Acadêmicos do Salgueiro
Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. Originária do Morro do Salgueiro, atualmente é sediada na Rua Silva Teles, n.º 104, no bairro do Andaraí, onde também funciona a Vila Olímpica do Salgueiro. Foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da fusão de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: a Depois Eu Digo e a Azul e Branco.
A Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro teve origem no Morro do Salgueiro, no bairro da Tijuca, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Na localidade existiam vários blocos carnavalescos como: Capricho do Salgueiro, Flor do Camiseiros, Terreiro Grande, Príncipe da Floresta, Pedra Lisa, Unidos da Grota e Voz do Salgueiro. Da união de pequenos blocos, surgiram três escolas de samba: Azul e Branco, Unidos do Salgueiro e Depois Eu Digo. A Escola de Samba Azul e Branco tinha entre seus componentes Antenor Gargalhada, o português Eduardo Teixeira, e Paolino Santoro, conhecido como Italianinho do Salgueiro. A Unidos do Salgueiro, de cores azul e rosa, foi formada pela união dos blocos Capricho do Salgueiro e Terreiro Grande, e tinha como comandante Joaquim Casemiro, conhecido como Joaquim Calça Larga. A Escola de Samba Depois Eu Digo, de cores verde e branco, foi fundada em 1934 e tinha entre seus componentes Mané Macaco, Paulino de Oliveira, Ceciliano (Peru), entre outros. As três escolas tinham como patrono o industrial Antônio Almeida Valente de Pinho. As escolas do Salgueiro não conseguiam ameaçar o domínio de Portela, Império Serrano e Mangueira. No carnaval de 1953, a Unidos do Salgueiro se classificou em 6.º; a Depois Eu Digo em 13.º; e a Azul e Branco em 21.º. Após a proclamação do resultado daquele ano, componentes das três escolas iniciaram uma campanha para unir as três agremiações, a fim de criar uma escola forte, que pudesse disputar os campeonatos com as agremiações mais tradicionais. O compositor Geraldo Babão desceu o Morro do Salgueiro cantando um samba composto por ele próprio cerca de um ano antes: “Vamos balançar a roseira / Dar um susto na Portela, no Império, na Mangueira / Se houver opinião, o Salgueiro apresenta uma só união (...)". Junto à Babão, se reuniram componentes e as baterias das três agremiações, em um cortejo em direção à Praça Saenz Peña. A partir de então, foram realizadas várias reuniões e diversos debates sobre a fusão das escolas do morro. A primeira reunião foi realizada em 25 de fevereiro de 1953. Na reunião do dia 27 de fevereiro do mesmo ano, foram escolhidas as cores e o nome da nova agremiação. Em outra reunião, no dia 2 de março, a Unidos do Salgueiro desistiu de participar da fusão. Os demais sambistas procuraram o patrono das três escolas, Antônio Almeida, que incentivo a união das outras duas agremiações.
Nome
O nome da escola foi escolhido em uma reunião realizada na sede da Confederação Brasileira das Escolas de Samba, no dia 27 de fevereiro de 1953, antes da reunião de fundação do Salgueiro. A reunião foi mediada por Oscar Messias Cardoso, presidente da Confederação. Ele próprio sugeriu nomear a agremiação de "Milionários do Salgueiro". Paulino de Oliveira, presidente da Depois eu Digo, sugeriu o nome "Salgueiro Capital do Samba". Pedro Ceciliano indicou "Unidos Acadêmicos". Eduardo Santos Teixeira, presidente da Azul e Branco, propôs "Acadêmicos do Salgueiro". Joaquim Calça Larga sugeriu “Academia do Salgueiro”. Manoel Vicente de Oliveira propôs "Voz do Salgueiro". Também foram sugeridos os nomes "União do Salgueiro" e "Catedráticos do Salgueiro". Após longa discussão, Joaquim Calça Larga apoiou o nome “Acadêmicos do Salgueiro”, que posto em votação, foi aprovado pelos demais.
Alcunha
A escola é apelidada de "Academia do Samba", enquanto seus torcedores são chamados pelo designativo "salgueirense".
Cores
Em reunião realizada no dia 27 de fevereiro de 1953, foi aprovada, através de votação, as cores verde e amarela. Porém, após essa reunião, outras foram realizadas, no que as cores foram rediscutidas. O Salgueiro tem como cores o vermelho e o branco, escolhidas por Francisco Assis Coelho (Gaúcho), na reunião de fundação da escola, em 5 de março de 1953. A justificativa pela escolha e de que, na época, não havia escola com esta combinação de cores.
