Pesquisa · Mapa mental

Donald Trump

Donald John Trump é um empresário, personalidade televisiva e político americano. Filiado ao Partido Republicano, é o atual presidente dos Estados Unidos. Venceu as eleições de 2016 contra Hillary Clinton no número de delegados do colégio eleitoral, apesar de ter sofrido a maior derrota no voto popular de um presidente que conseguiu ser eleito no país. Foi empossado para o cargo em 20 de janeiro de 2017 e presidiu até 20 de janeiro de 2021, após perder as eleições de 2020 para Joe Biden e encerrar seu primeiro mandato com níveis históricos de impopularidade. Nas eleições de 2024, no entanto, venceu Kamala Harris e tornou-se o segundo presidente americano, depois de Grover Cleveland em 1892, a exercer mandatos não consecutivos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
01

Juventude

Donald John Trump nasceu em 14 de junho de 1946, no Jamaica Hospital, localizado no bairro Jamaica, Queens, Nova Iorque, sendo o quarto filho de Fred Trump e Mary Anne MacLeod. Donald cresceu com os irmãos Maryanne, Fred Jr., Elizabeth e Robert Trump no bairro Jamaica Estates, no Queens, frequentando a escola particular Kew-Forest School do jardim de infância até a sétima série. Trump foi à escola dominical e recebeu a confirmação em 1959 na Primeira Igreja Presbiteriana em Jamaica, no bairro onde nasceu. Aos 13 anos, entrou na Academia Militar de Nova York, um internato particular. Em 1964, matriculou-se na Universidade Fordham. Dois anos depois, transferiu-se para o Wharton School da Universidade da Pensilvânia, graduando-se em maio de 1968 com bacharelado em economia. Enquanto esteve na faculdade, Trump obteve quatro adiamentos de recrutamento de estudantes durante a Guerra do Vietnã. Em 1966, ele foi considerado apto para o serviço militar com base em um exame médico e, em julho de 1968, um conselho de recrutamento local o classificou como elegível para servir. Em outubro de 1968, foi classificado como 1-Y, um adiamento médico condicional, e em 1972, reclassificado como 4-F devido a esporões ósseos, desqualificando-o permanentemente.

02

Carreira empresarial

Setor imobiliário

A partir de 1968, Trump foi empregado na empresa imobiliária de seu pai, a Trump Management, que possuía moradias para aluguel de classe média segregadas racialmente nos bairros periféricos da cidade de Nova York. Em 1971, seu pai o nomeou presidente da empresa e ele começou a usar a marca Trump Organization. Roy Cohn foi o mediador, advogado e mentor de Trump durante 13 anos nas décadas de 1970 e 1980. Em 1973, Cohn ajudou Trump a processar o governo americano em 100 milhões de dólares (equivalente a 686 milhões de dólares em valores de 2023) pelas acusações feitas de que as propriedades de Trump tinham práticas de discriminação racial. As reconvenções de Trump foram rejeitadas e o caso foi resolvido quando os Trumps assinaram um decreto de consentimento concordando com a dessegregação. Cohn era um consigliere cujas conexões com a máfia controlavam os sindicatos da construção e apresentou o consultor político Roger Stone a Trump, que contratou os serviços de Stone para lidar com o governo federal. Entre 1991 e 2009, ele entrou com pedido de proteção contra falência, Capítulo 11, para seis de seus negócios: o Plaza Hotel em Manhattan, os cassinos em Atlantic City, Nova Jersey, e a empresa Trump Hotels & Casino Resorts.

Licenciando do nome Trump

A Trump Organization licenciou o nome "Trump" para produtos e serviços de consumo, incluindo alimentos, vestuário, cursos de aprendizagem e mobiliário doméstico. De acordo com o The Washington Post, há mais de 50 acordos de licenciamento ou gestão envolvendo seu nome, que geraram pelo menos 59 milhões de dólares para suas empresas. Em 2018, apenas duas empresas de bens de consumo continuaram a licenciar seu nome.

