Agostinho Carrara
Agostinho Carrara é um personagem fictício da série A Grande Família da TV Globo. Foi interpretado por Paulo Araújo na 1° versão. Foi também interpretado por Pedro Cardoso na 2° versão.
Agostinho Carrara foi criado apenas por sua mãe, pois seu pai abandonou os dois quando Agostinho era apenas uma criança. Devido a isso, Agostinho se viu obrigado a se virar sozinho, desde pequeno. Ele é o típico malandro brasileiro, quando tem dinheiro no meio, faz de tudo para se dar bem, mesmo que para isso tenha que colocar sua família nas maiores confusões. É nascido no município de São Gonçalo, sendo portanto, cidadão gonçalense e fluminense. Simpático, falastrão e mentiroso, ele não hesita em passar a perna no próximo para conseguir o que deseja, especialmente se for o Lineu (Marco Nanini), seu sogro. Apesar da visão distorcida do comportamento ético, ele não faz por maldade, e culpa o seu passado (ter sido abandonado) por ser assim, já que ele teve que aprender a ser esperto para ninguém passá-lo para trás. Mentiu para todos quando havia dito que sua mãe, Selma (Betty Faria), tinha morrido. Na verdade era tudo vergonha por sua mãe ter sido chacrete (conhecida como Selminha Paraíso), vergonha que ele nutre até os dias de hoje, mas agora se conforma e tenta respeitá-la, embora guarde muitas mágoas da mãe que passava muito tempo fora de casa, deixando-o sozinho ou na mão de outros parentes. Outro que ele não aceitava era o seu pai, Oduvaldo Carrara (Francisco Cuoco), um malandros e viciado em jogatinas, que o abandonou junto com sua mãe quando ele era pequeno, e nunca mais deu um sinal de vida, até resolver reaparecer em um Natal provocando a ira de Agostinho, mas que acabou o perdoando mesmo assim. Anos mais tarde, Oduvaldo morre, deixando uma herança que na verdade era uma dívida (coisa típica da família Carrara).
Agostinho na política
Durante anos, Agostinho foi taxista, mas em 2010 tentou seu outro sonho: entrar para a política, mais precisamente como deputado estadual. Preparou uma campanha, que por engano de seus assessores, Tuco e Paulão (Evandro Mesquita), o vídeo errado foi ao ar no horário eleitoral. Viu tudo perder o controle ao competir com o candidato Jamil, que possuía muitos eleitores. No fim, após fazer uma campanha contra si (já que ele queria atrapalhar o adversário, pois ele acreditava que não ganharia), viu sua chance de ganhar voltar (seu adversário estava fora das eleições por causa de suborno). Em uma tentativa desesperada, tentou fazer boca de urna, mas perdeu com apenas dois votos.
Carrara Táxi ou Táxi Carrara
Sua nova ideia para aumentar os lucros, vem sendo a frota de táxi que ele criou junto com Paulão, que agora é seu sócio. Após participar do quadro Lata Velha do programa Caldeirão do Huck, do apresentador Luciano Huck (graças a uma carta que Bebel enviou), seu táxi antigo foi reformado e ele, empolgado com a situação, comprou um novo táxi. Os novos gastos que o veículo novo trouxe, quase o fizeram desistir dessa nova empreitada, mas ele está vendo a sua chance mudar, graças a um novo taxista: Tuco, que desistiu da faculdade de veterinária. A nova frota de táxi, cujo ainda não tem nome (Carrara Táxi ou Táxi Carrara), já foi o motivo de muita confusão na família: um terceiro táxi "amaldiçoado", uma nova concorrente chamada Luxor Táxi e um quase processo vindo do Lineu, que queria proteger seu filho Tuco que dizia sofrer por trabalhar demais (na verdade, o cunhado, estava conversando com sua namorada ao telefone). No final, tudo ficou resolvido e Tuco voltou a trabalhar com Agostinho.
