Inês da Germânia
Inês da Germânia, também conhecida como Inês de Waiblingen foi duquesa da Suábia pelo seu primeiro casamento com Frederico I, e, após sua morte, foi marquesa da Áustria como esposa de Leopoldo III. Ela era a avó paterna de Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico.
Inês era a segunda filha e terceira criança nascida de Henrique IV do Sacro Império Romano-Germânico, da Dinastia saliana, e de sua primeira esposa, Berta de Saboia. Ela recebeu seu nome em homenagem à avó paterna Os seus avós paternos eram Henrique III do Sacro Império Romano-Germânico e Inês da Aquitânia. Os seus avós maternos eram Otão I de Saboia e Adelaide de Susa. Ela teve dois irmãos mais velhos, Adelaide e Henrique, que morreram na infância, e três irmãos mais novos: Conrado II da Itália, rei como sucessor do pai e marido da princesa Constança da Sicília; Matilde, que foi alvo da paixão do rei Magno III da Noruega, segundo a saga Morkinskinna, sendo que o rei trocou mensagens com o pai dela, e Henrique V, sucessor do pai, marido da princesa Matilde de Inglaterra, e responsável pelo encerramento da Questão das Investiduras, através da Concordata de Worms.
Primeiro casamento
Em 24 de março de 1079, na cidade de Ratisbona,[carece de fontes?] a princesa ficou noiva de Frederico, filho de Frederico de Buren e de Hildegarda de Schlettstadt. Eles se casaram em 1089, quando Inês tinha 16 ou 17 anos, e Frederico, 38 ou 39. Devido a união, o imperador, pai da noiva, investiu o novo genro com o título de duque da Suábia. Anos antes da união, Frederico construiu o Castelo de Hohenstaufen na colina de mesmo nome, hoje em Baden-Württemberg, por volta de 1070. Após isso, a família Buren adotou Hohenstaufen como sobrenome da nova disnatia, que mais tarde baseou sua reivindicação à coroa real alemã em sua descendência da dinastia saliana.
Segundo casamento
Inês ficou viúva em 1105. Em 1106, a duquesa viúva se casou então com o marquês da Áustria, Leopoldo III, filho de Leopoldo II, marquês de Áustria e de Ida de Cham. Henrique V havia oferecido a mão da irmã em casamento a Leopoldo, para recompensá-lo por sua lealdade, pois o marquês tinha se aliado ao Papado contra o imperador Henrique IV, pai de Henrique V, que, por sua vez, também tinha apoiado o Papa contra o próprio pai, durante o período da Questão das Investiduras. É possível que Leopoldo tenha sido casado antes, com uma mulher de nome desconhecido, filha de Walchun de Perg, segundo alega a obra Europäische Stammtafeln, de 1935; contudo, não há fontes primárias que confirmem este casamento.[carece de fontes?]
Primeiro casamento
Originalmente, sabia-se que o casal teve cinco filhos, dois meninos e três meninas, porém, em 1977, o historiador e genealogista alemão, Hansmartin Decker-Hauff, revelou a existência de vários outros filhos que ele disse ter encontrado em documentos da Abadia de Lorch, o mosteiro da dinastia de Hohenstaufen. Mais tarde, foi exposto que essas alegações eram falsas.
Segundo casamento
Segunda a obra Continuatio Claustroneoburgensis, Leopoldo e Inês tiveram mais sete filhos, cujo nomes não são conhecidos, que morreram na infância. Considerando o número de filhos atribuído a Inês pelo seu primeiro casamento, esse número provavelmente é incorreto, pois, se for verdade, ela teria tido quase 30 filhos ao todo.


