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Academia de Platão

A Academia, também chamada Academia de Platão, Academia Platônica (português brasileiro) ou Academia Platónica (português europeu), Academia de Atenas ou Academia Antiga, foi uma academia fundada por Platão, aproximadamente em 384/383 a.C. nos jardins localizados no subúrbio de Atenas. Durante muito tempo, considerou-se a criação da Academia fora para ser uma associação religiosa consagrada às Musas, dado que as leis do Estado ateniense não contemplavam a possibilidade de um estabelecimento semelhante ao que Platão queria construir, assim o filósofo escolhe a única forma de abrir jurídica e legalmente seu espaço: fez reconhecer sua Academia como comunidade consagrada ao culto das Musas de Apolo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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Localização

Antes da Academia ser o que era, foi uma escola, e mesmo antes de Cimon cercá-las com muros, no seu terreno havia um bosque sagrado de oliveiras dedicados a Atena, a deusa da sabedoria, fora das muralhas da cidade antiga de Atenas. O nome arcaico do local era (em grego clássico: Ἑκαδήμεια Hekademia), que depois evoluiu para Academia, esse nome foi explicado pelo menos no início do século VI a.C., ligando-o a um herói ateniense, o lendário "Academo". O local da Academia foi dedicado a Atena e a outros imortais, o local abrigou seu culto religioso desde a Idade do Bronze, um culto que foi, talvez, também associado aos herói-deuses Dióscuros (Castor e Pólux), o herói Academos associado ao local foi creditado por ter revelado aos gêmeos divinos onde Teseu tinha escondido Helena de Troia. Por respeito à sua longa tradição e da associação com a Dióscuros, os espartanos não devastaram o bosque quando incendiaram a Ática. Havia também pórticos e altares consagrados às Musas, às Graças, ao Amor, a Prometeu onde ardia a chama eterna em homenagem a Atena.

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A Academia

O que mais tarde viria a ser conhecido como a escola de Platão provavelmente se originou quando Platão adquiriu a propriedade herdada com a idade de trinta anos, com encontros informais que incluiu Teeteto, Arquitas de Tarento, Leodamas de Tasos e Neóclides. De acordo com Debra Nails, Espeusipo "se juntou ao grupo cerca de 390." Ela afirma: "Até Eudoxo de Cnido chegar em meados da década de 380, Eudemo de Rhodes. não reconhece formalmente a Academia". Não há registros históricos do momento exato em que a escola foi fundada oficialmente, mas estudiosos modernos geralmente concordam que foi entre 380, provavelmente em algum momento depois de 387, quando Platão supostamente retorna de sua primeira visita à Itália e Sicília. Originalmente, o local das reuniões era a propriedade de Platão,muitas vezes o ginásio próximo da igreja, o que assim permaneceu durante todo o século IV. Embora o clube Académica fosse exclusivo e não aberto ao público, pelo menos durante a época de Platão, não cobrava mensalidades para a adesão. Portanto, provavelmente não havia naquela época uma "escola" no sentido de uma clara distinção entre professores e alunos, ou mesmo um currículo formal. Houve, no entanto, uma distinção entre membros seniores e juniores. Duas mulheres são conhecidos por terem estudado com Platão na Academia, Asioteia de Flios e Lastênia de Mantineia.

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História posterior da Academia

Diógenes Laércio dividiu a história da Academia em três épocas: Antiga, Média e Nova. Na liderança da Antiga, ele colocou Platão, à frente da Média Academia, Arcesilau, e na Nova Academia Lácides. Sexto Empírico enumerou cinco divisões dos seguidores de Platão. Ele definiu Platão, o fundador da primeira Academia; Arcesilau da segunda, Carnéades da terceira, Filon de Larissa e Charmadas da quarto, Antíoco de Ascalão da quinta. Cícero reconheceu apenas duas academias, a velha e a nova, e definiu a última começando por Arcesilau.

Academia Antiga

Os sucessores imediatos de Platão como "escolarcas" da Academia foram Espeusipo (347–339 a.C.), Xenócrates (339–314 a.C.), Polemo (314–269 a.C.) e Crates (c. 269–266 a.C.). Outros membros notáveis da Academia incluem Aristóteles, Heráclides do Ponto, Eudoxo de Cnido, Filipo de Opunte e Crantor.

Academia Média

Cerca de 266 a.C. Arcesilau tornou-se escolarca. Sob Arcesilau (c. 266–241 a.C.), a Academia enfatizou fortemente o ceticismo acadêmico. Arcesilau foi sucedido por Lácides de Cirene (241–215 a.C.), Evandro e Télecles (em conjunto; 205–c. 165 a.C.) e depois Hegésino (c. 160 a.C.).

Academia Nova

A Academia Nova ou terceira começa com Carneades, em 155 a.C., o quarta escolarca depois de Rafael 14 o magnífico em sucessão a partir de Arcesilau. Ele ainda foi um grande cético, negando a possibilidade de se conhecer a verdade absoluta. Carneades foi seguido por Clitômaco (129 - c 110 a.C.) e Filon de Larissa ("o último mestre indiscutível da Academia," c 110-84 a.C.). De acordo com Jonathan Barnes, "Parece provável que Filon foi o último platônico geograficamente ligado à Academia". Cerca de 90 a.C., o então estudante de Filon Antíoco começou a ensinar sua própria versão rival ao platonismo rejeitando Ceticismo e defendendo o estoicismo, o que iniciou uma nova fase conhecida como médio platonismo.

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A destruição da Academia

O antigo terreno da Academia era passado de mestre para mestre com a obrigatoriedade de ser transmitido nas mesmas condições em que foi recebido. Este costume instituído terminou no ano de 529, por intervenção do imperador Justiniano. Considerada o último baluarte do paganismo, foi nessa altura fechada. A congregação associativa iniciada por Platão, além de ter uma finalidade eminentemente cultural e de possuir carácter jurídico, tinha igualmente um carácter religioso, sendo dedicada às musas inspiradoras. Quando a Primeira Guerra Mitridática começou, em 88 a.C., Filo de Larissa deixou Atenas e refugiou-se em Roma, onde parece ter permanecido até sua morte. Em 86 a.C., Sula sitiou Atenas e conquistou a cidade, causando muita destruição. Foi durante o cerco que ele destruiu a Academia, pois "ele lançou suas mãos sobre os arvoredos sagrados e destroçou a Academia, que era a mais arborizada dos subúrbios da cidade, bem como o Liceu".

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A Academia Neoplatônica

Filósofos continuaram a ensinar platonismo em Atenas durante a Era Romana, mas foi somente ao início do século V (c. 410) que uma Academia renovada foi estabelecida por alguns líderes neoplatônicos. As origens dos ensinamentos neoplatônicos em Atenas são incertas, mas quando Proclo chegou a Atenas no início dos anos 430, ele encontrou Plutarco de Atenas e seu colega Siriano ensinando naquela Academia. Os Neoplatônicos em Atenas se autodenominavam "sucessores" ("diádocos", mas de Platão) e apresentavam-se como sendo a tradição ininterrupta desde Platão, mas não há nenhuma continuidade entre estes e a Academia original, seja geográfica, institucional, econômica ou pessoal. A escola parece ter sido uma fundação privada, conduzida em uma casa grande com Proclo eventualmente havendo-a herdado de Plutarco e Siriano. Os líderes da Academia Neoplatônica foram Plutarco de Atenas, Siriano, Proclo, Marino, Isidoro e, finalmente, Damáscio. A Academia Neoplatônica atingiu seu ápice sob a liderança de Proclo (que morreu em 485).

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