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Acre

Acre é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no sudoeste da Região Norte, fazendo divisa com duas unidades federativas: Amazonas ao norte e Rondônia a leste; e faz fronteira com dois países: a Bolívia a sudeste e o Peru ao sul e a oeste. Sua área é de 164 123,040 km², que equivale aproximadamente ao Nepal. Essa área responde inferiormente a 2% de todo o país. De acordo com os geógrafos, se trata de um dos estados com menor densidade demográfica do Brasil e foi o mais recente que os brasileiros povoaram de maneira efetiva. Nele localiza-se a extremidade ocidental do Brasil. A cidade onde estão sediados os poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais é a capital Rio Branco. Outros municípios com população superior a trinta mil habitantes são: Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira e Tarauacá.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Etimologia

O topônimo Acre, que foi passado do rio para o território federal, em 1904, e para a unidade federativa, em 1962, é derivado, talvez, da palavra tupi a'kir ü que significa "rio verde" ou de a'kir, do verbo ker que significa "dormir, sossegar". Mas é quase certeza de que essas raízes etimológicas são as que deformam a palavra Aquiri, que é a corruptela do vocábulo do dialeto Ipurinã Umákürü, Uakiry, feita pelos exploradores que chegaram à região. Também existe a opinião da raiz etimológica de Aquiri a partir das palavras Yasi'ri, Ysi'ri, que significam "água corrente, veloz". O nome "Acre" do estado brasileiro é homônimo de uma antiga cidade localizada em Israel que também chama-se "Acre". Na viagem feita por João Gabriel de Carvalho ao rio Purus, em 1878, foi escrita uma carta pelo colonizador que teve como destinatário o comerciante paraense visconde de Santo Elias. Na carta que o colonizador nordestino escreveu, registra-se o pedido de mercadorias que chegaram à "boca do rio Aquiri". Devido à incapacidade de entendimento pela letra de João Gabriel na observação do proprietário e das pessoas que trabalhavam no estabelecimento comercial sediado em Belém, ou por causa da grafia errônea desse colonizador que escreveu às pressas como Acri ou Aqri, no lugar de Aquiri, o destino de chegada das mercadorias e das faturas foi o Rio Acre.

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História

Período pré-cabralino

Na região do atual estado do Acre, foram encontrados inúmeros geoglifos (estruturas feitas no solo) com idade variável de 1,5 mil a 2,5 mil anos atrás, que remetem às civilizações pré-colombianas. Uma pesquisa no período 2010-2014 a Universidade Federal do Pará identificou 410 sítios arqueológicos com geoglifos no Acre. Demonstrando o elevado grau de conhecimento em várias áreas e domínio de avançadas técnicas de movimentação de terra e água. As últimas escavações fizeram uma descoberta no município brasileiro de Xapuri: um buraco de esteio (com 25cm de diâmetro e 1,31 m de profundidade) em boas condições foi localizado em um geoglifo de formato redondo, reforçando a tese de que os indígenas pré-colombianos teriam usado paliçadas para habitação e segurança. Um conjunto de estacas de madeira fincadas verticalmente no formato de "X".

Colonização europeia

As secas nordestinas e o apelo econômico da borracha — produto que, no fim do século XIX, começava sua trajetória de preços altos nos mercados internacionais — inscrevem-se entre as causas predominantes na movimentação de massas humanas em busca do Eldorado acreano. Consequência inevitável foi a dilatação do horizonte geográfico na direção oeste, atingindo terras de posse espanhola, fato que culminou nos tratados de Madri (1750). Ambos os tratados, partindo das explorações feitas por Manuel Félix de Leme nas bacias do Guaporé e do Madeira, estabeleceram como linha divisória das possessões respectivas, na área em questão, os leitos do Mamoré e do Guaporé até seu limite máximo ocidental, na margem esquerda do Javari.