Prisão, Bebel no poder, Carrara Motos e separação
Durante a estadia de Agostinho na cadeia, Bebel, sua esposa resolveu administrar a empresa de táxis do marido presidiário. Com Bebel no comando, a frota da "Carrara Táxis Carrara" aumentou e o lucro foi bem maior do que na gestão de Agostinho. A oficina do Paulão (sede da empresa) ficou mais bonita e muito mais moderna. Agostinho como era de se esperar não gostou nem um pouco de ver que nas mãos de sua mulher, a empresa dele teve mais progresso do que na sua própria gestão administrativa. Agostinho passou a ser um "vice-presidente" da frota carrarense e voltou a atuar como taxista. Depois disso, Bebel teve uma ideia que não agradou nada ao trambiqueiro de Alcântara: Ela vendeu um carro da frota e comprou uma moto, para que Tuco atuasse como moto-táxi. Mesmo com o protesto de Agostinho, a frota de motos teve sucesso no início, porém, Tuco foi assaltado no primeiro dia de experiência na moto de Bebel e perdeu todo o dinheiro que havia ganhado no dia inteiro. Bebel fez uma aposta com Agostinho no começo do dia, de que se a moto rendesse mais do que os carros da empresa, ela podia continuar com as motos e tocar o seu negócio, caso contrário recuperaria o carro, venderia e acabaria totalmente com essa ideia de motos. Quando Tuco chegou com a notícia da perda do dinheiro, obviamente Bebel perdeu a aposta, na manhã do outro dia, ela ainda indo recuperar o carro que havia trocado pela moto, recebeu um pedido de corrida e começou atuar por conta própria. Isabel ganhou bastante dinheiro durante o dia, porém no fim do mesmo, achou que iria perder tudo como Tuco quando foi na mesma favela (Morro do Rato) que o próprio perdeu o dinheiro do dia anterior. Um policial avisou Bebel de que a mesma comunidade fora pacificada e que não teria mais assaltos naquele local daquele dia em diante. Maria Isabel chegou com todo o dinheiro ganho na sede da empresa e disse que a moto dava mais lucros do que os carros e realmente dava. Logo após isso, Bebel contratou mais três funcionárias para a sua recém-fundada "Carrara Motos Carrara", uma delas sendo a Danielle da Padaria, mãe das filhas de Paulão, além dela.
Volta a Alcântara, Carrara Mudanças e reconciliação
Durante meses, Agostinho fez inúmeras coisas para Bebel se tornar sua mulher novamente, o que nunca ocorreu. Agostinho vivia diariamente com Bebel na sede de sua e da empresa da então ex-mulher. Após tentar muito, Agostinho tentou fazer algo grande e chamou todos os vizinhos e a família para ajudar no projeto de tentar encantar e se reconciliar com Bebel. Agostinho fez uma megaprodução, com carros, balões, cartazes e tudo mais, e chama Bebel para assistir à apresentação de todo o bairro. No fim, ele tremendo fica de joelhos, pede Bebel em casamento (de novo) e ela recusa a proposta do malandro. Agostinho desolado decide voltar para seu bairro natal (Alcântara) e deixar a Carrara Táxis Carrara sob os cuidados de Paulão, Bebel fica meio triste com a tal decisão, principalmente porque Florianinho quer ir junto com seu pai. Apesar de protestar, AC deixa o filho ir junto com ele, depois de muito pensar e de Agostinho muito aconselhar, Florianinho volta atrás e decide ficar junto da mãe, Bebel. Agostinho deixa a Baixada Fluminense, depois do protesto do bairro que queria que o ex-presidiário ficasse.
Veste-se de maneira exageradamente cafona, combinando camisas listradas com calças xadrez, ou camisas de bolinhas com calças de cores berrantes. Ele é bem exagerado e enrolado, e por conta disso fala alto e bem rápido, tanto que fica até difícil de entender, fato que foi zombado no episódio "Tá Tudo Errado!", onde ele tinha pouco tempo para dar o seu recado, e não acabou falando nada. Em muitas situações Agostinho tenta tirar vantagem, mesmo que não pensando no bem de sua família de imediato, como visto em "A Máfia do Vinagrete", onde junto com Bebel, começou a vender vinagrete escondido de Lineu e em "Meu Marido me Trata como se eu Fosse uma Geladeira" vendo em um corte na testa de Seu Flor, uma grande oportunidade de ganhar dinheiro. Agostinho também já foi bastante preconceituoso. Ele já foi mostrado como racista no episódio "A Melhor Casa da Rua", onde ele não acreditava que um negro pudesse ser dono de um casarão; ele também foi tratado como machista em "Eu Vou Tirar Você Deste Lugar", já que achava que Bebel estava em um trabalho parecido com o de uma prostituta pela roupa e peruca.
