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Alíates

Alíates (640–560 a.C.) foi o quarto rei da Lídia da dinastia mermnada. O seu reinado durou aproximadamente de 600 a.C. até 560 a.C.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Contexto histórico

Imagem: Salomé Bielsa · BY-NC-SA · Openverse

Depois de Giges da Lídia, Ardis e Sadiates II, Alíates foi o quarto rei da Lídia. Embora não se saiba com toda a certeza a origem do seu nome, supõem-se que o mesmo deriva da palavra lídia "walwi" (Leão). O pai e também o avô de Alíates haviam consolidado o reino no que hoje corresponde à Turquia ocidental, de modo que Alíates se sentiu seguro para embarcar numa política de conquistas. Em honra da verdade, as campanhas anuais contra Mileto já tinham começado anos antes de ele ser elevado a rei. A história desconhece se foi Alíates enquanto príncipe ou se foi seu pai que deram início a estas guerras.

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Política exterior a oeste

Segundo o historiador grego Heródoto de Halicarnasso, Alíates atacava o território de Mileto ano após ano, mas apenas se limitava a saquear campos e produtos facilmente transportáveis. Sabia que era praticamente inútil o assédio a Mileto visto o grande dominio do mar que esta cidade tinha. Durante as suas campanhas deixava intactas as casas das localidades por onde passava, para que os habitantes não sentissem necessidade de abandonar as suas terras, até porque Alíates necessitava dos produtos agrícolas e se os agricultores se deslocassem ficava sem poder obter os mesmos no ano seguinte. Durante a quinta campanha militar as duas partas selaram um acordo de paz. Os térmites exactos deste tratado são incertos, no entanto Mileto permaneceu independente e os lídios ofereceram-se para reconstruir um dos templos de Milo. Também se desconhece o que terá ganho Alíates com este tratado, mas é claro que teve de receber alguma coisa em troca da paz.

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Política exterior a leste

A leste Alíates conquistou a antiga capital do reino frígio, Górdio, onde construiu uma fortaleza. A expansão do Reino da Lídia rapidamente alcançou a zona atualmente correspondente à Turquia central, onde foi encontrar novos problemas. Foi o exemplo dos cimérios, que no passado tinham invadido a Frígia e que ainda permaneciam ativos, oferecendo uma ameaça a ter em conta. Alíates, no entanto foi capaz de os derrotar, no entanto a sua vitória não foi tão espetacular como era pretendido. Com as suas primeiras incursões, as tribos, ainda nômades geralmente assentavam e por consequência perdiam muita da sua agressividade. Provavelmente os cimérios ter-se-iam tornado sedentários já por aquelas alturas, pelo que Alíates não teve grandes dificuldades na sua conquista. Os povos medos foram outro inimigo. No ano 612 a.C. estes tinham derrotado os Assírios em aliança com os Babilónios. A cidade de Nínive tinha sido saqueada e os medos e babilônios dividiram entre si o império até ali tinha unificado por completo o Próximo Oriente.

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Aliates em Heródoto

Heródoto descreve em Histórias: Livro I Aliates como o rei da lídia que sucedeu Sadiates, sendo ele um dos cinco reis da dinastia mérmnada. Em seu reinado ele fez guerra contra Ciaxares, aos cimérios, conquistou Esmirna por volta de 600 a.C, e sofreu derrotas em seus ataques a Mileto e Clazómenas. Em Heródoto o reinado de Aliates foi marcado pela longa guerra contra Mileto e em sua cronologia ele extendeu por 57 anos, o que traduziria historicamente entre 617 e 560 a.C.

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Descendentes

Alíates teve pelo menos 2 esposas: uma de origem Cária que foi a mãe de Arienis e Creso (sucessor de Alíates no reino) e uma outra esposa de origem grega que foi a mãe de Pantaleón. Quando Alíates faleceu, ainda não estava claro quem o deveria suceder e o resultado por uma guerra civil os irmãos. Da mesma maneira que o restantes reis da família, Alíates foi enterrado no cemitério real de Bin Tepe, nas proximidades de Sardes. Foi precedido por Sadiates II e sucedido por Creso.

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