Período imperial

Até meados do século XIX não se pensou em povoamento sistemático da área. Nessa época, o grande manancial virgem de borracha que aí se encontra atraíra o interesse mundial, provocando sua colonização de modo inteiramente espontâneo. A política econômica do Império do Brasil, orientada para a atividade agrário-exportadora com base no café, não comportava o aproveitamento e a incorporação dos territórios do extremo ocidental. Desse descaso, resultou que, no Atlas do Império do Brasil (1868), de Cândido Mendes de Almeida, modelar em seu tempo, não figurassem o Rio Acre e seus principais tributários, completamente desconhecidos dos geógrafos. Apesar de tal política, alguns sertanistas brasileiros exploravam aquela região agreste e despovoada, desconhecendo se pertenciam ao Brasil, ao Peru ou à Bolívia. Assim, ainda em meados do século XIX, no impulso que a procura da borracha ocasionou, solicitada que era no mercado internacional, várias expedições esquadrinharam a área, buscando facilitar a instalação dos colonos. Nessa época, João Rodrigues Cametá iniciou a conquista do rio Purus; Manuel Urbano da Encarnação, índio mura grande conhecedor da região, atingiu o Rio Acre, subindo-o até as proximidades do Xapuri; e João da Cunha Correia alcançou a bacia do alto Tarauacá. Todo esse desbravamento se deu, na maior parte, em terras bolivianas.

Revolução Acriana e anexação pelo Brasil

Em 1890, um oficial boliviano, José Manuel Pando, alertou seu governo para o fato de que na bacia hidrográfica do Juruá havia mais de 300 seringais, com a ocupação dos brasileiros implantando-se cada vez mais rapidamente em solo da Bolívia. A penetração brasileira avançara em profundidade para oeste do meridiano de 64º até além do de 72º, numa extensão de mais de mil quilômetros, muito embora já estivessem fixadas as fronteiras acima da confluência do Beni-Mamoré, segundo o tratado de 1867. Em 1895, criou-se uma comissão para o ajuste da divisa. O representante brasileiro, Gregório Taumaturgo de Azevedo, demitiu-se após verificar que a ratificação do tratado de 1867 iria prejudicar os seringueiros ali estabelecidos.

Autonomia política

Entre 1904 e 1920 o Acre não teve uma única capital, com as capitais dos três departamentos se reportando diretamente ao governo federal. Essa subjugação causou intensas revoltas da população, mas que foram sufocadas pelo governo central brasileiro. Com a constituição de 1934, o Acre só obteve o direito de eleger dois deputados federais para representá-lo na Câmara Federal, sem alterar o regime de indicação dos governadores do território. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os seringais da Malásia foram ocupados pelos japoneses e, a Tailândia um grande produtor de borracha, participou da guerra ao lado do Eixo. Assim, o Acre representou uma das principais fonte de borracha dos Aliados durante a guerra.

Século XXI

Em 2005, foi iniciada a construção da Estrada do Pacífico, que dá ao Brasil, pelo Acre, acesso a três portos peruanos no Oceano Pacífico (Ilo, Maratani e San Juán) para facilitar as exportações para a Ásia. A estrada foi concluída em 2011. Em 2007, a assembleia legislativa do estado aprovou uma regularização fundiária para legitimar a posse e a alienação de propriedades públicas rurais, que beneficia 600 famílias em cerca de dez municípios acreanos, um feito inédito no país. Em junho de 2008, entrou em vigor a lei que alterou os fusos horários brasileiros e o Acre passou a ter uma hora a menos, e não duas, em relação ao fuso de Brasília. Apesar do referendo, o Acre mantém o antigo fuso horário.

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Geografia

O estado do Acre ocupa uma área de 152 581 km², localizado no extremo oeste do Brasil, localiza-se a 70º00'00" de longitude oeste do Meridiano de Greenwich e a 09º00'00" de latitude sul da Linha do Equador e com fuso horário -5 horas em relação a hora mundial GMT. Dista 10º00'00" ao sul da Linha do Equador. No Brasil, o estado faz parte da região Norte, fazendo divisa com os estados do Amazonas e Rondônia e fronteira com dois países: Peru e Bolívia. Praticamente todo o relevo do estado do Acre se integra no baixo platô arenítico, ou terra firme, unidade morfológica que domina a maior parte da Amazônia brasileira. Esses terrenos se inclinam, no Acre, de sudoeste para nordeste, com topografia, em geral, tabular. No extremo oeste se encontra a Serra da Contamana ou do Divisor, ao longo da fronteira ocidental, com as maiores altitudes do estado (609 m). Cerca de 63% da superfície estadual fica entre 200 e 300 m de altitude; 16% entre 300 e 609; e 21% entre 200 e 135. Os principais rios do Acre, navegáveis principalmente nas cheias (Juruá, Tarauacá, Envira, Purus, Iaco e Acre), atravessam o estado com cursos quase paralelos e que só vão confluir fora de seu território.

