Adelino Nunes
Adelino Alves Nunes foi um arquitecto português.
Nasceu na freguesia de Santo Estêvão, em Lisboa. Era filho do lojista José Alves Nunes, natural da freguesia e concelho de Pampilhosa da Serra, e de Raquel da Conceição Nunes, doméstica, natural de Lisboa (freguesia de São Vicente de Fora). A 21 de dezembro de 1935, casou civilmente em Lisboa com Emília de Almeida Segurado (Lapa, Lisboa, c. 1906), doméstica, irmã do arquiteto Jorge Segurado, filha do engenheiro e funcionário público João Emílio dos Santos Segurado (autor de um conjunto de livros técnicos sobre construção), natural de Santarém (freguesia de Marvila), e de Georgina de Figueiredo de Almeida Segurado, natural de Lisboa (freguesia de Santa Catarina). Pertence à geração de Pardal Monteiro, Cassiano Branco e Cristino da Silva. Trabalhou sobretudo para os CTT, onde era funcionário. Participou no I Salão dos Independentes, SNBA, Lisboa, 1930. Projetou alguns edifícios de cunho tipicamente modernista, como o da Emissora Nacional em Barcarena, dos Correios de Leiria, "dos Correios e da Central Telefónica do Estoril, com os seus notáveis corpos cilíndricos, fórmula a que era afeiçoado e que teve talvez a mais notável expressão em Setúbal (1941)". Noutros casos, sobretudo nas povoações menores, iria utilizar um tipo de idioma mais tradicionalista / regionalista que então dominava as encomendas oficiais (habitualmente denominado Português Suave), como em Alcobaça, Abrantes, Loulé, Fafe ou Santo Tirso, mas também na Central Telegráfica e Telefónica de Lisboa, projetada em 1942 e inaugurada em 1953 (provavelmente executada, contra sua vontade, a partir de um desenho irónico que então produziu) e que, "embora contrariado, Adelino Nunes assinou".


