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Finding Nemo

Finding Nemo é um filme de animação norte-americano de 2003, dos gêneros aventura e comédia dramática, produzido pela Pixar Animation Studios e distribuído pela Walt Disney Pictures. Com direção de Andrew Stanton e codireção de Lee Unkrich, o roteiro foi escrito por Stanton, Bob Peterson e David Reynolds a partir de uma história criada por Stanton. É estrelado pelas vozes de Albert Brooks, Ellen DeGeneres, Alexander Gould, Willem Dafoe e Geoffrey Rush. Conta a história de um peixe-palhaço superprotetor chamado Marlin (Brooks) que, junto com uma cirurgião-patela fêmea chamada Dory (DeGeneres), sai numa grande jornada em busca do filho desaparecido dele, Nemo (Gould). Ao longo do caminho, Marlin aprende a correr riscos e aceita que Nemo tem condições de cuidar de si mesmo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Enredo

Marlin, um peixe-palhaço que vive na Grande Barreira de Corais, perde sua esposa e ninhada, devoradas por uma barracuda. Resta-lhe um único filhote, ao qual ele chama de Nemo e passa a superproteger. No primeiro dia de aula, Nemo é capturado por um mergulhador. Desesperado, Marlin conhece Dory, uma cirurgião-patela fêmea que sofre de perda de memória recente. Enquanto tentam escapar de Bruce, um tubarão-branco, eles encontram uma máscara de mergulho que caiu do barco que levou Nemo. Este é colocado num aquário no consultório de um dentista e lá encontra um grupo de animais marinhos liderados pelo ídolo-mourisco Gill. Nemo descobre que será dado à sobrinha do dentista, Darla, notória matadora de peixes. Gill tem um plano de fuga: obstruir o filtro do aquário, forçando o dentista a limpar o recipiente e os transferir para sacos plásticos, para que eles se atirem pela janela e caiam no porto-seguro. Dory consegue ler o endereço escrito na máscara e memorizá-lo. Orientados por um cardume, ela e Marlin chegam à Corrente da Austrália oriental, onde conhecem as tartarugas-verdes Crush e Squirt. Notícias da busca por Nemo se espalham pelo oceano. Um pelicano chamado Nigel voa até o consultório e informa sobre a jornada de Marlin. Nemo consegue obstruir o filtro.

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Elenco e personagens

Vozes originais

Este é o elenco de Finding Nemo, de acordo com informações fornecidas pela Pixar Animation Studios:

Vozes lusófonas

No Brasil, a animação foi originalmente dublada no estúdio Double Sound, na cidade do Rio de Janeiro, com direção e tradução de Garcia Júnior. Em 2012, o filme recebeu uma redublagem completa para o lançamento de sua versão 3D, o qual se deu no país em 12 de outubro daquele ano. Apesar de os diálogos terem sido totalmente regravados, nem todos os personagens ganharam vozes novas, tais como Marlin, Dory e Bruce, que continuaram a ser dublados por Júlio Chaves, Maíra Góes e Guilherme Briggs, respectivamente. No entanto, os intérpretes de Nemo e de alguns personagens secundários, incluindo os peixes do aquário como Bubbles e Gurgle, foram substituídos em seus papéis. Entre os dubladores desta nova versão estão Gabriel Reis no papel de Nemo e Fernanda Ribeiro, que interpretou Darla.

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Produção

Os efeitos sonoros subaquáticos de Finding Nemo exigiram uma ruptura com os métodos tradicionais de foley, os quais normalmente simulam sons do ambiente aquático por meio de passos aproximados de indivíduos e outros ruídos terrestres produzidos com materiais comuns. Para complementar o CGI do filme, o sonoplasta Gary Rydstrom combinou técnicas usadas na animação tradicional bidimensional e no cinema live-action. Muitos dos efeitos foram obtidos de forma criativa, incluindo o som de Dory e Marlin saltando entre águas-vivas, os quais Rydstrom criou ao bater o dedo numa bolsa de água-quente. Rydstrom e sua assistente Dee Selby visitaram lojas de animais locais para gravar os ruídos de filtros e bolhas dentro de um pequeno aquário. Em alguns casos, eles usaram um hidrofone, dispositivo usado pela Marinha e por biológos marinhos que capta energia acústica debaixo d'água. Também colocaram microfones de contato na superfície do motor do aquário para sons de filtro mais "dinâmicos". Outros sons foram captados durante experiências da vida real, como o barulho da broca dentária, que foi gravado enquanto Selby fazia uma obturação.

