Aginter Press
A Aginter Press, também conhecida como Central Ordem e Tradição, foi uma pseudoagência de notícias estabelecida em Lisboa em Setembro de 1966, durante o regime do Estado Novo em Portugal.
A Aginter Press tomou parte na estratégia de tensão na Itália, uma campanha de pseudo-operações levadas a cabo pela CIA e MI6, incluindo ataques à bomba e uma tentativa de golpe de estado organizada pelos neofascistas italianos, com o apoio de ramos da Maçonaria, da Máfia e de redes clandestinas da NATO.
A Agência trabalhou para vários regimes autoritários de direita em todo o mundo, incluindo os de Portugal, Espanha e Grécia. Os seus agentes trabalhavam disfarçados de jornalistas ou repórteres fotográficos, permitindo-lhes viajar e investigar. Uma actividade importante da Aginter Press foi o seu envolvimento na luta contra os movimentos independentistas das colónias portuguesas.
Na sequência do golpe de 25 de Abril de 1974 os membros da Aginter Press fugiram de Lisboa para Espanha e depois para a América do Sul, pondo assim termo ao funcionamento da agência. Quando os juízes D'Ambrosio e Alessandrini organizaram uma carta rogatória em Lisboa, na sede da Aginter havia "uma vasta documentação, uma cave inteira. Quem a tinha visto disse que era um arquivo que correspondia, quantitativamente, ao de um serviço secreto médio em um país civilizado".


