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Glândula suprarrenal

Nos mamíferos, as glândulas suprarrenais ou glândulas adrenais são glândulas endócrinas envolvidas por uma cápsula fibrosa e situadas acima dos rins. Nos humanos, a suprarrenal direita tem formato triangular, enquanto a esquerda tem a forma de meia-lua, isso devido à pressão exercida pelo fígado em desenvolvimento. São principalmente responsáveis pela liberação de hormônios em resposta ao stress através da síntese e liberação de hormônios corticosteroides, como o cortisol, e de catecolaminas, como a adrenalina. Estimulam a conversão de proteínas e gorduras em glicose, ao mesmo tempo que diminuem a captação de glicose pelas células, aumentando, assim, a utilização de gorduras.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Anatomia e histologia

As glândulas suprarrenais, que têm um comprimento de cerca de 5 centímetros, estão localizadas na cavidade abdominal, ântero-superiormente aos rins. Encontram-se ao nível da 12.ª vértebra torácica, e são irrigadas pelas artérias suprarrenais. Cada glândula é composta por duas regiões histologicamente distintas, que recebem aferências moduladoras do sistema nervoso. Vale ressaltar que ambas regiões (córtex e medula) desenvolvem-se desde o período pré-natal até o período pós-natal.

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Embriogênese da glândula

O córtex e a medula dessas glândulas, também conhecidas como glândulas adrenais, têm origens diferentes. O córtex se desenvolve a partir do mesênquima, enquanto a medula se diferencia a partir de células da crista neural. A primeira indicação do córtex ocorre na sexta semana, pela agregação bilateral de células mesenquimais entre a raiz do mesentério dorsal e a gônada em desenvolvimento. As células que formam a medula são derivadas do gânglio simpático adjacente, que, por sua vez, é derivado das células da crista neural. Inicialmente, as células da crista neural formam uma massa no lado medial do córtex fetal. Conforme elas são envolvidas pelo córtex fetal, estas células se diferenciam em células secretoras da medula da suprarrenal. Mais tarde, células mesenquimais surgem do mesotélio e envolvem o córtex fetal. Estas células dão origem ao córtex permanente. Recentemente, estudos imuno-histoquímicos revelaram uma "zona de transição" localizada entre o córtex permanente e o córtex fetal. Há sugestões de que a zona fasciculada é derivada desta terceira camada. A zona glomerulosa e a zona fasciculada estão presentes ao nascimento, mas a zona reticular não é reconhecida até o final do terceiro ano de vida pós-natal.

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Má-formação das suprarrenais

Durante o período gestacional, pode ocorrer uma mutação gênica (gene P450c21-esteroide 21-hidroxilase) capaz de gerar a deficiência da enzima 21-hidroxilase no córtex das adrenais. Por consequência, a hipófise libera adrenocorticotropina de forma excessiva, o que provoca um aumento das células que compõem o córtex da suprarrenal, em uma tentativa de repor a produção deficitária de hormônios. Este aumento resulta no excesso de hormônios andrógenos, ou seja, de hormônios responsáveis pelas características sexuais secundárias. Com isso, haverá uma alteração significativa das características sexuais na genitália externa feminina, apresentando um aspecto masculinizado. É de suma importância observar que não haverá alteração na genitália externa do sexo masculino. Ao chegar à puberdade, ambos os sexos sofrerão consequências, como maturação óssea acelerada e crescimento rápido. A hiperplasia suprarrenal congênita é rara, as taxas são de cerca de menos de 150 mil casos por ano no Brasil. Em uma perspectiva global, cerca de 1 a 9 pessoas a cada 100.000 possuem a doença.

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Funções das glândulas suprarrenais

A glândula adrenal (ou suprarenal) é dividida em córtex e medula, e cada uma dessas partes segrega hormônios. O córtex produz corticoesteroides, e a medula catecolaminas. A parte mais externa (córtex) é subdividida em três camadas: glomerulosa, fasciculada e reticulada. A camada superficial é a glomerulosa, e ela libera mineralocorticoides, dos quais o mais importante é a aldosterona. Após a camada glomerulosa vem a fasciculada, que libera os glicocorticoides (o principal é o cortisol), que são responsáveis pelo metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas no organismo. A última camada do córtex adrenal é a reticulada, que produz hormônios androgênios. A liberação do ACTH (corticotropina) pela adeno-hipófise estimula a secreção dos glicocorticoides. A estimulação da aldosterona é feita pelos níveis de angiotensina II e de potássio sérico (se o potássio está elevado, a aldosterona elimina potássio e reabsorve sódio e água).

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Córtex adrenal

As várias zonas do córtex diferem nas substâncias que sintetizam. Assim:

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Medula adrenal

A crista neural está intimamente relacionada com o desenvolvimento do sistema nervoso, assim como da medula suprarrenal. Esta origem semelhante explica a função da medula, que consiste na síntese e libertação de neurotransmissores, sobretudo a adrenalina e noradrenalina.

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