Desenvolvimento

O conceito de Finding Nemo surgiu de múltiplas experiências, remontando à infância do diretor Andrew Stanton, que cresceu à beira-mar em Massachussets e adorava ir ao dentista da família para observar um aquário que havia no consultório. Ele ficava pensando quão estranha deveria ser a vista do mundo para os peixes que viviam no recipiente, assumindo que os animais pertenciam ao oceano e certamente queriam voltar para casa. Em 1992, ano em que se tornou pai e trabalhava na construção da história de Toy Story, ele a família visitaram um oceanário e parque de vida selvagem nas proximidades do Six Flags Discovery Kingdom, na época chamado Marine World. Olhando para os tanques, Stanton ficou intrigado com a ideia de reproduzir o mundo subaquático em animação computadorizada. Ele também encontrou inspiração ao refletir sobre o relacionamento com seu filho, ao sentir que estava superprotegendo a criança:

Roteiro

Stanton encontrou tempo para esboçar a primeira versão da história durante a produção de A Bug's Life. Ele apresentou, por cerca de uma hora, sua proposta de roteiro a John Lasseter, diretor criativo da Pixar na ocasião. Mergulhador de longa data, Lasseter reagiu positivamente, afirmando: "Você me 'fisgou' de jeito". Assim, a produção de Finding Nemo foi iniciada com um roteiro completo, algo que o codiretor Lee Unkrich descreveu como "muito incomum para um filme de animação". Apesar do entusiasmo da Pixar, o então diretor-executivo da Walt Disney Company, Michael Eisner, estava pessimista em relação ao projeto, prevendo que o filme seria um "teste de realidade" para a Pixar, que até aquele momento havia lançado consecutivos sucessos de bilheteria. Como na época a parceria entre as duas empresas passava por uma crise, Eisner via na possibilidade de fracasso do filme uma oportunidade de aumentar a influência da Disney nas renegociações contratuais com seu estúdio de animação subsidiário.

Escolha do elenco

O primeiro ator escolhido para dar voz a Marlin foi William H. Macy, que havia recentemente estrelado o longa-metragem Magnolia (1999). Embora Macy tenha gravado boa parte dos diálogos, Stanton considerou que o personagem precisava de um toque mais leve. Stanton, então, escalou o ator cômico Albert Brooks para o papel, o que na opinião do diretor, "salvou" o filme. Para convencer o artista a entrar para o projeto, a equipe o levou até uma sala de cinema escura e exibiu-lhe uma cena de Marlin fazendo um discurso escrito pelo próprio Brooks para o filme Defending Your Life (1999); o ator, surpreendido, aceitou prontamente o papel. Intrigado com a ideia de interpretar um peixe-palhaço que, apesar do nome, é mais sério do que engraçado, Brooks improvisou diferentes versões de uma piada ruim que Marlin conta numa das primeiras cenas.

Animação

Continuávamos voltando a Bambi por causa da forma como os cineastas aderiram à natureza real de como aqueles animais se moviam e quais eram suas habilidades motoras. Eles usaram isso como base para obter o máximo de expressão, atividade e apelo. Queríamos que nossos personagens funcionassem da mesma maneira. Pensamos no filme como Bambi debaixo d'água. — Stanton explicando a influência de Bambi na animação de Finding Nemo. Toda a animação de Finding Nemo foi realizada por uma equipe de 180 pessoas. Foi o primeiro filme da Pixar com tema subaquático, o que exigiu da empresa o desenvolvimento de muitas técnicas inovadoras para representar imagens imersas na água. A etapa de pesquisa e desenvolvimento começou com a identificação dos elementos-chave dos ambientes marinhos, incluindo iluminação, ondas e reflexos. Diversos conceitos familiares para os animadores tiveram de ser descartados ou reconcebidos, tais como a animação do deslocamento e dos gestos e a interação de luz e sombras num ambiente interno ou no exterior. A equipe buscou inspiração em cenas subaquáticas de filmes da Disney como Pinocchio (1940), The Sword in the Stone (1963), Bedknobs and Broomsticks (1971) e The Little Mermaid (1989). Contudo, foi a representação naturalista da vida animal em Bambi (1942) que deixou a maior impressão em Stanton e Lasseter, levando-os a optar por uma abordagem naturalista no novo filme.

