Província romana
Na República Romana e depois no Império Romano, uma província era um território fora da península Itálica que tinha uma organização regular e estava sob administração romana. Nesse sentido, não havia províncias no mundo até os romanos estenderem suas conquistas além da península Itálica. Originalmente, o termo latino "provincia" se referia à tarefa a ser realizada por um oficial ou à região geográfica na qual este oficial tinha a responsabilidade de atuar e autoridade para fazê-lo. O segundo caso era o padrão, mas entre os exemplos do primeiro estão a Guerra de Pompeu contra os piratas e a Cura annonae, a responsabilidade pelo suprimento de cereais de Roma, duas "provinciae" sem uma fronteira geográfica definida. Um outro ponto importante é que uma "provincia" definida geograficamente nem sempre implicava na anexação deste território ao território da República, como foi o caso do comando de Júlio César sobre a Gália na década de 50. Este tipo de administração provincial ocorria geralmente depois de uma guerra e só depois que a região era pacificada que uma província formal era criada, geralmente para ser governada por um promagistrado.
A administração provincial de Roma surgiu com a Primeira Guerra Púnica, que deu lugar à expansão do território da República Romana além da península Itálica e pelas ilhas mediterrâneas. Uma província era a unidade territorial e administrativa básica e manteve-se assim até o período da Tetrarquia, (por volta de 296 d.C.). Entre os territórios dominados por Roma, é o de maior tamanho fora da península Itálica. No seu estágio de completo desenvolvimento, o Estado romano consistia em duas partes distintas: a Itália e as províncias. A província da Gália Ulterior, na época de Júlio César era, às vezes, designada simplesmente pelo termo "província". Um território conquistado recebia sua organização provincial sob o comandante romano, cujos atos requeriam a aprovação do senado; ou então o governo era organizado pelo comandante e um grupo de comissários indicados pelo senado. O modo como se tratava um território conquistado não era uniforme. Quando constituído em província, o território não se tornava parte integrante do Estado romano para todos os propósitos, mas mantinha sua existência nacional, embora não sua soberania.
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A primeira província romana foi a Sicília, anexada pela República Romana em 241 a.C., depois do fim da Primeira Guerra Púnica. A Sardenha tornou-se província em 235 a.C.. Hispânia Tarraconense e Hispânia Ulterior, que englobavam a Península Ibérica (Hispânia para os romanos) foram obtidas em 197 a.C., de novo à custa de Cartago, no fim da Segunda Guerra Púnica. Em 167 a.C., Lúcio Emílio Paulo Macedônico adquiriu a Macedónia e a destruição de Cartago em 146 a.C. rendeu a província da África. Já no período do Império Romano, a Britânia tornou-se numa província, depois da invasão comandada por Cláudio em 43 d.C., apesar da pacificação completa ter demorado umas décadas a ser obtida. O número e dimensão das províncias variou ao longo da história, de acordo com as políticas da metrópole. Durante o império, as maiores e mais bem guarnecidas províncias foram subdivididas em territórios menores, para evitar que um único governador detivesse demasiado poder nas mãos.