Símbolos
O Salgueiro tem como símbolos quatro instrumentos de percussão: pandeiro, surdo de barrica, tamborim quadrado e afoxé de cabaça com fitas; além de uma baqueta representando os demais tambores surdos. Todos característicos da década de 1950.
Bandeira
A bandeira do Salgueiro foi criada em 1956, por Pedro Ceciliano (Peru), na gestão do presidente Nelson de Andrade. Antes da oficialização, os pavilhões mudavam a cada ano, de acordo com o enredo da escola. A bandeira oficial consiste em um retângulo formada por 16 raios, dispostos em cores intercaladas (8 vermelhos e 8 brancos), partindo do escudo da escola, no canto superior esquerdo, em direção às extremidades do pavilhão. O escudo do Salgueiro é formado por um círculo vermelho, onde ficam dispostos os símbolos da escola (pandeiro, surdo de barrica, tamborim quadrado, afoxé de cabaça com fitas e uma baqueta). Os instrumentos são circundados pela inscrição "G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro" em letras brancas, maiúsculas, da esquerda para a direita, começando na parte central e inferior do círculo. Entre o início e o final da inscrição, na parte inferior do círculo, localiza-se o ano de confecção da bandeira. A bandeira sofreu transformações ao longo dos anos. Durante algum tempo, o escudo localizava-se ao centro do pavilhão. A partir do carnaval de 2006 foi retomado o desenho original.
A história do Salgueiro, entre as décadas de 50 e 70, é marcada por pioneirismos e inovações. A escola foi a primeira agremiação a convidar artistas plásticos, de formação acadêmica para confeccionar seus desfiles. Em 1959, o casal de artistas plásticos Dirceu e Marie Louise Nery foram responsáveis pelo desfile da escola. Em 1960, o professor da Escola de Belas Artes e cenógrafo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Fernando Pamplona foi convidado para confeccionar o desfile da agremiação. Pamplona ainda levaria ao Salgueiro o figurinista do Teatro Municipal carioca, Arlindo Rodrigues; o aderecista e desenhista da Escola de Belas Artes, Nilton Sá; Max Lopes, também da EBA; e suas alunas, também da Escola de Belas Artes, Lícia Lacerda, Maria Augusta e Rosa Magalhães; além do cenógrafo Renato Lage. Joãosinho Trinta, naquela época bailarino do Municipal, também começou no Salgueiro, sendo levado por Arlindo Rodrigues. A entrada de artistas acadêmicos no carnaval carioca provocou uma revolução estética nos desfiles das escolas de samba. Os quesitos plásticos (fantasias e alegorias), que até então ficavam em segundo plano em detrimento ao samba, bateria e outros quesitos, ganharam grande importância ao receberem maior tratamento visual. Portados de maior conhecimento sobre artes plásticas e cenografia, Pamplona e seus "pupilos" buscaram imprimir maior efeito visual às fantasias e alegorias, introduzindo materiais alternativos como palha, ráfia, raspa de vime, feltro, papel alumínio, sisal, isopor, entre outras fibras. Com o passar do tempo, outras escolas levaram artistas acadêmicos para confeccionar seus desfiles, consolidando a presença de artistas plásticos nas escolas de samba.
Para o carnaval de 2020, a escola manteve sua equipe, e escolheu um enredo sobre Benjamin de Oliveira, considerado o primeiro palhaço negro do Brasil. O artista, morto em 1954, completaria 150 anos em 2020. Após dois anos cortando a verba pela metade, o prefeito Marcelo Crivella decidiu cortar integralmente a subvenção das escolas que desfilam no Sambódromo. O Salgueiro foi a terceira agremiação a desfilar na segunda noite do Grupo Especial. A escola perdeu décimos nos quesitos enredo, samba-enredo e evolução, terminando a disputa na quinta colocação. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei e Marcella, e a Ala das Damas, que desfilou com a fantasia "A Viúva Alegre", foram premiados com o Estandarte de Ouro. Após o carnaval, a escola dispensou o coreógrafo Sérgio Lobato. Patrick Carvalho foi contratado para dirigir a comissão de frente. Para 2021, o Salgueiro escolheu um enredo sobre a luta dos negros para garantir a preservação de aspectos da própria cultura, fé e sobrevivência. O enredo é assinado pela historiadora Helena Theodoro, com concepção de Eduardo Pinto e Marcelo Pires, integrantes da Diretoria Cultural do Salgueiro e desenvolvimento do carnavalesco Alex de Souza. Em novembro de 2020 morreu, aos 95 anos, o compositor Djalma Sabiá, presidente de honra da escola e um dos fundadores da agremiação.