Empreendimentos paralelos

Em 1970, Trump investiu 70 mil dólares para receber o faturamento como coprodutor de uma comédia da Broadway. Em setembro de 1983, ele comprou o New Jersey Generals, um time da United States Football League. Após a temporada de 1985, a liga fechou, em grande parte devido à sua tentativa de mudar para um calendário de outono (quando competiria com a National Football League (NFL) por audiência) e tentar forçar uma fusão com a NFL, entrando com uma ação antitruste. Trump e seu Plaza Hotel sediaram várias lutas de boxe no Atlantic City Convention Hall. Em 1989 e 1990, ele emprestou seu nome à corrida de ciclismo Tour de Trump, uma tentativa de criar um equivalente americano de corridas europeias como o Tour de France ou o Giro d'Italia. De 1986 a 1988, ele comprou blocos significativos de ações em várias empresas públicas, sugerindo que pretendia assumir o controle da empresa e depois vendeu suas ações com lucro, levando alguns observadores a pensar que ele estava envolvido em greenmail. O jornal The New York Times descobriu que ele inicialmente ganhou milhões de dólares em tais transações de ações, mas "perdeu a maior parte, se não todos, esses ganhos depois que os investidores deixaram de levar a sério sua conversa sobre aquisição".

Fundação

A Fundação Donald J. Trump foi uma fundação privada criada em 1988. De 1987 a 2006, Trump doou à sua fundação 5,4 milhões de dólares que foram gastos até o final de 2006. Depois de doar um total de 65 mil dólares entre 2007 e 2008, ele deixou de doar quaisquer fundos pessoais à instituição de caridade, que recebeu milhões de outros doadores, incluindo 5 milhões de dólares de Vince McMahon. A fundação doou para instituições de caridade relacionadas com a saúde e esportes, grupos conservadores e instituições de caridade que realizaram eventos em propriedades de Trump. Em 2016, o The Washington Post relatou que a instituição de caridade cometeu diversas violações legais e éticas, incluindo suspeitas de auto-negociação e evasão fiscal. Também em 2016, o procurador-geral de Nova Iorque determinou que a fundação violava a lei estadual, por solicitar doações sem se submeter às auditorias externas anuais obrigatórias e ordenou que cessasse imediatamente as suas atividades de angariação de fundos no estado. A equipe de Trump anunciou em dezembro de 2016 que a fundação seria dissolvida. Em junho de 2018, o gabinete do procurador-geral entrou com uma ação civil contra a fundação, Trump e seus filhos adultos, pedindo 2,8 milhões de dólares em restituição e penalidades adicionais. Em dezembro de 2018, a fundação encerrou suas atividades e desembolsou seus ativos para outras instituições de caridade. Em novembro de 2019, um juiz estadual de Nova Iorque ordenou que Trump pagasse 2 milhões de dólares a um grupo de instituições de caridade por uso indevido de fundos da fundação, em parte para financiar sua campanha presidencial.

Questões jurídicas e falências

De acordo com uma revisão dos arquivos dos tribunais estaduais e federais conduzida pelo USA Today em 2018, Trump e suas empresas estiveram envolvidos em mais de 4 mil ações judiciais estaduais e federais. Embora não tenha entrado com pedido de falência pessoal, os seus negócios de hotéis e casinos com alavancagem excessiva em Atlantic City e Nova Iorque entraram com pedido de protecção contra falência ao abrigo do Capítulo 11 seis vezes entre 1991 e 2009. Eles continuaram a operar enquanto os bancos reestruturavam a dívida e reduziam suas participações nas propriedades. Durante a década de 1980, mais de 70 bancos emprestaram 4 bilhões de dólares a Trump. Após as suas falências empresariais no início da década de 1990, a maioria dos grandes bancos, com exceção do Deutsche Bank, recusou-se a emprestar-lhe dinheiro. Após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, no entanto, o banco decidiu não fazer negócios com ele ou com sua empresa no futuro.

Fortuna

Trump disse muitas vezes que começou a sua carreira com “um pequeno empréstimo de um milhão de dólares” do seu pai e que teve de o pagar com juros. Ele pegou emprestado pelo menos 60 milhões de dólares de seu pai, em grande parte não pagou os empréstimos e recebeu outros 413 milhões de dólares (equivalente a 2018, ajustado pela inflação) da empresa de seu pai. Fazendo-se passar por um funcionário da Organização Trump chamado "John Barron", Trump ligou para o jornalista Jonathan Greenberg em 1984, tentando obter uma classificação mais alta na lista da Forbes dos 400 americanos ricos. Trump já relatou seu patrimônio líquido em uma ampla faixa: de um mínimo de menos 900 milhões de dólares em 1990 até um máximo de 10 bilhões em 2015. Em 2024, no entanto, a Forbes estimou seu patrimônio líquido em 2,3 bilhões de dólares e o classificou como a 1.438ª pessoa mais rica do mundo.

03

Carreira na mídia

Trump produziu 19 livros em seu nome, a maioria escrita ou coescrita por ghostwriters. Seu primeiro livro, The Art of the Deal (1987), foi um best-seller do New York Times e foi creditado pela The New Yorker por tornar Trump famoso como um "emblema do magnata bem-sucedido". O livro foi escrito por Tony Schwartz, que é creditado como coautor. Trump teve participações especiais em muitos filmes e programas de televisão de 1985 a 2001. A partir da década de 1990, foi convidado 24 vezes no Howard Stern Show, transmitido nacionalmente. Ele teve seu próprio programa de rádio, o Trumped!, de 2004 a 2008. De 2011 a 2015, ele foi comentarista convidado no Fox & Friends. Em 2021, Trump, que era membro do SAG-AFTRA desde 1989, renunciou para evitar uma audiência disciplinar sobre o caso do ataque ao Capitólio em 8 de janeiro. Dois dias depois, o sindicato o baniu definitivamente.

The Apprentice e The Celebrity Apprentice

O produtor Mark Burnett fez de Trump uma estrela de TV quando criou o The Apprentice, que Trump coproduziu e apresentou de 2004 a 2015 (incluindo a variante The Celebrity Apprentice). Nos programas, ele era um executivo-chefe super-rico que eliminava concorrentes com o slogan "você está demitido". O New York Times chamou sua representação de "altamente lisonjeira e ficcionalizada". Os programas refizeram a imagem pública de Trump para milhões de telespectadores em todo o país. Com os acordos de licenciamento relacionados, eles lhe renderam mais de 400 milhões de dólares a Trump.

04

Início da carreira política

Trump registou-se como republicano em 1987; em 1999, tornou-se membro do Partido da Independência, o afiliado do Partido Reformista no estado de Nova Iorque; tornou-se democrata em 2001; republicano em 2009; não afiliado em 2011; e republicano de novo em 2012. Em 1987, Trump colocou anúncios de página inteira em três grandes jornais, expressando os seus pontos de vista sobre política externa e sobre a forma de eliminar o déficit orçamental federal. Em 1988, abordou o estrategista republicano Lee Atwater, pedindo para ser considerado para ser o candidato republicano George H. W. Bush. Bush considerou o pedido “estranho e inacreditável”. Trump foi candidato às primárias presidenciais do Partido Reformista de 2000 durante três meses, mas retirou-se da corrida em fevereiro de 2000. Em 2011, Trump especulou sobre a possibilidade de concorrer contra o presidente Barack Obama nas eleições de 2012, fazendo a sua primeira intervenção na Conservative Political Action Conference (CPAC) em fevereiro e proferindo discursos nos primeiros estados das primárias. Em 16 de maio de 2011, Trump anunciou que não se candidataria à presidência nas eleições de 2012, pondo fim ao que descreveu como "campanha não oficial". Em fevereiro de 2012, Trump apoiou Mitt Romney para presidente.

05

Campanha presidencial de 2016

Tentativas de anular a eleição presidencialde 2020 Em junho de 2015 Trump anunciou sua candidatura para presidência dos Estados Unidos nas eleições de 2016 pelo Partido Republicano. Durante toda a sua candidatura, Trump liderou as pesquisas de opinião entre os pré-candidatos republicanos. Com seus discursos de cunho populista e anti-imigração, Trump tem conquistado apoio entre a ala ultra-conservadora do seu partido, mas seus comentários (especialmente sobre imigração) têm atraído a condenação de outros políticos e da mídia. Em julho de 2016 ele foi confirmado pelo partido como o candidato na eleição. Trump fez uma campanha centrada nas críticas ao atual modelo econômico e social dos Estados Unidos, afirmando que a classe política já não trabalhava mais pelo interesse do povo. Ele prometeu rever acordos comerciais, como o NAFTA e a Parceria Transpacífico, impor barreiras tarifárias para reduzir importações da China (medidas protecionistas), reforçar as leis de imigração, construir um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, promover uma reforma nos programas de assistência a veteranos de guerra, acabar e substituir o Patient Protection and Affordable Care Act (conhecido como "Obamacare") e chegou, após os ataques de novembro de 2015 em Paris, a pedir por um banimento temporário da entrada de todos os muçulmanos no país, depois afirmando que tal medida só valeria para países com histórico de terrorismo. Sua campanha registrou o fato inédito de ser liderada por uma mulher até a vitória. Em agosto de 2016, Kellyane Conway assumiu a liderança da campanha de Trump. Com a vitória nas urnas, Conway tornou-se a primeira mulher a liderar uma campanha presidencial vitoriosa nos EUA.

Interferência russa

Em 9 de dezembro de 2016, a Agência Central de Inteligência emitiu uma avaliação aos legisladores no Senado dos Estados Unidos, afirmando que uma entidade russa invadiu os e-mails do Comitê Nacional Democrata e de John Podesta para ajudar Donald Trump. O FBI concordou. O presidente Barack Obama ordenou um "inquérito completo" sobre essa possível intervenção. O Diretor da Inteligência Nacional James R. Clapper no início de janeiro de 2017 testemunhou ante um comitê do Senado que a intromissão da Rússia na campanha presidencial de 2016 foi além do hackeamento e incluiu desinformação e disseminação de notícias falsas, muitas vezes promovidas nas mídias sociais.

Resultado

Em 8 de novembro de 2016, Trump ganhou a presidência com 304 votos de delegados do colégio eleitoral contra 227 recebidos por Clinton. Trump tornou-se o quinto candidato dos Estados Unidos a ganhar o colégio eleitoral, apesar de receber bem menos votos populares que seu oponente. No voto popular, ele perdeu por 2,8 milhões de votos para Hillary Clinton, o que foi a maior derrota nas urnas de um presidente eleito na história do país. Trump foi o segundo candidato presidencial na história estadunidense cuja experiência vem principalmente da gestão de negócios. Quando assumiu o cargo, Trump se tornou o primeiro Presidente dos Estados Unidos sem experiência prévia no governo ou no setor militar e o primeiro sem experiência política prévia desde Dwight D. Eisenhower. Trump também foi o mais velho presidente de primeiro mandato; Ronald Reagan era mais velho quando assumiu o cargo, mas no segundo mandato.

06

Primeira presidência (2017–21)

Trump tomou posse como o 45º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2017 Em 31 de janeiro, Trump nomeou o juiz Neil Gorsuch do Tribunal de Apelações dos EUA para preencher a vaga na Suprema Corte anteriormente ocupada pelo juiz Antonin Scalia até sua morte em 2016. Durante sua presidência, Trump assinou uma ordem executiva que proibia a entrada de cidadãos oriundos de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos, citando razões de segurança. Em questões internas, ele assinou um pacote de maciços cortes de impostos para indivíduos e empresas, e ainda rescindiu a penalidade do mandato de seguro saúde individual do Affordable Care Act, mas não conseguiu revogar o Obamacare completamente, como havia sido sua proposta de campanha. Ele trabalhou para desregulamentar a economia, revogando várias provisões que haviam sido colocadas para sanar a crise econômica de 2007–08 e reverteu várias revisões ambientais e permitiu a expansão da exploração de combustíveis fósseis, incluindo retorno de fracking em regiões onde a ação havia sido anteriormente proibida. Trump ainda nomeou para a Suprema Corte os juristas Neil Gorsuch, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett.

