Alelo
Alelos são as diferentes versões de um mesmo gene, localizadas na mesma posição (lócus) em cromossomos homólogos. Cada alelo é responsável por codificar uma forma específica de uma característica herdada, influenciando de maneiras distintas o fenótipo (características observáveis) de um organismo. Compreender os alelos é fundamental para entender a diversidade genética e a hereditariedade.
Pontos-chave
- Alelos são variantes de um mesmo gene que ocupam o mesmo lócus em cromossomos homólogos.
- Cada alelo codifica uma forma possível de uma característica herdada, influenciando o fenótipo.
- Organismos diploides possuem dois alelos para cada gene, podendo ser homozigotos (alelos idênticos) ou heterozigotos (alelos diferentes).
- Alelos podem ser dominantes ou recessivos, determinando qual característica será expressa.
- Existem tipos especiais de alelos, como os múltiplos, letais e os que demonstram efeitos alélicos variados.
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A palavra "alelo" é uma forma abreviada de "alelomorfo", que significa "outra forma". Este termo foi criado no início do século XX pelos geneticistas britânicos William Bateson e Edith Rebecca Saunders. Ele foi concebido para descrever as diferentes variantes de um gene que causam as variações observadas nos fenótipos. O prefixo grego "ἀλληλο-" (alleló) significa "mútuo", "recíproco" ou "uns aos outros", e está relacionado ao adjetivo "ἄλλος" (állos), que significa "outro", e é cognato do latim "alius".
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Um exemplo prático de alelos pode ser observado no gene A, que determina a presença de chifres em bovinos. Este gene possui dois alelos: 'A' e 'a'. O alelo 'a' é responsável pela ausência de chifres (em machos), enquanto o alelo 'A' determina a presença de chifres. Neste caso, há uma Dominância Completa, o que significa que, mesmo que um animal possua um alelo 'A' e um 'a' (genótipo Aa), ele manifestará a característica do alelo dominante 'A', apresentando chifres, assim como um animal com genótipo 'AA'. Na natureza, a maioria das características é controlada por múltiplos genes, cada um com diversos alelos.
A maioria dos organismos é diploide, o que significa que suas células possuem pares de cromossomos homólogos e, consequentemente, duas cópias de cada gene (ou dois alelos do mesmo gene). Um organismo é considerado homozigótico para um gene quando suas duas cópias são idênticas (por exemplo, 'AA' ou 'aa'). Por outro lado, um organismo é heterozigótico quando possui alelos diferentes para o mesmo gene (por exemplo, 'Aa'). Frequentemente, um dos alelos é "dominante" e o(s) outro(s) "recessivo(s)". O alelo dominante é o que determina qual característica será expressa. Por exemplo, se em uma flor o alelo para pétalas vermelhas for dominante sobre o alelo para pétalas brancas, uma planta heterozigótica (com um alelo vermelho e um branco) terá pétalas vermelhas. O alelo recessivo só se manifestará em plantas homozigóticas recessivas (com dois alelos para a cor branca).
Alelos Múltiplos ou Polialelos
Ocorrem quando um determinado caráter é influenciado por três ou mais genes alelos. Embora existam múltiplos alelos na população para um caráter, cada indivíduo diploide possuirá apenas dois deles (um herdado do pai e outro da mãe). Essas variações alélicas geram novas combinações genotípicas e fenotípicas. A formação desses novos alelos é resultado de mutações genéticas que ocorreram ao longo do tempo.
Alelos Letais
São genes que causam a morte prematura de seu portador, sendo conhecidos como genes letais completos. Em um cruzamento entre heterozigotos, a proporção mendeliana clássica de 3:1 não é observada, pois o genótipo letal não é contabilizado, resultando em uma proporção de 2:1. Genes letais podem ser dominantes ou recessivos e, geralmente, agem apenas em homozigose. Um exemplo em humanos é a acondroplasia. Existem também genes semi-letais, que causam a morte após a fase reprodutiva, como na Doença de Huntington.
Efeito Alélico
Refere-se ao impacto relativo de uma cópia de um alelo sobre um fenótipo, que pode variar em tipo (adição ou subtração) e magnitude (pequeno ou grande). O efeito alélico é frequentemente analisado por meio de gráficos de regressão linear, onde o eixo X representa os genótipos possíveis (AA, AB e BB) e o eixo Y representa o espectro fenotípico. A regressão linear é um método para traçar uma linha de tendência em um diagrama de dispersão, permitindo correlacionar variáveis que não possuem uma conversão direta.