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Demografia

De acordo com o censo brasileiro de 2022, o Acre era habitado por 830 018 habitantes, sendo que haviam 617 942 habitantes em área urbana e 212 076 habitantes em área rural. Quanto à questão de gênero, haviam 415 332 homens e 414 686 Mulheres. Foram identificados 319 321 domicílios, dos quais 261 001 estavam ocupados, gerando um déficit habitacional de 58 320 domicílios. A média de habitantes por domicílio era de 3,16 pessoas. A capital, Rio Branco, é a maior e mais populosa cidade do estado, com quase 370 mil habitantes, sendo a sétima maior cidade na Região Norte. De 1991 a 2010, o crescimento demográfico experimentado pelo Acre foi considerado muito alto, atingindo 3,3% ao ano, acima da média nacional. Em 1991, foram contados 417 165 habitantes. 48% da população do estado vive na capital. No interior, a população vive dispersa ao longo dos rios, ocupada na extração de borracha, castanha-do-acre, madeiras, soja, carne, abacaxi, farinha de mandioca, piscicultura, banana e café.

Composição étnica

Segundo dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante o Censo 2022, a população do estado é composta por pardos (66,3%), brancos (21,4%), negros (8,6%), além de indígenas (3,5%) e asiáticos (0,2%). O Acre é formado por uma grande parte de áreas naturais protegidas como as Terras Indígenas (TI) e as Unidades de Conservação (UC). Existem no estado, 24 plenamente regularizadas, ocupadas por mais de 12 mil indígenas, que representam 2% da população total da área. Esse populacional pertence a diferentes etnias, de línguas pano, aruak e, arawá: Apolima-arara; Arara; Ashaninka; Jaminawa-Arara; Huni-KUĨ; Katukina; Kaxinawa; Kulina; Kuntanawa; Madja; Manxineri; Nawá; Noke-KOĨ; Nukini; Poyanawa; Sayanawa; Shanenawa; Shawãdawa; Yaminawa; mais os grupos isolados ainda não identificados como por exemplo os Isolados Mashco-Piro.

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Política

O Acre é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, o legislativo e o judiciário. Por meio de referendos e plebiscitos, é permitida a participação popular nas decisões de governo. A atual constituição do Acre foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores Emendas Constitucionais. O poder executivo acriano está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e podem ser reeleitos para mais um mandato. Sua sede é o Palácio Rio Branco, que desde 1930 é a sede do governo acriano. O poder legislativo do estado é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa do Acre, localizado no centro de Rio Branco. Ela é constituída por 24 deputados, que são eleitos a cada 4 anos. No Congresso Nacional, a representação acriana é de 3 senadores e 8 deputados federais. A maior corte do poder judiciário acriano é o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, localizado no centro de Rio Branco. Compõem o poder judiciário os desembargadores e os juízes de direito.

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Subdivisões

Região Geográficas

Região geográfica intermediária é, no Brasil, um agrupamento de regiões geográficas imediatas que são articuladas através da influência de uma ou mais metrópoles, capitais regionais e/ou centros urbanos representativos dentro do conjunto, mediante a análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. A divisão de 2017 teve o objetivo de abranger as transformações relativas à rede urbana e sua hierarquia ocorridas desde as divisões passadas, devendo ser usada para ações de planejamento e gestão de políticas públicas e para a divulgação de estatísticas e estudos do IBGE.

Terras Indígenas

O Acre é formado por grande parte de áreas naturais protegidas como as Terras Indígenas (TI) e as Unidades de Conservação (UC). Existem no estado 35 terras indígenas reconhecidas pelo governo brasileiro que correspondente 14,56% do estado (mas apenas 24 são plenamente regularizadas), As TI na região são: Alto Rio Purus; Alto Tarauacá; Arara do Igarapé Humaitá; Arara do Rio Amônia; Cabeceira do Rio Acre; Campinas/Katukina; Igarapé Taboca do Alto Tarauacá; Igarapé do Caucho; Jaminawa Envira; Jaminawa Arara do Rio Bagé; Jaminawa do Guajara; Jaminawa do Igarapé Preto; Jaminawa do Rio Caeté; Kampa do Igarapé Primavera; Kampa e Isolados do Envira; Kampa do Rio Amônea; Katukina/Kaxinawá; Kaxinawá Ashaninka do Rio Breu; Kaxinawá Colônia Vinte e Sete; Kaxinawá da Praia do Carapanã; Kaxinawá do Baixo Rio Jordão; Kaxinawá do Rio Humaitá; Kaxinawá do Rio Jordão; Kaxinawá Nova Olinda; Kaxinawá do Seringal Curralinho; Kaxinawá Seringal Independência; Kulina do Rio Envira; Kulina do Igarapé do Pau; Kuntanawa; Mamoadate; Manchineri do Seringal Guanabara; Nawa; Nukini; Poyanawa; Rio Gregório, e; Riozinho do Alto Envira.