Visual dos personagens

Com Nemo, tivemos um elenco inteiro de personagens peixes sem braços ou pernas. Como eles não tinhas os membros tradicionais para permitir silhuetas fortes, tivemos que inventar uma série de truques totalmente novos. No começo foi um pouco assustador e frustrante. [...] Dedicamos bastante tempo ao rosto e acertamos a articulação facial. Não queríamos que eles fossem apenas cabeças erguidas como numa esquete do Monty Python. Seus rostos tiveram que ser integrados a toda a linguagem corporal. Enquanto um personagem humano poderia simplesmente virar a cabeça para olhar alguma coisa, um peixe poderia virar a cabeça só um pouco e todo o corpo giraria junto com ele.

Cenários

Além de analisar e recriar movimentos realistas dos peixes, as seis equipes técnicas se especializaram nos diferentes cenários utilizados no filme, desenvolvendo os ambientes subaquáticos individualizados. Para as cenas do recife, por exemplo, foi usado um visual estilizado e vibrantemente colorido, enquanto que para as sequências que envolvem águas-vivas foi usado um sistema de sombreamento que os animadores chamavam de "transbordo" e as cenas que se passam no interior da baleia exigiam imagens orgânicas e constantemente móveis de um elemento até então nunca antes visto em nenhum filme da Pixar: respingos de água. Para o colorscript — sequência de pequenos desenhos em tons pastéis usados para enfatizar a cor em cada cena e estabelecer a linguagem visual do filme — Eggleston começou com a paleta vibrante e multicolorida do recife, depois mudou para uma paleta cada vez mais minimalista e ameaçadora à medida que Marlin e Dory aventuravam-se nas profundezas escuras do oceano.

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Lançamento

Após três anos de trabalho no longa-metragem, a primeira exibição prévia ocorreu em outubro de 2002 e teve a melhor recepção de público até então. Os espectadores recrutados reagiram positivamente mesmo diante do estado bruto dessa apresentação inicial, a qual consistia numa montagem rudimentar com muitos trechos ainda não completamente animados substituídos por esboços sequenciais. O filme foi dedicado a Glenn McQueen, um animador da Pixar que morreu de melanoma maligno também em outubro de 2002. McQueen foi um supervisor de animação de longa data dos estúdios e criou personagens como o Xerife Woody, de Toy Story.

Divulgação

A Disney incluiu um teaser trailer de Finding Nemo em setembro de 2002 nos lançamentos em mídia doméstica de Monsters, Inc. O teaser foi posteriormente disponibilizado online e anexado às exibições de The Santa Clause 2 nos cinemas. Os trailers do filme foram posteriormente inclusos aos lançamentos home video de Treasure Planet, Belle's Magical World, Inspector Gadget 2 e outros títulos da Disney. Também foram veiculados comerciais de televisão intitulados "Fishy Facts", que compartilhavam fatos sobre tubarões, tartarugas e pelicanos; um desses anúncios, particularmente aquele sobre tubarões, pode ser encontrado no segundo disco da edição de colecionador do DVD de A Bug's Life, que foi liberado em 27 de maio de 2003, três dias antes da estreia de Finding Nemo nos cinemas.

Estreia nos cinemas

Ao contrário de seus quatro antecessores, Finding Nemo foi o primeiro filme da Pixar a ser lançado durante o verão norte-americano e não em novembro. O filme teve sua premiere em Los Angeles no dia 18 de maio de 2003, e estreou nos cinemas comercialmente junto com The Italian Job e Wrong Turn em 30 de maio.

