Arnaldo Adães Bermudes
Arnaldo Redondo Adães Bermudes, mais conhecido por Adães Bermudes, foi um arquitecto, professor de arquitectura e político português de origem galega que se notabilizou como um dos expoentes do movimento da Arte Nova em Portugal. Várias das suas obras foram distinguidas com prémios, incluindo o prestigioso Prémio Valmor pelo edifício Almirante Reis, 2-2K, incluindo-se entre as melhores realizações arquitectónicas do princípio do século XX em Portugal. Era formado em arquitectura pela Academia Portuense de Belas Artes e pela École des Beaux-Arts de Paris, tendo sido professor da Escola de Belas-Artes de Lisboa e funcionário e dirigente do Ministério do Reino e depois do Ministério do Comércio e Comunicações. Destacado republicano e membro da Maçonaria, também foi senador e presidente interino da Câmara Municipal de Lisboa. Concebeu algumas obras mais emblemáticas da arquitectura escolar em Portugal, incluindo uma tipologia de escolas do antigo ensino primário, a Escola Central de Coimbra, o Instituto Superior de Agronomia e a Escola Normal Primária de Lisboa.
Arnaldo Redondo Adães Bermudes nasceu na freguesia de Santo Ildefonso, cidade do Porto, filho do comerciante Félix Redondo Adães, natural de Pontevedra, e de Cesina Ramona Bermudes, natural da Corunha, um casal galego radicado no Porto. Era irmão de Félix Bermudes, pai da sua sobrinha Cesina Bermudes. Adães Bermudes iniciou o curso de arquitectura da Academia Portuense de Belas Artes, tendo sido aluno do mestre José Geraldo da Silva Sardinha, concluindo-o na Escola de Belas-Artes de Lisboa no ano de 1886. Aluno distinto, nesse mesmo ano obteve uma bolsa de estudos que lhe permitiu ir para Paris, onde completou a sua formação na École des Beaux-Arts tendo Paul Blondel como orientador. Após cinco anos de permanência em França, regressou a Portugal no ano de 1894, iniciando a sua carreira como arquitecto. Teve sucesso quase imediato, pois logo em 1894 foi premiado com a 2.ª medalha na exposição do Grémio Artístico de Lisboa, recebendo nos anos seguintes importantes encomendas para obras públicas e particulares. Paralelamente à sua actividade como projectista, em 1895 obteve o lugar de arquitecto no Ministério do Reino, iniciando uma carreira no funcionalismo público que o levaria a ser promovido à categoria de arquitecto de 1.ª classe daquele Ministério em 1906.
Para além do seu trabalho como arquitecto e professor de arquitectura, foi colaborador frequente das revistas da especialidade, nomeadamente do Anuário da sociedade dos arquitetos portugueses entre 1905 e 1910, A Construção Moderna (onde publicou muitos dos seus projectos), o Boletim da Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses e a revista Arquitectura Portuguesa. Entre os projectos publicados na revista A Construção Moderna contam-se os seguintes:
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Entre os principais edifícios construídos com projectos da sua autoria contam-se os seguintes: Destacam-se entre os seus projectos arquitectónicos, os seguintes:
Imagem: Bosc d'Anjou · BY-NC-SA · Openverse
Adães Bermudes participou em representação dos arquitectos portugueses em diversos congressos internacionais e comités vários, nomeadamente no VI, VII, VIII e IX Congressos Internacionais de Arquitectos (respectivamente: Madrid, 1904, sendo redactor das conclusões do congresso; Londres, 1906; Viena, 1908; e Roma, 1911).
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Foi membro da Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses (1895), da Sociedade dos Arquitectos Portugueses (a cuja direcção presidiu no período 1905-1907) e da Associação dos Engenheiros Civis. Era sócio honorário, entre outras instituições, da Sociedade Nacional de Belas Artes, do Real Instituto dos Arquitectos Britânicos (Royal Institute of British Architects) e da Sociedad Central de Arquitectos da Argentina.


