para os pesquisadores obter estatísticas precisas sobre abuso de idosos. Os pesquisadores podem ter dificuldade em obter estatísticas de abuso de idosos pelas seguintes razões:

06

Prevenção

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

Médicos, enfermeiros e outros profissionais podem desempenhar um papel vital na assistência a vítimas de abuso de idosos. Estudos realizados em 2008 nos Estados Unidos, mostraram que pessoas idosas, em média, fazem 13,9 visitas por ano a um médico. Embora tenha havido um aumento na conscientização sobre o abuso de idosos ao longo dos anos, os médicos tendem a informar apenas 2% dos casos. As razões para a falta de relatórios por parte dos médicos incluem a falta de conhecimento atualizado sobre as leis de abuso de idosos, a preocupação em irritar o agressor e arruinar o relacionamento com o paciente idoso, possíveis intimações judiciais, falta de cooperação de pacientes idosos ou famílias, e falta de tempo e honorários.

07

Legislação, pesquisas e estatísticas

Imagem: SEASDH - Secretaria de Assistência Social e Direi · BY-NC-SA · Openverse

Países lusófonos

Entre 2013 e 2016, houve um aumento de 30% nos crimes contra idosos no país, segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). A maioria das vítimas eram mulheres, representando 79,5%, sendo 48,9% dos casos dentro de casa. Os agressores na maioria eram homens, sendo filhos e cônjuges. Dos casos registrados em 2016, os casos de maus tratos de natureza psicológica foram os mais recorrentes. Um estudo realizado em 2014 pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), revelou que 12,3% dos casos conhecidos de violência durante aquele ano foram contra idosos. Nos casos de violência física, o cônjuge ou companheiro foram os maiores protagonistas, com 49,5% dos casos; em seguida vinham os filhos, responsáveis por 30% e as filhas, 8,9%. Estimou-se ainda no estudo, que 64,9% do total de casos de violência contra idosos não chegaram ao conhecimento das autoridades, muitas vezes por medo, sensação de impotência, vergonha e até sentimento de culpa. Entre os fatores de risco apontados, destacou-se a importante dependência dos idosos, no que se refere aos cuidados. No entanto, em alguns casos, a relação de dependência era inversa em relação aos membros da família, por exemplo no âmbito financeiro, habitacional e sustento. Também foram apontados fatores sociais, que levavam ao comportamento violento, tais como desemprego e divórcio.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando