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Astíages

Astíages foi o último rei do Império Medo, o filho de Ciaxares; foi destronado em 550 a.C. por Ciro, o Grande. Seu nome deriva do persa antigo Rishti Vaiga. No Cilindro de Nabonido, seu nome está escrito como Istuvegu (Ishtuvegu).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Fontes históricas

A maior parte da informação sobre Astíages é proporcionada pelo historiador grego Heródoto, que viveu no século V a.C., 100 anos depois do reinado de Astíages.[carece de fontes?] Outra fonte é Ctésias de Cnido, que viveu no tempo de Ciro, o Jovem, filho de Dario II Noto e Parisátide, e do irmão de Ciro, Artaxerxes II.

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Família

Ele era filho de Ciaxares, neto de Fraortes e bisneto de Déjoces. Em 614 a.C., antes da queda de Assur, uma aliança militar entre os medos e babilônios foi feita com outro matrimónio real, tendo o príncipe da coroa babilónica Nabucodonosor II se casado com Amitis (Amuhean), irmã de Astíages. De acordo com Heródoto, quem derrotou a Assíria foi Ciaxares, o pai de Astíages. Em 585 a.C., Astíages se casou com Arienis, filha de Alíates, rei da Lídia, como parte do acordo de paz após uma guerra, que havia durado seis anos, entre Ciaxares e Alíates; esta guerra terminou por causa de um eclipse solar que ocorreu durante uma batalha, e que havia sido previsto por Tales de Mileto[Nota 1] Deste modo, Astíages se tornou cunhado do futuro rei Creso. Seu casamento com Arienis, se não totalmente infrutífero, pelo menos não lhe trouxe nenhum filho homem. Provavelmente a falta de um herdeiro levou-o a contrair outros casamentos. A História da Armênia de Moisés de Corene menciona que ele casou com uma mulher chamada Anusia, da qual nada mais se sabe; e também casou-se com Tigrania, irmã do rei armênio Tigranes. Entretanto, parece que ele ainda permaneceu sem um herdeiro; e é até duvidoso se ele era realmente pai de alguma filha ou filhas. Heródoto e Xenofonte afirmam que ele tinha uma filha chamada Mandane, que teria se casado com Cambises I e seria mãe de Ciro II. O historiador Ctésias negou a veracidade desta afirmação e afirmou que Astíages tinha uma filha chamada Amitis, que se casou com Espitamas e após a morte deste, ela teria se casado com Ciro, o Grande. Essas histórias parecem ter a intenção de gratificar a vaidade dos persas traçando a descendência de seus reis até o grande conquistador Ciaxares, ao mesmo tempo eles lisonjeavam os medos, mostrando-lhes que um descendente de seu antigo soberano reinava sobre eles. Quando uma coroa oriental passa de uma dinastia para outra, por mais estrangeira e não conectada que seja, os nativos costumam inventar uma relação entre as duas casas; como convém à casa em ascensão ser provida de ancestrais reais, e agrada ao povo subjugado ao ver que os novos ocupantes do trono são descendentes da antiga família real. Portanto, contos do tipo são sem valor; e ainda permanece a dúvida se Astíages teve algum filho ou filha. De acordo com James Ussher, do casamento de Astíages com Arienis nasceu, em 584 a.C., Dario, o Medo, mencionado no Livro de Daniel e identificado por Ussher com Ciaxares II.