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Economia

O Acre era um dos estados mais isolados do país, porém conseguiu se tornar oficialmente interligado ao resto da malha rodoviária do Brasil em maio de 2021, com a inauguração da Ponte do Abunã, construída sobre o Rio Madeira. A falta desta ligação limitava enormemente o desenvolvimento econômico do Estado. Contudo, com a conclusão da mesma, estabeleceu-se a conexão ininterrupta entre o extremo oeste da Região Norte à Região Sudeste do Brasil, através da BR-364. O Acre possui o 25.º maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, baseado principalmente na exploração de recursos naturais e no setor primário. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2014, o PIB acriano era de 13 459 000 bilhões, enquanto o PIB per capita era de 17 034 reais. Apesar de possuir uma das maiores taxas de aumento de economia (4,4% em 2014) e um PIB per capita tido como alto, este último é o segundo menor valor entre os estados de sua macrorregião, superando apenas o Pará. Além disto, a economia do estado é avaliada como a terceira pior entre todas as unidades federativas brasileiras e sua capital, Rio Branco, está na última posição entre as capitais estaduais no quesito PIB per capita.

Agricultura, pecuária e mineração

Um dos principais produtores de borracha (Hevea brasiliensis) no país, o Acre apresentou em 2008 a produção de 845 t, representando pouco mais de um quarto do total nacional. Na região do Abunã, um seringueiro chega a produzir 1,5 t de borracha por safra. Os tipos produzidos são "caucho", "cernambi caucho", "cernambi rama" e "cernambi seringa". A coagulação ainda é feita pelo processo da defumação. A produtividade média é de dois quilos de látex por hévea. A coleta de Castanha-do-Brasil é também atividade importante, realizada, em geral, pelo seringueiro, como ocupação subsidiária, na época das chuvas. Sua safra não é regular. A produção acriana em 2009 foi de 20 t, representando 20% de toda a produção nacional, sendo a maior do Brasil. A madeira tem também importância econômica na região, sendo a produção de lenha em 2008 de 679 077 m³. O método de extração é rudimentar, sendo usadas serras manuais e, assim mesmo, só nos centros mais adiantados. A lavoura é, em geral, de subsistência, não tendo condições para se manter diante dos altos rendimentos da atividade extrativa. Os principais produtos agrícolas do Acre, em 2008, apresentaram os seguintes resultados: arroz (28 569 t), cana-de-açúcar (52 609 t), feijão (5 779 t), mandioca (730 434 t) e milho (61 088 t).

Indústria

O Acre tinha em 2018 um PIB industrial de 1,1 bilhão de reais, equivalente a 0,1% da indústria nacional e empregando 13.025 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Construção (47,6%), Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (24,6%), Alimentos (18,8%), Minerais não metálicos (2,0%) e Madeira (1,5%). Estes 5 setores concentram 94,5% da indústria do estado. A indústria do estado, em 2009, ocupava 13 mil pessoas em 1416 estabelecimentos e unidades, que produziram bens no valor de R$ 773 milhões. A indústria ainda é de pouca escala no estado, sendo em grande parte de produtos alimentícios, como queijos, manteiga, refrigerantes e outros; e à transformação rudimentar de alguns produtos agrícolas, como a farinha de mandioca e o açúcar bangüê. O estado também possui indústrias na produção de barcos, carrocerias de caminhões, laminados e pisos de madeira, móveis, vidros temperados, preservativos (sendo a única do mundo a usar borracha natural proveniente de látex nativo), dentre outros produtos. Nas colônias mais importantes do Alto Juruá e do Alto Purus, ou mesmo em locais que possam atender em várias colônias, estão instalados "conjuntos mecânicos", pertencentes quase todos ao governo. Nos conjuntos mecânicos encontram-se máquinas para debulhar o milho, descorticar o arroz, ralar, prensar e cozer a mandioca, além de moendas e tochas para o fabrico de açúcar de cana. A potência instalada das usinas geradoras em 2004 é de 331 GWh, com um consumo mínimo de 405 GWh. Atualmente o estado possui 2 Distritos Industriais: 1 na capital Rio Branco e outro no município de Acrelândia.

