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Academia Brasileira de Letras

Academia Brasileira de Letras GCSE • MHSE é uma instituição literária brasileira fundada na cidade do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1897 pelos escritores Machado de Assis, Lúcio de Mendonça, Inglês de Sousa, Olavo Bilac, Afonso Celso, Graça Aranha, Medeiros e Albuquerque, Joaquim Nabuco, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay e Ruy Barbosa. É composta por quarenta membros efetivos e perpétuos e por vinte sócios estrangeiros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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História

Fundação

No final do século XIX, duas figuras importantes defenderam a criação de uma academia literária nacional nos moldes da Academia Francesa: Afonso Celso Júnior, ainda no período do Império, e Medeiros e Albuquerque, já na República. O sucesso da Revista Brasileira, dirigida por José Veríssimo, deu coesão a um grupo de escritores e fortaleceu essa ideia. Lúcio de Mendonça tomou a iniciativa de propor a fundação de uma Academia de Letras, inicialmente sob o patrocínio do Estado. No entanto, em um último momento, o governo declinou o apoio, levando à criação da Academia Brasileira de Letras como uma instituição privada e independente. As sessões preparatórias começaram em 15 de dezembro de 1896, às três da tarde, na redação da Revista Brasileira, localizada na Travessa do Ouvidor, n.º 31. Já na primeira reunião, Machado de Assis foi aclamado presidente.

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Estrutura

Petit Trianon

Em 1923, graças à iniciativa de seu presidente à época, Afrânio Peixoto, e do então embaixador da França, Raymond Conty, o governo francês doou à Academia o prédio do Pavilhão Francês, edificado para a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, uma réplica do Petit Trianon de Versalhes, erguido pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel, entre 1762 e 1768. Em 22 de Setembro de 1941, a ABL foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal. Em 26 de Novembro de 1987 tornou-se Membro-Honorário da mesma Ordem de Portugal. Sua sede encontra-se tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, desde 9 de novembro de 1987. Os seus salões funcionam até os dias de hoje abrigando as reuniões regulares, as sessões solenes comemorativas, as sessões de posse dos novos acadêmicos, assim como para o tradicional chá das quintas-feiras. Podem ser conhecidas pelo público em visitas guiadas ou em programas culturais como concertos de música de câmara, lançamento de livros dos membros, ciclos de conferências e peças de teatro.

Prêmios e publicações

A Academia Brasileira de Letras agracia personalidades com os seguintes prêmios: Pontualmente são atribuídos os seguintes prêmios: Em 1900 o governo federal do Brasil expediu o decreto n.º 726, de 8 de dezembro de 1900, Conhecido por Lei Eduardo Ramos, que autorizou a instalação da Academia em edificação pública e a publicação, na Imprensa Nacional, das publicações oficiais da Academia e das obras de escritores brasileiros falecidos reconhecidos de grande valor e cuja propriedade intelectual estivesse prescrita. O diploma legal vigorou até 2002, pois por força do decreto Nº 4 260, de 6 de junho de 2002, extinguiu a atividade de impressão plana da Imprensa Nacional.

Mausoléu

O Mausoléu da Academia Brasileira de Letras se encontra no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro - RJ. Ele é uma construção retangular de dois andares, na qual estão sepultados alguns membros da ABL. Foi construído entre 1958 e 1961, durante a gestão de Austregésilo de Athayde (1959-1993).

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Membros

A Academia tem quarenta cadeiras, ocupadas por quarenta membros efetivos perpétuos (no mínimo vinte e cinco devem morar na cidade que sedia a Academia, o Rio de Janeiro), sendo cada novo membro eleito pelos acadêmicos para ocupar uma cadeira vaga devido ao falecimento do último titular. Há ainda vinte membros estrangeiros correspondentes. No quadro atual, o membro mais idoso é Geraldo Holanda Cavalcanti aos 96 anos, enquanto o mais jovem é Ana Maria Gonçalves, com 55 anos. O decano dos imortais é José Sarney, eleito em 17 de julho de 1980, e o mais recente a assumir um assento na Academia é Ana Maria Gonçalves, que tomou posse no dia 7 de novembro de 2025. Dentre os membros, é eleito aquele para presidir a academia por um período. O primeiro presidente da ABL foi Machado de Assis, eleito por aclamação e também seu "presidente perpétuo". Durante quase 34 anos consecutivos, Austregésilo de Athayde presidiu o Silogeu (1959-1993), imprimindo, na sua gestão, um caráter de vitaliciedade ao cargo que fugia aos princípios originais, e que foi abandonado por seus sucessores. O presidente atual é Merval Pereira, para o biênio 2022/2023 e reeleito para o biênio 2024/2025.

Composição atual

A Academia conta com 40 imortais desde a eleição de Milton Hatoum, em 14 de agosto de 2025. Destes, 34 são homens e seis mulheres e há, entre estes, a posse pendente do próprio Milton Hatoum (cadeira 6). Abaixo a tabela completa dos membros atuais:

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Críticas

No geral, os críticos da Academia consideram que ela deixou de ser séria, que virou um "agrupamento de escritores conformistas e políticos poderosos e vaidosos", e que o jogo político influencia na escolha dos imortais. O jornalista Fernando Jorge, em "A Academia do Fardão e da Confusão: a Academia Brasileira de Letras e os seus 'Imortais' mortais", critica a eleição de "personalidades" para a ABL, ou seja, pessoas influentes na sociedade, mas cuja principal ocupação não era a literatura e que, muitas vezes, produziam materiais apenas para que pudessem ser eleitos, nunca mais voltando a produzir qualquer obra de valor literário. O pesquisador também critica o processo eleitoral, pois este não seria feito com base nos méritos literários dos candidatos. Jorge afirma que a Academia também não empreende projetos em favor da cultura da língua portuguesa, apesar de dispor de capital para, por exemplo, relançar edições esgotadas e promover campanhas de alfabetização e incentivo a leitura. Além disso, para o escritor, a instituição permaneceu calada diante das pesadas censuras do Governo Vargas e do Regime Militar brasileiro.

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Fontes consultadas

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