Primeiros anos
Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação, à frente da Portela. O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nélson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nélson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Pamplona criou uma equipe formada por ele, o casal Dirceu e Marie Lousie Nery, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba. Essa tendência foi reforçada com a chegada de Fernando Pamplona e, posteriormente, de Arlindo Rodrigues, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, embora fossem pouco retratados nos livros escolares, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares — 1960), Chica da Silva (Chica da Silva — 1963) e Chico Rei (Chico Rei — 1964).
Década de 1970
A Acadêmicos do Salgueiro foi a sétima agremiação a se apresentar pelo Grupo 1. Tentando o bicampeonato, a escola prestou uma homenagem à Praça Onze, região da Zona Central da cidade do Rio de Janeiro; e reduto dos antigos carnavais da cidade. Isabel Valença desfilou como destaque representando Tia Ciata, e recebeu críticas por sua fantasia extremamente luxuosa não condizer com a personalidade representada por ela. Com esse desfile, a escola conquistou o vice-campeonato do carnaval carioca de 1970. Com mais um enredo de temática afro-brasileira, e um samba-enredo popular que provocou uma mudança no gênero, a Acadêmicos do Salgueiro conquistou o seu quinto título de campeã do carnaval carioca. Para tal feito, foi montado um competente grupo de trabalho formado por Arlindo Rodrigues, Joãosinho Trinta, Maria Augusta, Lícia Lacerda e Rosa Magalhães; todos chefiados por Fernando Pamplona. O enredo contava a história de uma visita de nobres africanos a Maurício de Nassau, em Recife. O samba-enredo, composto por Zuzuca, fez grande sucesso antes mesmo de vencer a disputa na quadra da escola. Eternizado pelo refrão "O-lê-lê, o-lá-lá / Pega no ganzê / Pega no ganzá", o samba fez sucesso no Brasil e no exterior e virou hino de torcida de futebol. Foi campeão de vendagem ao ser regravado e lançado como single individual pelo cantor Jair Rodrigues. O samba de Zuzuca é considerado um marco no gênero, pois devido ao seu sucesso, compositores de outras escolas passaram a investir nesse novo formato de samba curto, com letra fácil e refrão forte, de impacto. A escola foi a quarta a se apresentar pelo Grupo 1. O público, que já conhecia a letra do samba-enredo, cantou junto com os componentes da escola. Pela primeira vez, Joãosinho Trinta utilizava isopor na confecção dos adereços das fantasias. Estampas africanas, pinturas corporais e muita palha completavam o visual estético do desfile. Na apuração das notas, a Acadêmicos do Salgueiro recebeu apenas duas notas diferentes de dez e conquistou com tranquilidade o seu quinto título de campeã do carnaval carioca.
Década de 1980
Para confeccionar o desfile de 1980, a Acadêmicos do Salgueiro contratou o carnavalesco Max Lopes, que sugeriu um enredo sobre o compositor Lamartine Babo. Max chegou a desenvolver o enredo e desenhar as fantasias e alegorias. Porém, durante a preparação para o desfile, o presidente Osmar Valença reassumiu a direção da escola e demitiu o carnavalesco. O enredo foi considerado fraco por Osmar, e também foi trocado. Curiosamente, no ano seguinte, a escola Imperatriz Leopoldinense seria campeã com uma homenagem a Lamartine Babo. Osmar Valença contratou o carnavalesco Ney Ayan, que junto a Jorge Nascimento, desenvolveu um enredo em homenagem à Iansã, orixá dos raios e dos ventos. A escola foi a quarta a se apresentar no primeiro dia de desfiles do Grupo 1A. Os carnavalescos receberam críticas por confeccionarem um desfile multicolorido, sem destacar as cores da escola. Na classificação oficial, a Acadêmicos do Salgueiro terminou na 3.ª colocação, porém, ficou atrás de seis escolas, já que três agremiações empataram na primeira colocação e outras três empataram no segundo lugar.
