Acetofenona
A acetofenona (C6H5C(O)CH3) é a cetona aromática mais simples. Este composto, um líquido incolor e viscoso, é um intermediário químico fundamental na fabricação de diversas resinas, fragrâncias e outros produtos de interesse comercial e farmacêutico.
Pontos-chave
- A acetofenona é a cetona aromática mais simples, com fórmula C6H5C(O)CH3.
- É um subproduto industrial da oxidação do etilbenzeno, essencial na produção de óxido de propileno.
- Serve como precursor para a fabricação de resinas usadas em tintas e revestimentos.
- É utilizada na síntese de estireno e em diversos produtos farmacêuticos.
- Naturalmente encontrada em frutas, a acetofenona também compõe fragrâncias e aditivos alimentícios.
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Na indústria, a acetofenona é obtida principalmente como um subproduto da oxidação do etilbenzeno. Este processo é crucial, pois o principal produto dessa oxidação, o hidroperóxido de etilbenzeno, é utilizado na fabricação do óxido de propileno.
A acetofenona possui uma ampla gama de aplicações, atuando como matéria-prima essencial em várias indústrias.
Precursor de Resinas
A reação da acetofenona com formaldeído e uma base gera resinas de interesse comercial. Esses polímeros, com a fórmula geral [(C6H5C(O)CH]x(CH2)x}n, são formados por condensação aldólica e são amplamente empregados na produção de tintas e revestimentos. Adicionalmente, a hidrogenação dessas resinas produz poliois que, ao formarem ligações cruzadas com diisocianatos, resultam em derivados com propriedades úteis.
Síntese de Estireno
Em laboratórios acadêmicos, a conversão de acetofenona em estireno é realizada em duas etapas: redução da carbonila seguida de desidratação do álcool formado. Industrialmente, um processo similar é empregado, mas a redução da carbonila é efetuada por hidrogenação catalítica com cobre.
Farmacêutica e Fragrâncias
A acetofenona é uma matéria-prima chave na síntese de diversos fármacos e é aprovada como excipiente por agências reguladoras como o FDA. Sua presença como aditivo em cigarros foi documentada em 1994. Além disso, é usada para criar fragrâncias com notas de amêndoa, cereja, madressilva, jasmim e morango, e também como aditivo em gomas de mascar. Suas características proquirais a tornam um substrato comum em experimentos de transferência assimétrica de hidrogênio.
A acetofenona é encontrada naturalmente em diversos produtos alimentícios, contribuindo para seus aromas característicos. Exemplos incluem maçãs, damascos e bananas.
No final do século XIX e início do século XX, a acetofenona foi utilizada terapeuticamente como um agente hipnótico e anticonvulsivante, comercializado sob o nome 'Hipnona'. A dosagem comum variava de 0,12 a 0,3 ml, e seus efeitos sedativos eram considerados superiores aos do paraldeído e do hidrato de cloral. Em humanos, seu metabolismo resulta na formação de ácido benzoico, ácido carbônico e acetona.