Mídia doméstica

A animação foi lançada em VHS e DVD no dia 4 de novembro de 2003. As vendas do DVD bateram o recorde de Monsters, Inc. de maior vendagem em um único dia para um filme de animação. Em duas semanas, tornou-se o DVD mais vendido de sua época, comercializando mais de quinze milhões de cópias e superando The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring. Com mais de quarenta milhões de cópias vendidas, Finding Nemo passou a deter desde então o recorde de lançamento de DVD mais vendido de todos os tempos. Este DVD consiste em dois discos separados direto da fonte digital. O primeiro disco apresenta uma versão widescreen (proporção de tela 1,78:1) e o segundo, uma versão em tela cheia (proporção familiar de 1,33:1 sem pan e scan). Ambos os discos trazem uma introdução no menu principal, ícones de peixes no canto dos menus que transformam a tela em um aquário virtual e possuem certificação da THX.

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Recepção

Bilheteria

Durante o seu lançamento original nos cinemas, Finding Nemo arrecadou 339,7 milhões de dólares na América do Norte e 531,3 milhões em outros territórios, obtendo assim um total de 871,0 milhões de dólares mundialmente. É o 13.° filme de animação de maior bilheteria da história e o segundo filme de maior bilheteria de 2003, atrás de The Lord of the Rings: The Return of the King (1,146 bilhão de dólares). Em todo o mundo, foi o filme de maior bilheteria da Pixar, até 2010, quando Toy Story 3 o superou. O longa-metragem vendeu cerca de 56,4 milhões de ingressos nos Estados Unidos em seu primeiro lançamento cinematográfico. Nos Estados Unidos e no Canadá, Finding Nemo arrecadou 70,6 milhões de dólares no fim de semana de estreia. Quando estreou, estava em primeiro lugar nas bilheterias, destronando Bruce Almighty. Além disso, tornou-se o filme de animação com o mais lucrativo fim de semana de estreia doméstica, ultrapassando seu antecessor Monsters, Inc. Esse recorde foi mantido até Shrek 2 superá-lo no ano seguinte. Durante seu segundo fim de semana, caiu para o segundo lugar atrás de 2 Fast 2 Furious. Foi uma queda de 34%, levando a uma arrecadação de 45,8 milhões de dólares. Mesmo assim, voltou ao primeiro lugar na semana seguinte, obtendo 29,2 milhões, elevando o total bruto doméstico para 192,3 milhões. Finding Nemo foi o primeiro filme a recuperar o primeiro lugar desde Die Another Day e Harry Potter and the Chamber of Secrets em 2002. Também superaria as aberturas mais fracas de Rugrats Go Wild, Hollywood Homicide e Dumb and Dumberer: When Harry Met Lloyd. No vigésimo dia de lançamento, Finding Nemo arrecadou mais de 200 milhões de dólares. Durante o quarto fim de semana, foi ultrapassado por Hulk. Apesar disso, a animação continuou a atrair grandes multidões e famílias durante a temporada de verão, enquanto superava outra produção do mesmo gênero, Sinbad: Legend of the Seven Seas.

Reação da crítica

Finding Nemo é um dos filmes da Pixar melhor avaliados pela crítica cinematográfica. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, 99% das 269 resenhas são positivas, o que corresponde a uma nota média de 8,7/10; o consenso do site diz: "Incrivelmente adorável e fundamentado pelos esforços estelares de um elenco bem escolhido, Finding Nemo acrescenta outra joia lindamente trabalhada à coroa da Pixar". O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação 90/100 com base em 38 avaliações, indicando "aclamação universal". O público consultado pelo CinemaScore deu ao filme uma rara nota média "A+" em uma escala de "A+" a "F". Tal como nos primeiros filmes da Pixar, a animação alcança uma sinergia surpreendente de voz, imagem animada por computador e diálogo. As expressões faciais combinam com as inflexões vocais com uma precisão que confere até mesmo aos personagens secundários uma clareza quase surreal.

