Aladdin Sane
Aladdin Sane é o sexto álbum de estúdio do músico britânico David Bowie, lançado pela RCA Records em 1973. Vindo logo após seu grande sucesso com The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, foi o primeiro álbum que Bowie compôs e lançou como um genuíno rock star.
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O título do álbum é um trocadilho com "A Lad Insane " ("Um Rapaz Insano"). Uma ideia anterior era "Love Aladdin Vein" (algo como "amar um rapaz em vão"), que Bowie abandonou, em parte por causa da conotação às drogas. Apesar de tecnicamente ser um novo "personagem", Aladdin Sane era essencialmente o desenvolvimento de Ziggy Stardust em sua aparência e persona, como é evidenciado pela capa de Brian Duffy e nos shows de Bowie em 1973, que culminaram na "aposentadoria" de Ziggy no Hammersmith Odeon em julho daquele ano. Sem o fluxo temático de seu antecessor, Aladdin Sane foi descrito pelo próprio Bowie como simplesmente "Ziggy vai à América", pois a maior parte das faixas são consequência de observações que ele fez na estrada durante sua turnê americana de 1972. Isso explica os nomes de lugares na frente de cada título das canções no encarte original. O biógrafo Christopher Sandford acredita que o álbum mostra que Bowie "estava simultaneamente intimidado e obcecado pela América".
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A maior parte de Aladdin Sane foi gravada nos Trident Studios, em Londres, janeiro de 1973, entre partes da turnê americana de Ziggy Stardust. Um desejo de apressar o lançamento do disco acabou trazendo mixes com influência dos Rolling Stones, em "Watch That Man" e "Cracked Actor", que ocultavam vocais e gaita, respectivamente. Bowie e o produtor Ken Scott depois rejeitaram a suposição sobre "Watch That Man", declarando que um remix que foi produzido, revelando os vocais, foi considerado inferior pela gestão da Mainman e pela RCA Records, em comparação com o original lançado. Aladdin Sane contém um som de rock mais forte que seu antecessor, Ziggy Stardust, particularmente nas faixas como "Panic in Detroit" (feita a partir de uma batida Bo Beat) e na arriscada versão de "Let's Spend the Night Together". Segundo o guitarrista Dean DeLeo, do Stone Temple Pilots, "[Mike Ronson] compôs alguns clássicos. 'Cracked Actor', 'Watch That Man' e 'Panic in Detroit' são todos fantásticos. De fato, Aladdin Sane é provavelmente um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos."
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Dois singles foram hits e precederam o lançamento do álbum: "The Jean Genie" e "Drive-In Saturday". O primeiro - gravado nos estúdios da RCA em Nova Iorque durante a primeira parte da tour americana de Bowie, no final de 1972 - é um som pesado e explosivo de R&B, largamente baseado em Iggy Pop. O segundo é um número de doo-wop futurístico, descrevendo uma época em que a população tinha que "reaprender o sexo" ao assistir velhos filmes pornôs. "Time" foi mais tarde editada como single nos EUA e no Japão, e "Let's Spend a Night Together" nos EUA e na Europa. Em 1974, a cantora Lulu lançou uma versão de "Watch That Man" como o lado B do seu single "The MAn Who Sold the World", produzido por Bowie e Mick Ronson.
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Com cem mil cópias encomendadas com antecedência, Aladdin Sane, no seu lançamento, alcançou o topo dos charts britânicos e chegou ao n°17 nos EUA, tornando-se o álbum de Bowie mais bem-sucedido comercialmente nos dois países, até então. Estima-se que o álbum tenha vendido 4,6 milhões de cópias no mundo inteiro, fazendo dele um dos discos mais vendidos de Bowie. A recepção da crítica foi, no geral, laudatória, sendo mais entusiástica nos EUA do que no Reino Unido. A Rolling Stone observou "as melodias provocantes de Bowie, letras audaciosas, arranjos de maestria (com Mick Ronson) e produção (com Ken Scott)", enquanto a Billboard o chamou de uma combinação de "energia crua com rock explosivo". Na imprensa musical britânica, de qualquer modo, seções de cartas acusaram Bowie de "esgotamento" e a revista Let it Rock achou o álbum mais estilo do que substância, considerando que ele não tinha "nada a dizer e muito o que dizer".
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Todas as faixas escritas por David Bowie, exceto onde indicado