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Biografia

Reinado

Astíages sucedeu seu pai Ciaxares em 585 a.C., logo após a Batalha do Hális, que encerrou um conflito de cinco anos entre medos e lídios. Seu pai havia reinado por quarenta anos, incluindo-se nestes os vinte e oito anos em que os citas dominaram a Ásia. Astíages herdou um grande império, governando em aliança com seus dois cunhados, Creso da Lídia e Nabucodonosor II, da Babilônia. Ele tinha uma filha, Mandane. Segundo Heródoto, Astíages teve um sonho que foi interpretado pelos magos como uma previsão de que seu neto o derrubaria do poder e assumiria o trono. Quando Mandane chegou em idade de se casar, Astíages, a entregou a Cambises I, um persa, que tinha bons ancestrais e era tranquilo, e que tinha uma posição inferior aos medos. Sendo assim, ele não acreditava que ele poderia ser uma ameaça ao seu reino. No primeiro ano de casamento, Astíages teve outro sonho alertando-o dos perigos de filho de Mandane, e mandou trazer sua filha à Ecbátana, com intensão de assassinar o seu filho logo que nascesse. Foi ordenado que Hárpago matasse o jovem Ciro nas montanhas, mas ele, temendo manchar seu nome com este infanticídio e não querendo derramar sangue real, ele abandona a criança em um bosque, onde é salva e criada por um pastor de ovelhas, chamado Mitrídates, cuja esposa acabara de dar à luz um filho natimorto. A criança não foi morta, e, em seu lugar, foi apresentado o bebê natimorto com vestes de príncipe. Quando o menino tinha dez anos, foi levado a Astíages, que reconheceu traços familiares nele, e, sob ameaça de tortura, seu pai adotivo revelou a verdade. Hárpago, a quem havia sido dada a missão de matar o menino, não sofreu de imediato nenhum castigo, porém mais tarde Astíages assassinou o filho de treze anos de Hárpago e o serviu em banquete ao pai, mostrando no final que ele tinha comido o próprio filho. Seu neto, o futuro rei Ciro, foi levado ao julgamento pelos Magos, que interpretaram uma brincadeira das crianças que o haviam eleito rei como o cumprimento da profecia, e que ele não poderia ser rei por duas vezes. Ciro foi enviado de volta para seus pais.

Queda

Hárpago conspirou com os medos, e fez amizade com Ciro, pretendendo que Ciro derrubasse Astíages. Ciro sublevou os persas, e o exército que Astíages enviou contra Ciro, comandado por Hárpago, desertou, em parte, para o lado de Ciro. Astíages empalou os magos que o haviam convencido a deixar Ciro viver, e tentou resistir, mas foi capturado. De acordo com Ctésias de Cnido, em texto preservado em epítome pelo patriarca bizantino Fócio, Astíages fugiu para Ecbátana, e se escondeu no vãos do palácio real, protegido por sua filha [Nota 2] Amitis e seu genro Espitamas. Ciro, ao tomar o trono, ordenou que Amitis, Espistamas e seus dois filhos, Espitaces e Megabernes, fossem torturados para confessar onde estava Astíages, mas este, para preservar seus netos, se entregou, e foi levado em cadeias por Oebar para Ciro.

Reinado de Ciro

Astíages foi bem tratado por Ciro, e viveu com Ciro até sua morte. De acordo com Ctésias, Ciro libertou Astíages e o honrou como seu pai, também honrou Amitis como sua mãe, mas depois se casou com ela, mas executou Espitamas, porque este havia declarado falsamente que não sabia onde estava Astíages. Ciro guerreou contra a Báctria sem obter uma vitória decisiva até que eles souberam que Ciro havia sido adotado por Astíages como filho e por Amitis como mãe e esposa, quando eles se submeteram voluntariamente a Amitis e Ciro. Em seguida, Ciro lutou contra os sacas, e capturou seu rei, Amorges, mas eles contra-atacaram e capturaram Parmises, irmão de Amitis, e seus três filhos, que foram trocados por Amorges.

Morte

De acordo com Ctésias, Ciro enviou o eunuco Petisacas, que tinha grande influência sobre ele, para trazer Astíages, pois ele e Amitis estavam com saudades; Oebar, porém, aconselhou Petisacas a deixar Astíages em um local isolado, para que ele morresse de fome e sede. O crime foi revelado em um sonho; Petisacas foi punido, tendo seus olhos e pele arrancados e sendo crucificado, mas Oebar, temendo um castigo semelhante, se suicidou ao fazer jejum por dez dias. O corpo de Astíages havia sido preservado, sendo guardado por alguns leões.

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Fontes consultadas

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