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Eric Carr

Eric Carr, nome artístico de Paul Charles Caravello, foi um baterista norte-americano, famoso pelo seu trabalho na banda Kiss na década de 1980.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Biografia

Imagem: Doha Stadium Plus · BY · Openverse

Em fevereiro de 1991, Carr começou a se sentir mal. Exames médicos preliminares indicavam problemas de saúde facilmente gerenciáveis, mas, logo depois ele foi diagnosticado com uma doença inesperadamente grave e extremamente rara: câncer no coração. A notícia do câncer veio logo após a turnê que divulgou o álbum “Hot in the Shade”. Carr, que vomitava sangue, precisou ser submetido a uma cirurgia no coração e a um longo tratamento contra o tumor. Em abril de 1991, Carr foi submetido a uma série de cirurgias para remoção de diversos tumores no seu átrio direito e pulmões, numa tentativa de restaurar a função cardíaca e impedir o crescimento do câncer. Ele se recuperou suficientemente ao ponto de pressionar Paul Stanley e Gene Simmons para deixá-lo voltar para a banda, já que o seu substituto Eric Singer (baterista que havia trabalhado em uma turnê solo de Stanley) já estava fazendo gravações em estúdio. Segundo os dois afirmaram posteriormente, eles diziam continuamente para Carr que assim que ele estivesse completamente saudável poderia ser o baterista do Kiss novamente. Nessa altura, a banda estava para gravar o videoclipe de "God Gave Rock and Roll To You" e Carr perguntou para Gene e Paul se pelo menos poderia estar nesse vídeo, e os dois concordaram. Ele foi para Los Angeles em julho de 1991 para gravar o videoclipe e usou uma peruca por causa da queda de cabelo decorrente do tratamento. Após a gravação, voltou para Nova Iorque para continuar a se tratar. Sua saúde se deteriorou tanto ao ponto de não conseguir tocar para as gravações de Revenge, o próximo álbum do Kiss, então Eric Singer precisou ser chamado para gravar. Após passar os meses seguintes em um tratamento agressivo, o câncer entrou em remissão e a saúde de Carr parecia melhorar.[carece de fontes?]

Juventude

Nascido em Nova Iorque, filho de Albert e Connie Caravello e proveniente de uma família de músicos, ele passou sua infância em Brownsville, bairro residencial do distrito do Brooklyn, parte leste da capital nova-iorquina. Seu pai trabalhava muito e por isso a relação de ambos era distante: "Nunca fomos a um jogo de beisebol ou esse tipo de coisa". Quando jovem, o futuro baterista passava grande parte de seu tempo sozinho em seu quarto brincando com soldadinhos ou monstros de brinquedo. Caravello estudou na High School of Art and Design em Nova Iorque e planejava ser cartunista, mudando de ideia algum tempo depois para fotógrafo. Carr declarou posteriormente que tal época foi uma grande perda de tempo, pois ele e seus amigos não levavam os trabalhos e o futuro de suas carreiras a sério, bebendo sempre que possível. No entanto, ele se descrevia como um "bom garoto" no geral, nunca tendo feito nada que criasse grandes problemas. Ele conta também que era um dos únicos garotos que usava cabelos longos na escola, isso devido ao seu amor pelos Beatles.

Início da carreira

Ainda na escola, Caravello tocou em uma série de bandas, realizando diversos covers de músicas que estavam nas paradas de sucesso. Naquela época, conforme ele disse posteriormente, as músicas de maior sucesso eram diversificadas, incluindo "funk, baladas, rock, country e de tudo. Foi um grande momento para o rádio." Sua primeira banda chamava-se The Cellarmen e foi formada em 1965 por ele e seus amigos. Eles tocavam em alguns clubes no Brooklyn e Queens e até tiveram algumas gravações lançadas pela "Jody", uma pequena gravadora local que existia na época. Após isso, Caravello foi para uma banda chamada "Things That Go Bump In The Night" e logo depois para outra chamada "Smack", sendo que a última era formada por quase todos os membros da Cellarmen, que havia se dissolvido em 1968.

Audição

Ele enviou uma fita cassete para o Kiss com o single "Shandi", último lançamento da banda até então, desempenhada por ele e com sua voz por cima do vocal de Paul Stanley. Colocou a fita em uma pasta laranja brilhante para torná-la destacada visualmente. Jane Grod, funcionário do Kiss, declarou anos depois que escolheu o envelope para ser um dos analisados justamente pelo destaque que tinha no meio da pilha. Ao aguardar do lado de fora da sala de audição, Caravello viu os três membros do Kiss, Ace Frehley, Gene Simmons e Paul Stanley pelo corredor. Ele era uma das únicas pessoas fora do círculo de familiares, amigos, músicos e parceiros de negócios que tinha visto o Kiss sem maquiagem até então. "Paul eu reconheci imediatamente. Os outros eu não tinha certeza".

Maquiagem e persona

O tempo era curto e a banda passou por dificuldade para chegar a uma persona e nome artístico para Caravello antes do concerto de estreia. "Nós nunca realmente dissemos que ele estava na banda", declarou Paul Stanley no programa Night Flight da USA Network em 1983. "Nós apenas dissemos: 'Dentro de duas semanas estaremos tocando.'" O primeiro nome artístico considerado por Caravello foi "Rusty Blade", mas Gene Simmons o dissuadiu. Ele então decidiu o seu nome definitivo com muito cuidado: ele notou que, enquanto o nome artístico dos outros membros tinha três sílabas longas, o nome de Criss era diferente do esquema de sílabas seguido pelo resto da banda – "Peter Criss" tinha duas sílabas seguidas de uma única sílaba. Então ele decidiu que seu nome teria o mesmo padrão rítmico de Criss, escolhendo um nome formado por uma dissílaba e uma monossílaba de sobrenome, a fim de que quando alguém dissesse o nome de todos os membros em seguida, ainda soasse da mesma maneira aos ouvidos. Carr veio de Caravello, seu nome de batismo, já Eric veio de uma lista de nomes que sua namorada na época havia lhe dado.

Kiss

O primeiro álbum de Carr com o Kiss foi Music from "The Elder", que marcou a mudança de direcionamento da banda para uma espécie de arte-rock místico. Uma das contribuições de Carr para o álbum foi "Under the Rose", uma das poucas canções do Kiss em compasso 6/8 e que conta ainda com um coro em estilo gregoriano. Mais tarde, ele também seria creditado como co-escritor em "Loose Breakin 'All Hell", "Under the Gun", "No, No, No", entre outras. Carr disse que considerava escrever letras mais difícil do que escrever partituras. Além de bateria, Carr também tocava guitarra, baixo, piano e fazia backing vocals. Ocasionalmente, ele cantou os vocais ao vivo com o Kiss, como em "Black Diamond" e "Young and Wasted". Seu primeiro vocal no estúdio apareceu na regravação de "Beth" (uma música originalmente cantada por Peter Criss), na compilação Smashes, Thrashes & Hits, lançada em 1988. Carr gravou sua versão da música na mesma sala da Record Plant onde a original foi gravada e usando a mesma backing track de Criss. Carr declarou depois que se arrependeu de cantar uma música que já tinha sua versão definitiva desempenhada por outro membro, mas que ele estava tão desesperado em finalmente gravar algo no vocal que concordou em fazê-lo.[carece de fontes?]

Influências e estilo

Em seu currículo enviado para o Kiss em 1980, Eric disse que seu estilo de tocar bateria passava pelo heavy metal e hard rock ao pop e new wave, declarando também que conseguia se adaptar facilmente em quase todas as situações. Dono de um estilo essencialmente rápido, ele listava John Bonham, Keith Moon e Lenny White como influências. Além disso, Carr era um ávido fã dos Beatles e de Ringo Starr. Em uma entrevista, ele lembrou: "Eu fui pego por toda essa coisa de Beatlemania. Eu acho que eu fui atraído para a bateria por causa do sentimento do ritmo e de como isso vem até você ali sentado em seu assento. Adorava a forma como Ringo agia, identifiquei-me com ele na hora".

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Fontes consultadas

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