Aeroporto Internacional de Manaus
Aeroporto Internacional de Manaus / Eduardo Gomes é um aeroporto internacional localizado no município de Manaus, capital do estado do Amazonas. É o maior aeroporto em capacidade operacional da Região Norte do Brasil, podendo receber até 13,5 milhões de passageiros anualmente e um dos mais movimentados do país no transporte de mercadorias, respondendo por 28,71% de todo o movimento de cargas gerenciadas pela Infraero no país em 2018. Em 2019, movimentou 2 971 583 passageiros, sendo o 17.º aeroporto mais movimentado do país. Atualmente, oito companhias aéreas operam no aeroporto, ligando Manaus a vários países, além das rotas domésticas. Está localizado na Zona Oeste da cidade, mais precisamente no bairro Tarumã, distante 14 km do Centro Histórico.
Para a instalação de um complexo aeroportuário em Manaus, foi realizada uma avaliação econômica das diversas alternativas de localização do aeroporto que abrangeu não só os custos de construção, mas também os de operação, inclusive os custos de transporte terrestre dos passageiros entre a cidade e o aeroporto. Foi então escolhida a área localizada nas vizinhanças do igarapé Tarumã-Açu, onde atualmente se encontra o bairro Tarumã.
Cronologia
1968 - Visando o desenvolvimento e uma maior integração da região amazônica, o Ministério da Aeronáutica constituiu um grupo de trabalho para estudar e propor uma solução para que o novo Aeroporto Internacional de Manaus atendesse os requisitos de aeronaves de diferentes portes, dentro das normas estabelecidas pelas entidades internacionais reguladoras. O grupo, criado em 1968, era responsável por todos os trabalhos de coordenação relacionados ao desenvolvimento do aeroporto. 1972 - O Decreto nº 70.319 de 23 de março de 1972 criou a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto Internacional de Manaus, incumbida de coordenar todos os trabalhos relativos ao projeto e à construção do complexo aeroportuário.
O sítio aeroportuário possui mais de 14 milhões de metros quadrados. Conta com pista única (11/29) para pousos e decolagens, com dimensões de 2700 x 45 m, dois terminais de passageiros, além de três terminais de carga aérea (TECA).
Terminal 1
O Terminal 1, inaugurado em 1976, é o mais antigo dos dois terminais de passageiros. Passou por uma severa reforma entre 2011 e 2015. Sua área foi totalmente ampliada, passou de 39,4 mil m² para 97,25 mil m². A capacidade aumentou de 6,4 para 13,5 milhões de passageiros por ano. O destaque da reforma é a divisão do aeroporto em dois níveis: o inferior para desembarque e o térreo para embarque, aumentando o meio fio disponível para a entrada ou saída de passageiros. O Terminal possui 133 pontos comerciais, 87 balcões de check-in, 16 elevadores sociais, 13 escadas rolantes, 8 pontes de embarque/desembarque, sendo 3 móveis. São 2.670 vagas de estacionamento nos dois primeiros níveis, sendo 188 reservadas para idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais. Os elevadores, escadas rolantes e o piso tátil complementam o atendimento às normas de acessibilidade.
Terminal 2
O Terminal 2, também passou por uma reforma entre 2013-2015. Teve sua área aumentada de 3,6 mil m² para 6,9 mil m². A capacidade também aumentou, de 540 mil para 2 milhões de passageiros por ano. O Aeroporto ganhou Sala VIP, fraldário, praça de alimentação, centro bancário e climatização. A sala de desembarque ganhou uma esteira rolante e o saguão de embarque/desembarque foi aumentado para 1.031 m². O Terminal 2 possui 235 vagas no estacionamento, e ganhou lojas de conveniência e locadoras de veículos.
Terminais de logística de carga
O aeroporto possui 3 terminais de carga aérea. O Terminal de Carga Aérea I (TECA I) foi inaugurado em 1976, juntamente com o aeroporto, sendo destinado para movimentação de mercadorias produzidas na Polo Industrial de Manaus; o Terminal de Carga Aérea II (TECA II), inaugurado em 1980, movimenta cargas de exportação e o Terminal de Carga Aérea III (TECA III) inaugurado em 2004, está dedicado ao movimento de carga de importação. O Teca de Manaus é o maior complexo de logística de carga da Rede Infraero e o mais movimentado do país. Em 2017, o aeroporto ficou em primeiro lugar com um movimento total de 112 569 toneladas, o que equivale a 22,75% de todo o movimento da rede Infraero.
• No dia 7 de Abril de 2021, o Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, junto com o Ministério da Infraestrutura, concederam o terminal por 30 anos à iniciativa privada, através da empresa Vinci Airports, considerada a maior operadora de aeroportos privados do mundo. A concessionária pagou R$ 420.000.000,00 por 7 terminais do norte do Brasil, denominado de Bloco Norte. Dentre o estabelecido no contrato, está a reforma do atual terminal e também a ampliação. • No dia 20 de Abril de 2021, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, retirou o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, do leilão do bloco de concessões realizado pelo governo federal em 7 de abril. O terminal foi arrematado pela francesa Vinci Airports. • No dia 26 de Abril de 2021, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, deferiu pedido de suspensão de tutela provisória para restabelecer o andamento da licitação regida pelo edital de leilão 1/2020 da Agência Nacional de Aviação Civil, com a inclusão do aeroporto de Manaus no bloco norte da 6ª rodada de leilões de aeroportos. Fux atendeu pedido da União para sustar decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Federal 1ª Região que haviam determinado a retirada do terminal manauara da rodada de leilão.