Reconhecimento

Finding Nemo foi incluído em várias listas de melhores filmes, sobretudo animações. O filme apareceu em classificações profissionais da BBC e do jornal The Independent com base em avaliações retrospectivas, como um dos maiores filmes do século XXI. Várias publicações o listaram como um dos melhores filmes de animação da história, incluindo: IGN (2010), Business Insider, USA Today, Elle (todos em 2018), Parade, Complex e Time Out New York (todos em 2021). Em dezembro de 2021, o roteiro do filme foi listado em 60º lugar na lista dos "101 melhores roteiros do século 21 (até agora)" do Writers Guild of America. Em junho de 2008, o American Film Institute revelou seus "Ten Top Ten", os 10 melhores filmes em 10 gêneros de filmes americanos "clássicos", após uma pesquisa com mais de 1.500 pessoas da comunidade criativa. Finding Nemo foi reconhecido como o décimo melhor filme no gênero de animação. Foi o filme de lançamento mais recente entre todas as 10 listas, e um dos apenas três filmes feitos após o ano 2000 (os outros sendo The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring e Shrek).

Premiações

Finding Nemo recebeu o Oscar e o Prêmio Saturno de mellhor filme de animação. Também venceu na categoria de melhor filme animado nas premiações do Kansas City Film Critics Circle, Las Vegas Film Critics Society, Online Film Critics Society, National Board of Review e da Associação de Críticos de Cinema de Toronto. Ganhou ainda muitos outros prêmios, incluindo: Kids Choice Awards para filme favorito e voz favorita de um filme animado (Ellen DeGeneres) e o Prêmio Saturno de melhor atriz coadjuvante (DeGeneres). Também foi indicado a dois prêmios da Associação de Críticos de Cinema de Chicago — melhor filme e melhor atriz coadjuvante (DeGeneres) —, o Globo de Ouro de melhor filme de comédia ou musical e dois Prêmios MTV Movie — de melhor filme e melhor performance em comédia (DeGeneres).

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Controvérsias

Preocupações e consequências ambientais

Nos primeiros anos após a estreia do filme, foi amplamente divulgado na mídia que a representação de peixes-palhaço na obra teria feito a venda dessa raça de peixes disparar nos Estados Unidos, desencadeando o chamado "efeito Nemo", embora a história retratasse negativamente o uso de peixes como animais de estimação e sugerisse que aquários de água salgada são notavelmente complicados e caros de manter. A demanda por peixes-palhaço foi suprida pela pesca em grande escala de peixes tropicais em regiões como Vanuatu. A Comissão Australiana de Turismo (ATC) lançou várias campanhas publicitárias na China e nos EUA para melhorar o turismo na Austrália, muitas das quais utilizando clipes de Finding Nemo. Queensland usou o longa-metragem para atrair turistas e se promover entre os veranistas. De acordo com a National Geographic, "Ironicamente, Finding Nemo, um filme sobre a angústia de um peixe-palhaço capturado, fez com que a demanda de aquários domésticos por eles triplicasse."

Acusações de plágio

Meses após seu lançamento, Finding Nemo foi motivo de uma ação judicial do escritor francês Franck Le Calvez contra os estúdios Disney e Pixar. Ele acusou as empresas de plagiarem "Pierrot", protagonista de seu livro Pierrot, le Poisson Clown (Pierrot, o Peixe-Palhaço, em tradução livre), publicado em 2002, um ano antes de a animação chegar aos cinemas. O advogado de Le Calvez, Pascal Kamina, afirmou à AFP que havia semelhança também nos personagens secundários, como o peixe cirurgião e o camarão-limpador. De acordo com a BBC, o autor disse que criou Pierrot em 1995, quando o registrou no órgão de direitos autorais da França; na época, ele tentou vender o personagem para os estúdios de animação do país, que rejeitaram sua ideia. Ele pediu a proibição de qualquer produto copiando a marca Pierrot, processou os estúdios por violação de direitos intelectuais e ainda tentou proibir a comercialização de livros e mercadorias relacionadas ao filme na França. A Disney negou as acusações.