Década de 1990
Rosa Magalhães, que iniciou sua carreira no carnaval carioca como auxiliar de Fernando Pamplona no Acadêmicos do Salgueiro, retornava à escola como carnavalesca titular da agremiação. A escola foi a sétima a se apresentar na primeira noite de desfiles do Grupo Especial. O enredo contava histórias e lendas do Rei Carlos Magno e seus cavaleiros, denominados "os doze pares da França". As histórias do Rei viraram livros e influenciaram a origem de festejos folclóricos populares como a congada, a cavalhada e a folia de reis. A escola foi premiada com o Estandarte de Ouro de melhor enredo do ano. A comissão de frente, coreografada por Suzana Braga, representava cavaleiros medievais, e também foi premiada com o Estandarte de Ouro, além de receber nota máxima dos jurados. O carro abre-alas apresentava quatro grandes esculturas de cavalos, com destaques femininos em cima. Coroas e brasões da Idade Média decoravam a alegoria. A bateria, comandada por Mestre Louro, desfilou com fantasias inspiradas na congada, e recebeu nota máxima do júri oficial. O samba-enredo também conquistou nota máxima dos jurados. O samba foi conduzido pelo intérprete Rico Medeiros, que retornou ao Salgueiro após quatro anos. Na classificação oficial, a escola conquistou a 3.ª colocação.
Década de 2000
Para comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil, todas as escolas do Grupo Especial fizeram desfiles sobre a história do país. A Acadêmicos do Salgueiro escolheu como tema a transferência da corte portuguesa para o Brasil. O desfile foi confeccionado pelo carnavalesco Mauro Quintaes. A escola foi a terceira a desfilar na segunda noite de apresentações. Wander Pires foi o intérprete oficial da escola, e também foi um dos compositores do samba-enredo. A comissão de frente, coreografada por Carlota Portella, representava a tropa francesa de Napoleão Bonaparte invadindo Portugal. O carro abre-alas, "Conquistas de Napoleão sobre o reino de João", trazia à sua frente três grandes dragões. Desfilaram na alegoria, o diretor Jorge Fernando interpretando Napoleão Bonaparte, e a atriz Ângela Leal como Carlota Joaquina. As baianas foram divididas em duas alas, nas cores da escola. A primeira, "africanas vermelhas", com roupa predominantemente vermelha e detalhes rústicos. A segunda, "africanas brancas", com roupa predominantemente branca e detalhes em dourado. A segunda alegoria, "Abertura dos Portos", trazia à sua frente, uma grande piscina com oito atletas do nado sincronizado. Joana Prado - a feiticeira, foi destaque no carro. O cantor Daniel foi destaque na terceira alegoria, "A corte no Rio", que representava a festa de recepção de Dom João. A alegoria seguinte, “Elevação a Reino Unido”, tinha grandes esculturas douradas para simbolizar o fim do período colonial. A alegoria "Aclamação de Dom João", apresentou um salão com integrantes dançando um minueto, em referência a uma clássica ala do desfile campeão de 1963. A escola animou o público e encerrou o seu desfile recebendo gritos de "é campeã". A Acadêmicos do Salgueiro foi premiada com o Estandarte de Ouro de melhor escola do ano. A bateria, comandada por Mestre Louro, também foi premiada com o Estandarte de Ouro e recebeu nota máxima dos jurados. Uma das favoritas para conquistar o título de campeã, a escola terminou apenas na 6.ª colocação.
Década de 2010
A Acadêmicos do Salgueiro foi a quinta escola a se apresentar na primeira noite dos desfiles de 2010. Tentando o bicampeonato, o carnavalesco Renato Lage desenvolveu um enredo sobre a história dos livros, relembrando as mais consagradas obras da literatura estrangeira e brasileira. A comissão de frente, coreografada por Hélio Bejani, representou "monges copistas". O carro abre-alas, “Primeira impressão”, representou a oficina de Gutemberg, com acrobatas da Intrépida Trupe e do Cirque Du Soleil. Na segunda alegoria, que representava uma biblioteca, componentes lançavam livros para o público. Alas e alegorias relembravam os grandes clássicos da literatura mundial e nacional, como "O Pequeno Príncipe”, “Os Lusíadas”, “Os três mosqueteiros”, "Memórias póstumas de Brás Cubas", “Don Quixote”, “Alice no País das Maravilhas”, e a Bíblia. Grandes tripés acompanhavam as alas. O terceiro carro alegórico representou “O Guarani”, obra de José de Alencar. A quarta alegoria trazia uma boneca Emília gigante em referência ao Sítio do Pica Pau Amarelo. O carro seguinte representava a saga Harry Potter. Destaque para a ala coreografada "Navio Negreiro", em referência à obra de Castro Alves. Vestindo branco, a ala das baianas homenageou o escritor baiano Jorge Amado e foi premiada com o Estandarte de Ouro. A bateria da escola, comandada por Mestre Marcão, representou "Ali Babá e os Quarenta Ladrões", e a rainha de bateria, Viviane Araújo, representou a rainha Sherazade. Apesar da beleza plástica, o desfile não empolgou o público como no ano anterior. O samba-enredo fez sucesso com a torcida do Flamengo, que adaptou o refrão do samba. O desfile rendeu ao Salgueiro a 5.ª colocação.