Economia

Em dezembro de 2017, Trump assinou a Lei de Cortes de impostos e Empregos de 2017, que reduziu a alíquota de imposto corporativo de 35% para 21%, reduziu as alíquotas de impostos pessoais, aumentou o crédito tributário infantil, dobrou o limiar do imposto imobiliário para 11,2 milhões de dólares e limitou as alíquotas estaduais e locais de dedução fiscal para dez mil. A redução nas alíquotas individuais de imposto termina em 2025. Embora o povo em geral sentiu o corte de impostos, as pessoas com renda mais alta teriam o maior benefício. Famílias na classe média ou baixa também veriam um pequeno aumento de impostos depois que os cortes de impostos expirassem. Estima-se que o projeto aumente os déficits em 1,5 trilhão em 10 anos. A pretensão da lei era ajudar as multinacionais dos EUA a competir nos mercados estrangeiros e estimular as empresas nacionais a aumentar salários, investimentos e criação de vagas. Após a aprovação da medida, a Bolsa de valores norte-americana reagiu com euforia, com seus índices batendo recordes. Diversas vezes, Trump falsamente afirmou que o corte de impostos que ele aprovou foi "o maior da história". O Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que o maciço corte de impostos para empresas iria, acima de tudo, beneficiar os trabalhadores; contudo, o grupo não partidário Joint Committee on Taxation e o Escritório de Orçamento do Congresso estimaram que os proprietários de capital se beneficiaram muito mais do que os trabalhadores.

Política externa

Trump descreveu a si mesmo como um "nacionalista" e sua política externa como "America First." Ele defendeu ideais de isolacionismo, não-intervencionismo e protecionismo. Sua política externa foi marcada por elogios e apoio de populistas, neonacionalistas e líderes de governos autoritários. Marcas das relações exteriores durante a presidência de Trump incluem imprevisibilidade e incerteza, uma política externa inconsistente e um antagonismo com aliados tradicionais dos Estados Unidos, especialmente na Europa. Trump questionou a necessidade da OTAN de existir, criticou aliados internacionais dos Estados Unidos e sugeriu em particular em várias ocasiões que os Estados Unidos deveriam se retirar da aliança.

Energia e clima

Enquanto fazia campanha, a política energética de Trump defendia o apoio interno tanto para fontes de energia renováveis quanto fósseis, a fim de reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio e possivelmente transformar os EUA em um exportador de energia líquida. No entanto, após a sua eleição, o seu "America First Energy Plan" não mencionou as energias renováveis e, em vez disso, concentrou-se nos combustíveis fósseis. Os ambientalistas expressaram preocupação depois que ele anunciou planos de fazer grandes cortes orçamentários em programas de pesquisa em fontes de energia renovável, e de reverter políticas da era Obama destinadas a conter a mudança climática e limitar a poluição ambiental.

Saúde pública

Durante sua campanha política, Trump afirmou que iria revogar e substituir o Affordable Care Act (ou ACA, que é um programa do governo criado por Obama para subsidiar seguros de saúde, especialmente para americanos mais pobres), e exortou o Congresso a apoiá-lo. Em maio de 2017, a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos aprovaram uma lei que iria substituir o ACA, mas o Senado barrou a proposta, com todos os democratas e três republicanos votando contra. As políticas de Trump com relação a epidemia de opioides que o país passava foi duramente criticada como ineficiente e contraproducente, com o número de americanos mortos devido a overdose de remédios legalizados e drogas chegando a 50 052 em 2019.

Imigração

Trump fez de imigração uma das suas principais bandeiras de campanha. Ele prometeu deportar milhões de imigrantes ilegais que residiam nos Estados Unidos e criticou e propôs mudar a 14ª Emenda da Constituição que prevê que pessoas nascidas nos Estados Unidos, independente do status dos pais, eram automaticamente cidadãos americanos (Jus soli). Como presidente, ele frequentemente descreveu a imigração ilegal como uma "invasão" e tentava ligar tais imigrantes com a gangue criminosa MS-13, embora pesquisas mostrem que os imigrantes sem documentação legal têm uma taxa de criminalidade menor do que os americanos nativos. Em 27 de janeiro de 2017, Trump assinou a Ordem Executiva 13769, que suspendeu a admissão de refugiados por 120 dias e negou a entrada nos Estados Unidos de cidadãos do Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen por 90 dias, alegando preocupações com a segurança. A ordem entrou em vigor imediatamente e sem aviso prévio, gerando protestos em aeroportos e nas ruas.