O aeroporto registrou aumento de 45% no fluxo de passageiros durante a Copa de 2014. No período de 6 a 25 de junho – período de movimentação da primeira fase da Copa – aproximadamente 260 mil pessoas passaram pelos terminais de passageiros do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM). Este número representa um aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado, e o terminal manauara atendeu com tranquilidade a demanda do período. Em média, foram 11 mil passageiros embarcando e desembarcando diariamente no Aeroporto de Manaus, equacionados em 200 voos diários ligando a capital manauara a diversos pontos do Brasil e do mundo. O quantitativo de passageiros internacionais ganhou destaque nesse período. Aproximadamente 60 mil passageiros internacionais embarcaram e desembarcaram em Manaus, que representa um aumento de 500% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados cerca de 10 mil passageiros. Os passageiros de destinos nacionais que passaram pelo Aeroporto de Manaus foram cerca de 200 mil pessoas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado (160 mil pessoas).
O primeiro pouso do Airbus A350 ocorreu em 25 de janeiro de 2016, operado pela empresa brasileira LATAM Airlines Brasil, procedente de São Paulo, em seu primeiro voo comercial no Brasil. Os passageiros participaram deste marco da aviação mundial, usufruindo de uma viagem mais silenciosa e com mais conforto, incluindo iluminação que auxilia na redução do efeito do jet lag, janelas panorâmicas e bagageiros mais espaçosos para os pertences de mão. A aeronave prefixo PR-XTA, que operou o voo JJ3408, foi recepcionada por jatos de água no Aeroporto Internacional de Manaus. O Airbus A 350 tem capacidade para 348 passageiros (30 lugares na Classe Executiva e 318 na Classe Econômica), sendo a segunda maior aeronave para transporte de passageiros em operação no aeroporto, que atualmente recebe o Boeing 747-8F, a segunda maior aeronave cargueira do mundo. Para garantir a fluidez das operações com a nova aeronave, a Infraero, por meio das áreas de Gestão Operacional, Segurança, Manutenção e Segurança Operacional, acompanhou os voos de avaliação operacional do A350 XWB. Essas operações fizeram parte do extenso processo de homologação desse avião junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), já que se trata de um modelo de aeronave inédito no Brasil. Desde 16 de janeiro de 2015 que o Aeroporto Internacional de Manaus conta com a certificação operacional expedida pela ANAC que autoriza o terminal a receber regularmente pousos e descolagens de aeronaves compatíveis com o código de referência 4E (MD-11, Boeing 777, 747-4) ou inferior, permitidas ainda as operações do Boeing 747-8F.
Voo Transbrasil 801
Em 21 de março de 1989, um Boeing 707 cargueiro, operado pela empresa brasileira Transbrasil, realizava o voo 801 partindo de Manaus para Guarulhos, na Grande São Paulo. Ao aproximar-se do Aeroporto Internacional de Guarulhos, a aeronave perdeu sustentação e caiu minutos antes do pouso. O acidente deixou 25 mortos, entre tripulantes e moradores. Segundo apuração da época, atribuiu-se a causa do acidente à falha humana – a tripulação teria cometido um erro de cálculo e aberto o spoiler. A pista de pouso do aeroporto seria fechada ao meio-dia para manutenção e, com isso, a tripulação procurou acelerar os procedimentos para conseguir pousar antes do fechamento. Com isso, a aeronave foi perdendo altitude e sustentação e acabou por colidir com casas e um prédio baixo nas imediações do aeroporto, arrastando-se na área de um terreno ocupado por favelas do Jardim Ipanema. No momento da queda, a aeronave contava com aproximadamente quinze mil litros de combustível e incendiou-se imediatamente. Estava carregada com 26 toneladas de equipamentos eletrônicos provenientes do Polo Industrial de Manaus, que ficaram totalmente destruídos.
Voo Rico 4815
Em 14 de maio de 2004, um Embraer EMB 120, popularmente conhecido como Brasília, operado pela empresa brasileira Rico Linhas Aéreas, caiu enquanto se preparava para pousar no Aeroporto Internacional de Manaus. Todos os 33 passageiros e tripulantes a bordo da aeronave morreram. O Brasília havia partido de Manaus e seguido para Tefé. De lá prosseguiu para São Paulo de Olivença, foi para Tabatinga, retornou para Tefé para, em seguida, voltar à Manaus. O último contato do Voo 4815 com a torre do aeroporto de Manaus ocorreu por volta das 18:20 horas (UTC-4), quando o piloto avisou que pousaria dentro de 18 minutos. A aeronave foi localizada na madrugada do dia seguinte, 15 de maio, por um helicóptero da Aeronáutica a cerca de 16 km da cabeceira da pista do aeroporto.
Voo Gol 1907
Em 29 de setembro de 2006, um Boeing 737-800, operado pela empresa brasileira Gol Linhas Aéreas Inteligentes, realizava o voo 1907 de Manaus para o Rio de Janeiro, com escala técnica no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Enquanto sobrevoava o estado do Mato Grosso, o Boeing 737-800 chocou-se frontalmente com um Embraer Legacy 600, perdendo inicialmente cerca de um terço da asa esquerda e ficou incontrolável aos pilotos. A aeronave entrou em mergulho, vindo a ter separação estrutural em voo antes de atingir o solo, em meio à selva amazônica. Não houve sobreviventes. Enquanto o Legacy, apesar de ter sofrido danos graves na sua asa e estabilizador horizontal esquerdo, pousou em segurança com seus sete ocupantes não lesionados na Base Aérea do Cachimbo.