O Salgueiro tem uma vasta lista de prêmios recebidos ao longo de sua história. A escola é uma das maiores vencedoras do Estandarte de Ouro, considerado o "óscar do carnaval carioca". Também conquistou diversas outras premiações como Tamborim de Ouro; S@mba-Net; Estrela do Carnaval; Prêmio SRzd; Cannes Lions entre outros..mw-parser-output .hatnote{font-style:italic}.mw-parser-output div.hatnote{padding-left:1.6em;margin-bottom:0.5em}.mw-parser-output .hatnote i{font-style:normal}.mw-parser-output .hatnote+span.mw-empty-elt+.hatnote,.mw-parser-output .hatnote+link+.hatnote{margin-top:-0.5em}
Intérpretes
Na lista de intérpretes com passagens pelo Salgueiro, estão Rico Medeiros, Rixxah, Wander Pires, Nêgo, entre outros. Djalma Sabiá, um dos fundadores da escola, foi o primeiro intérprete da agremiação. O compositor Noel Rosa de Oliveira foi durante 17 anos o intérprete oficial da escola, tendo dividido o posto, em várias ocasiões, com outras personalidades, como o cantor Jorge Goulart (em 1968); a cantora Elza Soares (em 1969); o compositor Zuzuca do Salgueiro (em 1971 e 1972); a cantora Alaíde Costa (em 1973); o então diretor de carnaval e harmonia da escola, Laíla (em 1974 e 1975); o compositor Zé Di (em 1974); e as cantoras Sônia Santos (em 1975) e Dinalva (em 1976). Outro intérprete de destaque da escola foi Melquisedeque Marins Marques, mais conhecido como Quinho. No Salgueiro, Quinho ficou por 19 carnavais, sendo campeão em 1993 (interpretando o samba "Peguei um Ita no Norte") e em 2009 (conduzindo o samba "Tambor"). Outros intérpretes que passaram pelo Salgueiro como apoio de som, foram Celino Dias (de 1992 a 2000, e de 2004 a 2009) e Emerson Dias (de 1992 a 2000).
Bateria
A bateria da Acadêmicos do Salgueiro é denominada "Furiosa". É a bateria que mais vezes foi premiada com o Estandarte de Ouro, com um total de nove Estandartes; entre outras premiações. Até o ano de 2004 a Acadêmicos do Salgueiro não possuía rainha de bateria. Mestre Louro acreditava que os ritmistas ficariam desconcentrados com uma mulher desfilando à frente deles. Em 2004, com o desligamento de Louro, Ana Cláudia Soares - esposa de Maninho, o patrono da escola - inaugurou o posto. Em 2023 a Bateria Furiosa foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Município do Rio de Janeiro.
A quadra da Acadêmicos do Salgueiro localiza-se na rua Silva Teles, n.º 104, no Andaraí. Tem capacidade para 4.000 pessoas. Possui 18 bares, 8 banheiros, posto de atendimento médico, palco para shows, camarotes, camarins e sistema de ar-condicionado central. Além de ensaios e eventos particulares da escola, a quadra também recebe shows de diversos artistas da música popular brasileira. Departamento Médico A Acadêmicos do Salgueiro também oferece atendimento de saúde gratuito à comunidade da escola. Os atendimentos são realizados no Departamento Médico Miro Garcia, através de médicos voluntários. Centro Cultural Em 2013 foi anunciada a criação do Centro Cultural Djalma Sabiá. O nome homenageia um dos fundadores da Acadêmicos do Salgueiro e compositor de diversos sambas da escola. O projeto foi idealizado pela presidente da escola, Regina Celi Fernandes. No espaço encontra-se todo o acervo cultural da agremiação, e uma loja onde são vendidos produtos da escola. O Centro Cultural localiza-se em frente à quadra da escola, na rua Silva Teles, n.º 79, no Andaraí.
Além das aparições nos álbuns de sambas-enredo, o Salgueiro possui os seguintes trabalhos fonográficos: 1957 - Samba! Com a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro 1965 - Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro 1965 - Ala dos Compositores - Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro 1969 - Lá Vem o Salgueiro - Ala dos Compositores da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro 1969 - Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro 1970 - Samba de Quadra - GRES Acadêmicos do Salgueiro 1971 - GRES Acadêmicos do Salgueiro Apresenta os Maiores Sambas-Enredos de Todos os Tempos 1974 - Salgueiro, As Minas do Rei Salomão 1975 - História das Escolas de Samba - Salgueiro 1993 - Escola de Samba Enredos - Salgueiro