Primeiro processo de impeachment

O primeiro impeachment de Donald Trump ocorreu em 18 de dezembro de 2019, quando a Câmara dos Representantes aprovou dois artigos de impugnação contra o presidente, acusando-o de abuso de poder e obstrução do Congresso. O "impeachment" do presidente ocorreu após um inquérito conduzido pela Câmara revelar que Trump havia solicitado ajuda da Ucrânia para interferir na eleição presidencial de 2020 de modo a favorecer sua candidatura à reeleição. O inquérito indicou que Trump suspendeu o envio de ajuda militar e um convite para que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky visitasse a Casa Branca de modo a pressioná-lo a anunciar uma investigação sobre Joe Biden, rival político de Trump, bem como promover a desacreditada teoria de que a Ucrânia, e não a Rússia, estava por trás da interferência estrangeira na eleição de 2016.

07

Campanha presidencial de 2020

Trump demonstrou intenção de concorrer a um segundo mandato, entrando com um processo junto à Comissão Federal de Eleições (FEC) algumas horas após assumir a presidência, fazendo com que seu comitê eleitoral de 2016 se transformasse em um de reeleição. Trump iniciou oficialmente a campanha em um comício na cidade de Melbourne, menos de um mês após assumir o cargo. Em janeiro de 2018, o comitê de reeleição arrecadou 22 milhões de dólares, levantando um fundo total de 67 milhões em dezembro de 2018. Trump tornou-se candidato presumido de seu partido em março de 2020, após garantir a maioria dos delegados necessários à sua indicação. Em meados de 2020, a campanha de reeleição declinou nas pesquisas de intenção de voto, refletindo a insatisfação popular na forma de combater a pandemia COVID-19 e protestos por justiça racial — após o assassinato de George Floyd, em maio de 2020. Em 2 de outubro de 2020, cerca de um mês antes da data de votação, Donald Trump e sua esposa Melania foram diagnosticados com COVID-19. Em 7 de novembro de 2020, Trump perde a eleição para Joe Biden.

08

Período entre presidências (2020–24)

Trump não compareceu a posse de Joe Biden. Ao fim do seu mandato, o ex-presidente foi para seu resort particular de Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida. Como é previsto em lei, Trump recebeu uma pensão do Estado e uma equipe custeada pelo contribuinte, estabelecendo um escritório para lidar com suas atividades pós-presidenciais. Desde que deixou a presidência, Trump e suas empresas passaram a ser investigadas por crimes fiscais em Nova Iorque. Em fevereiro de 2021, a advogada-geral do distrito de Condado de Fulton, Geórgia, anunciou outra ação contra Trump devido ao telefonema que ele fez para Brad Raffensperger (secretário de estado da Geórgia), onde pedia que ele "encontrasse" votos para ele, o que muitos interpretaram como coerção. Após deixar a presidência, Trump continuou, em discursos e conversas privadas, a perpetuar a falsa ideia de que a eleição de 2020 havia sido roubada dele e que o fato dele ter sido banido do Twitter, Facebook e Instagram era uma forma de censura por parte das Big Techs. Em um discurso em junho de 2021, Trump não descartou a possibilidade de tentar concorrer a eleição em 2024.

Processos criminais

Em 30 de março de 2023, um júri de Nova Iorque indiciou Trump pelo crime de falsificação de registros comerciais, praticado 34 vezes. Em 4 de abril, ele se entregou, foi detido e acusado formalmente; ele declarou-se inocente e foi liberado. O julgamento começou em 15 de abril de 2024. Em 1º de agosto de 2023, um grande júri federal em Washington, D.C., indiciou Trump por seus esforços para reverter os resultados das eleições de 2020. Ele foi acusado de conspirar contra o governo dos Estados Unidos, obstruir a certificação do voto do Colégio Eleitoral, privar as pessoas do direito de terem seus votos contados e obstruir um procedimento legal. As acusações estão relacionadas com os eventos do ataque ao Capitólio dos Estados Unidos. Trump declarou-se inocente.

