Alfonsina Storni
Alfonsina Storni foi uma poetisa e escritora argentina vinculada com o modernismo. Alfonsina é considerada uma das vozes poéticas femininas - e feministas - mais significantes de todos os tempos na literatura hispano-americana pela crítica e pelos leitores. Após sua morte, em 21 de novembro de 1938, recebeu uma homenagem do Senado da Nação Argentina, a qual a considera como uma grande expressão da poesia em língua espanhola e a valoriza por sua seriedade e pelo seu dom imaginativo.
Nascida na Suíça, com apenas quatro anos foi levada pela migração e emigrou com os seus pais, Alfonso e Paulina, para a província de San Juan na Argentina em 1896. Seus pais haviam visitado a Argentina anteriormente, para conhecer a cervejaria Los Andes dos irmãos de Alfonso, porém Alfonso não seguiu o caminho empreendedor de seus irmãos e possui um cenário econômico diferente. Em 1901, muda-se para Rosário (Santa Fé), onde tem uma vida com muitas dificuldades financeiras. Trabalhou para o sustento da família como costureira, operária, atriz e professora. Pioneira do feminismo na Argentina, Storni se relaciona com movimentos sociais a favor de direitos trabalhistas e das mulheres, após ficar órfã aos 16 anos de idade e precisar ir trabalhar em uma fábrica de chapéus. Entre os anos 1915 e 1938 se consolida como poema na Argentina. Storni recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 1935. Em 1937, o suicídio de seu amigo e amante, também escritor, Horacio Quiroga, após ser diagnosticado com câncer, a afetou profundamente.
Em 1920, por sua obra "Languidez", Alfonsina Storni ganha o Primeiro Prêmio Municipal de Poesia de Buenos Aires, na Argentina. A poetisa possui um prêmio em sua homenagem, Prêmio Storni de Poesia, que tem objetivo reconhecer e promover a criação e a cultura nacional argentina.