O aniversário de Agostinho foi abordado no episódio "Vai Rolar Bundalelê", mas nada foi comentado sobre o dia e o mês do aniversário (embora o episódio tenha sido exibido em Agosto, não se sabe se esse seria o mês certo). Não se sabe a idade dele também, mas imagina-se que ele tenha nascido na década de 1960, talvez entre 1965 e 1969 (portanto uns 10 anos mais velho que Bebel), não por apenas ele ser razoavelmente grande quando via sua mãe dançando no programa do Chacrinha, mas também porque já foi abordado no seriado, sobre o exame de próstata, e Agostinho é o tipo de homem que jamais iria fazer esse exame antes dos 40 anos (idade mais ou menos indicada para o exame do toque). Em 2011, teve um outro episódio falando sobre seu aniversário, cujo título foi "Nesta Data Querida!"
A infância de Agostinho foi muito triste, e ele culpa o seu passado por ser o que ele é atualmente. Ele nasceu e cresceu em Alcântara, um bairro do município de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O seu pai, Oduvaldo Carrara, abandonou a sua mãe, quando ele era pequeno e por conta disso, foi motivo de chacota por seus colegas de escola quando criança. Trabalhou em uma moto-táxi na sua adolescência, e pedia comida às pessoas, quando não tinha dinheiro. Ele tentava trabalhar bastante para ajudar a sustentar a casa junto com sua mãe. Tinha, e ainda tem, vergonha de sua mãe ter trabalhado no programa do Chacrinha. A chacrete foi apelidada de Selminha Paraíso, e com o dinheiro de seu trabalho sustentava a sua família, sem o seu marido. Anos mais tarde, seu pai voltou e Agostinho só o perdoou, pela insistência de sua família, os Silva, caso o contrário, jamais o teria aceito de volta. Outra que surgiu um tempo depois foi Fátima, irmã por parte de pai de Agostinho. E ela se mostrou tão esperta quanto seu pai, Seu Oduvaldo, e seu irmão, Agostinho, pois usava de sua beleza e simpatia para enganar à vizinhança, mas no final foi descoberta.
Apesar de serem velhos amigos e de Beiçola já ter ajudado Agostinho com alguns trabalhos, o taxista vive passando a perna no pasteleiro desde que passou a viver na antiga casa da "santa mãezinha" dele. Na realidade, Beiçola sempre foi motivo de chacota, não apenas por Agostinho, mas por toda a família, já que ele é bastante fofoqueiro e intrigueiro. Sempre se esquece de pagar o aluguel (inventa desculpas), e acaba colocando a sua esposa, Bebel no meio. Mais uma que entra na família, mas, diferentemente das outras pretendentes de Tuco, ela não confia em Agostinho e nem é tão boba. No início, era bastante inocente, mas com o tempo percebeu as principais características do taxista, e por isso, vez ou outra sempre estão em conflito (por divergência de ideias). Essa briga entre os dois acaba criando conflito também com o resto da família, principalmente entre os irmãos Bebel (esposa de Agostinho) e Tuco, noivo de Gina (Natália Lage).