Comércio

A quase totalidade do comércio do estado é feita por via fluvial e em pequena escala por via aérea. O Acre exporta quase tudo o que produz e importa praticamente tudo que consome. A pauta de exportação resume-se na madeira compensada e perfilada (49%), madeira serrada ou em folha (27%), frutas (21%) e outros (3%), convergindo na totalidade para os estados do Amazonas e Pará, de preferência para Belém, origem também da maioria de suas compras. O comércio com o limita-se a compra de gado em pé e gêneros alimentícios da Bolívia, frequentemente de caráter ilegal. Em março de 2010 o valor da exportação por cabotagem foi de US$ 15 727 499 e a importação de US$ 15 059 156.

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Infraestrutura

Educação

O ensino fundamental contava em 2020 com 1 344 escolas, com o corpo docente de 6 370 professores e 156 679 alunos matriculados. Contava o ensino médio com 247 escolas, 2 035 professores e 39 287 matrículas. O ensino infantil calculava 508 pré-escolas, 1 964 professores e 38 629 alunos. O Acre é um dos 13 estados com maior taxa de analfabetismo no Brasil, com uma porcentagem de analfabetos atingindo os 12,1%. As principais universidades do Acre são: Instituto Federal do Acre, Universidade Federal do Acre (públicas), União Educacional do Norte e Instituição de Ensino Superior do Acre (particulares).

Saúde

Em 2005, havia no estado 337 estabelecimentos hospitalares, sendo 282 públicos e 55 particulares, com um total de 1 561 leitos. Dos 337 hospitais, 227 eram de finalidade geral e 221 eram especializados. Dos 7 municípios existentes em 1970, apenas Rio Branco possuía abastecimento de água encanada, embora não possuísse serviço de esgoto, o que impede o controle de disenteria amebiana endêmica. Em 2005, o estado possuía 48% de acesso à água 44,3% de acesso à rede de esgoto. Em 2006, a mortalidade infantil era de 20,7 por 1 000 nascidos vivos, sendo a malária a principal causa de morte. Povoações distantes entre si por dia de caminhada na floresta, e que por vezes, no período das chuvas, ficam completamente isoladas, dificultam a irradiação da saúde pública.

Segurança pública

Em 27 de novembro de 2012, mediante a Portaria nº 577 da Marinha do Brasil, foi instalada a Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul, primeira Organização Militar da Marinha Brasileira no estado. A Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do Acre. Para fins de organização é uma Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, assim como suas coirmãs e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social brasileiro e está subordinada ao Governo do Estado do Acre. Seus integrantes são denominados militares estaduais (artigo 42 da CRFB), assim como os membros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre. A Polícia Civil do Estado do Acre, é uma das polícias do estado do Acre, Brasil, órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4.º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar. A mais importante instituição penitenciária é a Colônia Penal e Agrícola Evaristo de Morais, em Rio Branco.

Transportes

O estado com o que o Acre possui mais rodovias interestaduais é o Amazonas, havendo, pelo menos, 3 pontos de divisas; O estado também conta com diversos aeroportos, nacionais e internacionais.

Comunicações

Os principais jornais do estado são os diários A Gazeta, O Rio Branco, A Tribuna, Jornal Opinião, Jornal Página 20 e o semanal O Estado. Entre as principais estações de televisão do estado se destacam a TV Rio Branco, a Rede Amazônica, a TV5 e a TV Gazeta, e entre as rádios se destacam a Gazeta FM, a Rádio CBN e a Rádio Cidade FM.

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Cultura

Apesar de ser o único estado que brigou para ser brasileiro (Revolução Acreana), a cultura do Acre é parecida com a dos outros Estados da Região Norte do Brasil, porém há um alto consumo de cultura nordestina. Em Rio Branco encontra-se uma comunidade religiosa chamada Alto Santo (Centro de Iluminação Cristã Universal) que pratica o Ritual do Santo Daime, típico do Acre, de origem indígena, que usa o Daime, um chá natural feito com folhas e cipó, usado pelos índios como forma de aproximação a Deus. Todos tomam o chá, inclusive as crianças e os idosos. Os integrantes usam fardas e cantam o hinário. O Acre já foi retratado como cenário histórico, documentado no cinema e na televisão, como exemplos; Paralelo 10, O Acre Existe e Noites Alienígenas. E também na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007), interpretado por um numeroso elenco de atores consagrados da mesma autora das telenovelas América (2005) e Caminho das Índias (2009), a acreana Glória Perez.

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Fontes consultadas

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