Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança
Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança é um empresário, historiador e escritor. Descendente da família imperial brasileira e Chefe do Ramo de Saxe-Coburgo e Bragança, um ramo da Casa Imperial do Brasil. Carlos é bisneto da princesa Leopoldina do Brasil, filha mais nova do imperador D. Pedro II. Sucedeu sua mãe Teresa Cristina de Saxe-Coburgo e Bragança em 1990.
Nascido na Áustria, foi registrado como brasileiro no Consulado do Brasil em Viena, Dom Carlos Tasso é o filho mais velho da princesa Teresa Cristina de Saxe-Coburgo e Bragança (1902-1990), a terceira filha de Augusto Leopoldo, e do barão Lamoral Taxis de Bordogna e Valnigra (1900-1966). Ele tem duas irmãs, Alice e Maria Cristina, e um irmão mais novo, Filipe, que serviu como tenente na marinha brasileira. A Casa de Tasso, de antiga nobreza, era responsável pelos correios do Sacro Império Romano-Germânico, tendo dela pertencido o poeta Torquato Tasso. No dia 15 de dezembro de 1956 casou-se em primeiras núpcias com a paulista Denise Pais de Almeida (n. 1936), com quem não teve filhos. Em 17 de janeiro de 1969, Carlos Tasso desposou Walburga de Áustria-Toscana, princesa da Toscana e arquiduquesa da Áustria, filha do arquiduque Jorge de Áustria-Toscana e da condessa Maria Valéria de Waldburg-Zeil-Hohenems, e bisneta do grão-duque Fernando IV da Toscana. Ele e sua segunda esposa tiveram oito filhos, que conservam também a nacionalidade brasileira.
Em 2009, recebeu o prêmio 8º Conde dos Arcos Vice-Rei do Brasil, da Academia Portuguesa de História, que visa galardoar estudos de investigação no âmbito da História Luso-Brasileira, em distinção pelo livro “Princesa Flor – Dona Maria Amélia, a filha mais linda de D. Pedro I do Brasil e IV do Nome de Portugal". Uma das mais recentes obras de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança, A Intriga, de 2012, recebeu resenha escrita pelo Dr. Antonio Alexandre Bispo, Professor da Universidade de Colônia, na Alemanha, e publicada na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 176 (466):265-266, jan./mar. 2015), na qual destaca que na obra A Intriga, “para além dos acervos da família, o autor baseia-se nesta obra em trabalhos realizados em grande número de arquivos brasileiros e europeus. Trata-se, assim, de uma obra fundamentada, de rigor científico, que considera vastíssima documentação original, e que não pode ser tomada como simples romance histórico destinado apenas a trazer à luz de forma aliciante intrigas internacionais à época das negociações de casamento das princesas Isabel e Leopoldina, filhas de Pedro II”.