09

Campanha presidencial de 2024

Trump anunciou sua candidatura nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2024 em um discurso em Mar-a-Lago em 15 de novembro de 2022. Em dezembro de 2023, numa decisão sem precedentes no judiciário norte-americano, o Supremo Tribunal do Colorado retirou o antigo presidente Donald Trump do boletim de voto de 2024 do estado, decidindo que ele não é um candidato presidencial elegível devido à "proibição de insurreição" prevista na 14.ª Emenda à Constituição. A decisão foi tomada numa votação de 4–3, sendo revertida pela Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Trump v. Anderson em março de 2024. No dia 13 de Julho durante um discurso de campanha no condado de Butler na Pensilvânia Trump sofreu um atentado e sofreu ferimentos no rosto, na região da orelha. Após os disparos Trump foi cercado, imediatamente por agentes de segurança, escoltado e retirado do palco. Neste momento levantou o braço com o punho fechado demonstrando estar consciente, momento em que a multidão começou a gritar "USA". Um apoiador de Donald Trump foi morto durante o ataque, e outro e o atirador foi abatido e a arma de fogo utilizada no ataque foi recuperada, segundo confirmou o serviço secreto americano.

Atentado em comício

No fim da tarde do dia 13 de julho de 2024, Donald Trump realizava um comício eleitoral na cidade de Butler, Pensilvânia, durante o evento foram ouvidos sons de tiros, o ex-presidente e seus apoiadores notaram o barulho e se abaixaram. Em seguida, Agentes do Serviço Secreto retiraram Trump do palco e o escoltaram para um local seguro, enquanto o público era evacuado do local. Após se levantar, Donald aparentava estar com a orelha direita e a bochecha ferida. Um porta-voz de campanha do líder republicano informou que ele está bem, sendo examinado. Um promotor local, informou a um jornal americano e posteriormente na rede X (antigo Twitter), que o atirador, identificado pelo FBI como Thomas Matthew Crook, de 20 anos, foi morto, bem como um espectador. Outras duas pessoas que estavam no local foram atingidas e socorridas em estado grave. Matthew estava posicionado em um telhado à 120 metros do palco do comício. O Serviço Secreto encontrou com ele um fuzil AR-15. Imagens de câmeras mostram atiradores de elite disparando suas armas em direção do atirador, momento em que são ouvidos os primeiros sons de tiros.

10

Segunda presidência (2025–presente)

Trump iniciou seu segundo mandato ao ser empossado em 20 de janeiro de 2025. Ele é a pessoa mais velha a assumir a presidência e o primeiro presidente com uma condenação criminal. Ao assumir o cargo, Trump assinou uma série de ordens executivas que retiraram os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde e do Acordo de Paris, revogaram o reconhecimento da ideologia de gênero, congelaram novas regulamentações da burocracia, interromperam contratações para trabalhadores federais, fundaram o Departamento de Eficiência Governamental, proibiram o envolvimento do governo federal em investigações criminais contra "adversários políticos", impediram a "censura governamental" à "liberdade de expressão", reverteram a retirada da designação de Cuba como patrocinador estatal do terrorismo, revogaram sanções contra colonos israelenses, anularam uma ordem sobre inteligência artificial, reverteram a Força-Tarefa de Reunificação Familiar, concederam um perdão em massa a aproximadamente 1 500 manifestantes de 6 de janeiro, designaram cartéis de drogas mexicanos como organizações terroristas estrangeiras, tentaram acabar com a cidadania por nascimento e declararam emergência nacional na fronteira sul, o que desencadearia o envio de forças armadas.