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Legado

Sequência

Os primeiros rumores de uma continuação de Finding Nemo datam de 2006, um ano após a Disney ter criado um novo estúdio de animação, o Circle 7 Animation (fechado pouco tempo depois), para fazer sequências dos sete filmes da Pixar de propriedade da Disney lançados até então. Em julho de 2012, foi noticiado que Andrew Stanton estava desenvolvendo uma sequência a ser intitulada Finding Dory, o que foi confirmado pelo diretor em setembro daquele mesmo ano. Em abril de 2013, a Disney anunciou a sequência spin-off[nota 2] Finding Dory, confirmando que DeGeneres e Brooks estariam revivendo seus papéis como Dory e Marlin, respectivamente. O longa-metragem tinha previsão de lançamento para 25 de novembro de 2015, mas teve o final revisado depois que os executivos da Pixar viram Blackfish. Em 18 de setembro de 2013, foi anunciado que a animação seria adiada para 17 de julho de 2016. The Good Dinosaur, da Pixar, teve sua data de lançamento alterada para 25 de novembro de 2015 para permitir mais tempo para a produção do novo filme. Com foco em Dory numa jornada para se reunir com seus pais (Diane Keaton e Eugene Levy), Finding Dory, assim como o filme original, também se tornou um sucesso de público e crítica.

Jogos eletrônicos

Um videogame homônimo baseado no filme foi disponibilizado em 2003 para as plataformas Microsoft Windows, Xbox, PlayStation 2, GameCube e Game Boy Advance. O objetivo do jogo é completar diferentes níveis assumindo-se os papéis de Nemo, Marlin ou Dory. Inclui cenas cortadas do filme e cada clipe é baseado em um nível. Foi também o último jogo da Pixar desenvolvido pela Traveller's Tales. Na época de seu lançamento, o jogo recebeu críticas mistas em todas as plataformas. Uma sequência para Game Boy Advance, intitulada Finding Nemo: The Continuing Adventures, foi lançada em 2004.

Atrações em parques temáticos

Finding Nemo inspirou inúmeras atrações e propriedades nos parques da Disney em todo o mundo. Lançado em 2004 no Epcot, o Turtle Talk with Crush consiste na interação do personagem Crush com os convidados por meio de projeção digital e animação ativada por voz; em 2005, esse show teve sua estreia no Disney California Adventure Park e, em 2009, no Tokyo DisneySea. Entre outras atrações, estão o Finding Nemo Submarine Voyage, um passeio submarino inaugurado em 2007 no Disneyland Park, o The Seas with Nemo & Friends, um aquário público inaugurado no Epcot em 2007, no qual os personagens do filme são projetados na água parecendo nadar junto a peixes reais; e o Crush's Coaster, uma montanha-russa giratória inaugurada em 2007 no Walt Disney Studios Park da Disneyland Paris. Também em 2007, estreou no Disney's Animal Kingdom a produção teatral Finding Nemo – The Musical, combinando marionetes, dançarinos, acrobatas e cenários animados.

Versão navajo

Em 2016, o vice-presidente sênior da Disney Character Voices International, Rick Dempsey, em colaboração com o Navajo Nation Museum, criou uma dublagem navajo do filme, intitulada Nemo Há'déést'íí e disponibilizada nos cinemas de 18 a 24 de março do mesmo ano. O projeto foi pensado como uma forma de preservar a tradicional língua navajo, falada pela maior tribo nativa americana dos Estados Unidos, os navajos, ensinando-a para crianças através de um filme da Disney. O estúdio realizou audições em reserva indígena, porém, segundo Dempsey, foi difícil encontrar um falante nativo adequado à idade para dublar Nemo, já que a maioria dos falantes nativos tem mais de 40 anos. A versão dos créditos finais da música "Beyond the Sea", regravada em inglês por Robbie Williams, também foi adaptada para o navajo, sendo cantada pelo vocalista da banda Fall Out Boy, Patrick Stump. Finding Nemo foi o segundo filme a receber uma dublagem nessa língua: em 2013, uma versão navajo de Star Wars foi criada.

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Fontes consultadas

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