Maria Isabel da Silva Carrara (Bebel)
Sua relação com Bebel é bastante conflituosa, sempre estão discutindo por motivos distintos. Antes era por que ela era infantil e caprichosa, conseguindo tudo com choros, berros e beiços, enquanto ele, era machista e ciumento. Com o tempo, a culpa vem sendo mais dele, do que da esposa, já que, mesmo mais amadurecido, ele continua aprontando. Eles sempre brigaram por qualquer motivo, mas na 1ª temporada, a confusão começou quando Agostinho foi trabalhar como gerente de motel, no início Bebel desconfiou, mas logo depois aceitou o emprego do marido (afinal de contas, ajudaria nas contas do fim do mês e ajudaria a dividir as contas com os pais da moça, já que o jovem casal morava de favor). O mesmo não aconteceu quando Bebel foi trabalhar dois anos depois. Ele queria era sustentá-la, já que para ele lugar de mulher é em casa, visão que Bebel não concorda. Por esse motivo (e por ele não aprovar ver sua mulher vestida de microshort, miniblusa e peruca laranja) que o casamento dos dois entrou em crise durante cinco episódios.
Irene Souza da Silva (Dona Nenê)
A relação de Agostinho com sua sogra, Dona Nenê, é marcada por forte proximidade e afeto, o que faz com que outros membros da família frequentemente o acusem de bajulação. Na dinâmica do enredo, Nenê assume uma figura materna para o personagem, preenchendo a ausência de sua mãe biológica, Selma, que o abandonou na infância e a quem ele considerou morta durante anos. Em decorrência disso, Agostinho demonstra constante lealdade e proteção à sogra.
Lineu Silva
Os dois vivem em conflito, mas se respeitam, afinal de contas, têm uma pessoa em comum: Bebel. Os dois já chegaram a ficar sem se falar por um bom tempo (na 6° Temporada), mas mesmo assim, a confusão continuou a mesma, e também, por que Agostinho e Bebel dependem financeiramente dele. Atualmente, essa situação está mudando, e finalmente Agostinho está ficando mais independente em relação ao sogro (que agora chega a pedir dinheiro ao genro), mas mesmo assim, Lineu tem sempre que ficar de olho, pois Agostinho sempre se mete em confusão e acaba enfiando os pés pelas mãos.
Artur Silva (Tuco)
Tuco vive implicando com o cunhado. Já que sempre o viu como um safado que vive de passar a perna nos demais integrantes da família. Junto com seu avô, Seu Floriano, viviam fazendo piadas sobre Agostinho. Na 11° Temporada, mesmo que ainda faça constantes provocações a seu cunhado, Tuco passou a integrar a frota de táxis de Agostinho e Paulão.
Marilda
São constantes as desavenças entre a cabeleireira e o taxista, visto que ela sabe o quão malandro ele é e das tantas tramóias dele que acabam sobrando para Bebel e para o restante da família, assim, ela não confia nele e sempre desconfia que ele está aprontando alguma, nunca encobrindo as falhas dele, uma vez que ela é alvo das constantes fofocas e chacotas dele devido ao fato de ser a eterna encalhada do bairro, o que também gera várias discussões entre eles. É bastante raro ver os dois em harmonia um com o outro.
Paulão da Regulagem
Os dois são grandes amigos, e vivem tentando criar situações mirabolantes para se dar bem, mesmo que isso acabe prejudicando alguém, o que acaba acontecendo no final. Dessa amizade nasceu a frota de táxis: Carrara Táxis Carrara (o nome é uma junção de Carrara Táxi e Táxi Carrara). Os dois são sócios da empresa, sendo Agostinho sócio-majoritário e Paulão sócio-minoritário. Agostinho é também padrinho das duas filhas gêmeas de Paulão com a Danielle da Padaria.
Em 2026, Pedro Cardoso voltou à TV Globo após 12 anos de sua saída para "reviver" Agostinho Carrara, mas apenas para gravar um merchandising da plataforma Canva, iniciando vários rumores de que tenha feito "as pazes" com a emissora após ter criticado ela publicamente em diversas entrevistas recentes.
O ator Pedro Cardoso que dá vida a Agostinho foi indicado a um Emmy em 2008 pela interpretação de Agostinho, foi indicado na categoria Melhor ator internacional. A Grande Família venceu o prêmio Troféu APCA por melhor programa humorístico. Cardoso ainda ganhou 4 vezes o Prêmio Qualidade Brasil na categoria Televisão: Melhor Ator de Humorístico em 2004, 2006, 2007 e 2009.