Deportações em massa

Deportações na segunda presidência de Donald Trump referem-se às deportações de imigrantes nos Estados Unidos após assumir o cargo para um segundo mandato. A agenda de Trump prometia lançar "o maior programa de deportação da história dos Estados Unidos", mas os números reais de prisões e deportações pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) sob Trump ficaram aquém dos da administração do ex-presidente Joe Biden. Em 23 de janeiro de 2025, o ICE passou a realizar batidas em cidades-santuário, com centenas de imigrantes ilegais detidos e deportados. A administração Trump reverteu a política anterior e autorizou o ICE a invadir escolas, hospitais e igrejas. O uso de voos de deportação pelos Estados Unidos gerou reações negativas de alguns governos estrangeiros, especialmente da Colômbia. A administração Trump também discutiu a possível reabertura do campo de detenção da baía de Guantánamo para encarcerar migrantes. O uso da Baía de Guantánamo acarreta um grande custo financeiro. A manutenção do campo de detenção da Baía de Guantánamo custou historicamente "meio bilhão de dólares por ano". Apesar dos recursos investidos, a Baía de Guantánamo tem se mostrado prejudicial à saúde dos detidos devido ao dano reputacional para os Estados Unidos. Isso gerou controvérsia sobre como apoiar a "proteção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais" dos detidos.

Guerras comerciais

As tarifas durante a segunda presidência de Donald Trump refletiram uma escalada de políticas comerciais protecionistas nos Estados Unidos no governo de Donald Trump. Enquanto em seu primeiro mandato ele impôs tarifas sobre aproximadamente 380 milhões de dólares em importações, prevê-se que o total da sua segunda administração exceda os 1,4 bilhão de dólares até abril de 2025. No seu segundo mandato, Trump retomou uma guerra comercial com a China e lançou uma segunda guerra comercial com o Canadá e o México, enquadrando estas ações como uma forma de responsabilizar estes países pelo tráfico de drogas e pela imigração ilegal, ao mesmo tempo que apoiava a produção nacional. Em 4 de março de 2025, ele aumentou as tarifas sobre todas as importações chinesas para 20%. Ele também impôs uma tarifa de 25% sobre a maioria dos produtos canadenses e mexicanos, mas depois isentou todos os produtos em conformidade com o USMCA. Em 12 de março de 2025, uma tarifa global de 25% sobre produtos de aço e alumínio entrou em vigor.

DOGE

O Departamento de Eficiência Governamental[a] (DOGE) foi uma comissão consultiva planejada dos Estados Unidos anunciada por Donald Trump, o atual presidente eleito dos Estados Unidos, em preparação para seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. A organização foi idealizada e posteriormente liderada por Elon Musk, que foi nomeado pela mesma ordem executiva e recebeu autorização especial do governo. Após Musk, o comando da comissão passou para Amy Gleason. Musk declarou que acreditava que tal comissão poderia reduzir o orçamento federal em US$ 2 trilhões; mais tarde, ele reduziu sua estimativa para US$ 1 trilhão e depois para US$ 150 bilhões. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, apoiou a ideia. Alguns comentaristas questionaram se a DOGE era um conflito de interesse para Musk, já que suas empresas eram contratadas pelo governo federal. O nome do departamento é um retroacrônimo que faz referência ao meme da internet Doge e à Dogecoin, uma criptomoeda à qual Musk já foi associado.

Relações internacionais

Em setembro de 2025, as Forças Armadas dos Estados Unidos começaram a realizar ataques aéreos contra embarcações no Mar do Caribe — uma missão apresentada pelo governo de Donald Trump como combate ao tráfico de drogas para os EUA — e, em outubro, os ataques foram ampliados para incluir o Oceano Pacífico Oriental. Os EUA alegaram que as embarcações eram operadas por grupos que designaram como narcoterroristas, incluindo a organização criminosa venezuelana Tren de Aragua e o grupo guerrilheiro colombiano Exército de Libertação Nacional, mas não divulgaram nenhuma prova para sustentar as alegações. Os Estados Unidos começaram a enviar navios de guerra e pessoal da Marinha para o Caribe em meados de agosto. Donald Trump anunciou em 2 de setembro de 2025 que a Marinha dos EUA havia realizado o primeiro ataque aéreo no Caribe contra um barco da Venezuela, matando todas as onze pessoas a bordo; ele divulgou um vídeo do incidente, que, segundo fontes venezuelanas, ocorreu em 1º de setembro. No dia seguinte, Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, afirmou que as operações militares contra os cartéis de drogas na Venezuela continuariam, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, sugeriu que ataques semelhantes poderiam ocorrer. Até 29 de outubro de 2025, pelo menos 61 pessoas morreram em decorrência dos ataques a 15 embarcações — 8 no Caribe e 7 no Pacífico.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando