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Albino Santos de Lima

Albino Santos de Lima é um ex-agente penitenciário brasileiro conhecido como o serial killer de Alagoas. Ele foi, entre 2019 e 2024, o responsável por uma onda de assassinatos em série em Maceió, Alagoas, fazendo 18 vítimas fatais. Outras seis conseguiram escapar com vida.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Biografia

Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Albino Santos de Lima antes de seus crimes. Trabalhou como agente penitenciário e residia na parte baixa de Maceió, nos bairros Vergel do Lago, Ponta Grossa e Levada, locais próximos aos cenários de seus crimes.

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Crimes

As investigações apontam que Albino iniciou sua série de assassinatos em 2019, com crimes ocorrendo até 2024, quando foi preso. Ele utilizava uma pistola calibre .380, pertencente a seu pai, um policial militar aposentado, para executar suas vítimas, geralmente com tiros na cabeça.

Vítimas

"Era por volta das 21h45 , do dia 11 de dezembro de 2023, quando Louise retornava, a pé, da escola para casa. Desconfiada de que estava sendo perseguida por um carro, pedira ajuda a uma amiga que a acompanhou até em casa. Em determinado momento, ambas perceberam que o veículo não estava mais na rua e deduziram que havia ido embora, no entanto Louise foi surpreendida Albino que deflagrou vários tiros contra a sua cabeça sem a menor chance para se defender. As amigas da vítima relataram que avistaram o assassino, era um homem vestindo preto e de estatura mediana", explicou o Ministério Público do Alagoas em seu portal. "Vítima era monitorada há meses por Albino", reportou o UOL.

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Perfil das vítimas

As vítimas eram predominantemente adolescentes e mulheres jovens, de cor parda, de cabelos escuros e cacheados, com idades entre 13 e 25 anos. Albino as selecionava por meio de redes sociais, como o Instagram, mas não mantinha contato direto com elas. Em alguns casos, homens foram assassinados por estarem relacionados a mulheres que se encaixavam no perfil desejado - o caso de Emerson Wagner da Silva e um amigo que foram alvejados quando perseguiram o assassino após este invadir a casa da namorada de Emerson, que faleceu, enquanto o amigo consegui fugir.

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Modus operandi

Após stalkear as vítimas, Albino agia principlamente à noite, usando roupas escuras e um boné para ocultar o rosto. Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou no celular de Albino fotografias das vítimas e selfies tiradas em frente às lápides de algumas delas, bem como nomes de vítimas e a data de suas mortes. As fotos das lápides são uma espécie de troféu, o que é, muitas vezes, uma das marcas dos assassinos em série.

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Investigações

Foi a morte de uma jovem de 13 anos, Anna Beatriz, em setembro de 2024, que fez a Polícia Civil perceber que cerca de 10 mortes já registradas tinham um padrão semelhante, inclusive que haviam sido cometidas numa mesma região. Câmeras de segurança ajudaram a identificar Albino e as investigações posteriores apontaram que as mortes haviam ocorrido num raio de cerca de 800 metros ao redor da casa do assassino. Com um mandado de prisão expedido pela Justiça, durante a operação os policiais encontraram a arma usada e imagens no celular de Albino. Exames balísticos confirmaram que os projéteis encontrados nos corpos das vítimas provinham da mesma arma utilizada pelo acusado.

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Prisão e condenação

Albino foi preso em 17 de setembro de 2024. "Ele é um predador, um assassino em série, extremamente frio e calculista”, disse o delegado Gilson Rego à epoca. Em abril de 2025 o criminoso foi condenado a 37 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado pela morte de Emerson Wagner da Silva, que o questionou do porquê dele ter tentado atacar sua namorada, e tentativa de homicídio de um amigo da vítima. Durante o julgamento, testemunhas relataram seu comportamento agressivo e sua obsessão por mulheres jovens com características específicas. Ele ainda aguarda outros julgamentos porque o Ministério Público de Alagoas já ofereceu outras denúncias, inclusive pela morte de Louise Gybson Vieira de Melo.

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Fontes consultadas

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