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Costa e Silva

Artur da Costa e Silva GCTE • GCC foi um militar e político brasileiro. Foi o 27.º Presidente do Brasil, o segundo do período da ditadura militar. Era filho de Aleixo Rocha da Silva e Almerinda Mesquita da Costa e Silva, e irmão de Riograndino da Costa e Silva. Segundo Gardelin e Martins, Artur da Costa e Silva teve também como irmãos Raquel da Costa e Silva, Amélia Silva Fregapani.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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Biografia

Oficial

Era filho de Aleixo Rocha da Silva, que era comerciante e um dos fundadores, em 1886, do Clube Republicano de Taquari, e de Almerinda Mesquita da Costa e Silva. Segundo algumas fontes, ambos eram portugueses. Frequentemente se afirma que Costa e Silva era filho de madeirenses; contudo segundo pesquisa do historiador Fabio Koifman, os seus pais nasceram no Rio Grande do Sul, assim como os seus avós. O estrangeiro mais recente na genealogia de Costa e Silva foi um bisavô nascido em Lisboa, de acordo com a pesquisa. Iniciou sua carreira militar em 1912, ao ingressar no Colégio Militar de Porto Alegre, onde concluiu o curso secundário como primeiro da turma, comandando o batalhão escolar na condição de capitão-aluno. Sentou praça em março de 1918 na 1.ª Companhia de Estabelecimento, ingressando a seguir na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro.

Oficial General

Foi promovido a General de Brigada em 2 de agosto de 1952. Comandou a Infantaria Divisionária da 2.ª Divisão de Infantaria, em Caçapava, de 8 de abril de 1954 a 12 de novembro de 1955. Também comandou a 3.ª Região Militar, em Porto Alegre, de 1957 a 1959 e a 2.ª Divisão de Infantaria, em São Paulo, entre 14 de fevereiro de 1959 e 7 de julho de 1961. Alcançou o último posto, General de Exército, em 25 de novembro de 1961 e comandou o IV Exército, em Recife, de 17 de agosto de 1961 a 28 de setembro de 1962. Chefiou o Departamento-Geral do Pessoal, entre 25 de outubro de 1962 e 31 de julho de 1963. Em seguida, foi chefe do Departamento de Produção e Obras.

Na presidência da República

No dia de seu aniversário, em 3 de outubro de 1966, Costa e Silva foi eleito presidente da República pelo Congresso Nacional, obtendo 294 votos. Foi candidato único pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA). O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) absteve-se de votar. O caráter não democrático da eleição de Costa e Silva se deve não apenas ao fato de ter sido uma eleição indireta, mas também à repressão política que desde 1964 cassou direitos políticos de lideranças e impôs aposentadorias forçadas, demissões sumárias, intervenções em sindicatos, fechamento de órgãos operários, estudantis e acadêmicos, dissolução de partidos políticos e julgamento de civis pela Justiça Militar. A consequência dessas crescentes restrições aos direitos civis e políticos era uma maioria parlamentar dócil ao regime, que legitimava em eleições indiretas os candidatos a presidente impostos pelos militares.

Saúde e morte

Desde 1966, já havia conhecimento de que a saúde de Costa e Silva apresentava sérios problemas. Em agosto de 1969, sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), caracterizados como isquemia cerebral. O primeiro acidente vascular cerebral ocorreu em 27 de agosto, seguido pelo segundo no dia 28. No dia 29, por motivo de saúde, foi levado para a cidade do Rio de Janeiro. No Palácio das Laranjeiras, sofreu o terceiro acidente vascular cerebral. O AVC o deixou em estado de paralisia, e, com isto, foi afastado da presidência da República pelos ministros militares, antes de completar o mandato. Com o afastamento, ele foi substituído do cargo por uma junta militar.

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Homenagens

A 2.ª Divisão de Exército, sediada na cidade de São Paulo, tem o nome histórico de Divisão Presidente Costa e Silva, em sua homenagem. A Ponte Rio-Niterói, que liga os municípios do Rio de Janeiro e de Niterói, começou a ser construída em 1968 e foi finalizada em 1974. Seu nome oficial é Ponte Presidente Costa e Silva, para relembrar o responsável pela assinatura do decreto que autorizou a sua construção. Seu pai é homenageado com a Rodovia Aleixo Rocha da Silva (RS-436).

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Memória

Costa e Silva foi homenageado com um busto em Taquari, inaugurado em 1976. Em dezembro de 2014, depois da divulgação do relatório da Comissão Nacional da Verdade, a Prefeitura de Taquari removeu o monumento, afirmando que "não havia razão para manter uma homenagem no maior ponto turístico da cidade" para homenagear uma pessoa que cometeu atrocidades e violou direitos humanos. O busto foi transferido para o Museu Costa e Silva. O Elevado Costa e Silva, em São Paulo, também teve o seu nome alterado pela Prefeitura local, passando a se chamar Elevado Presidente João Goulart.

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Fontes consultadas

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