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Alinhamento nominativo marcado

Na tipologia linguística, o alinhamento nominativo marcado é um tipo incomum de alinhamento morfossintático semelhante ao alinhamento nominativo-acusativo, sendo frequentemente considerado seu subtipo. Em uma língua nominativo-acusativa prototípica com um sistema de casos gramaticais como o latim e o grego clássico, o objeto de um verbo será apresentado no caso acusativo, e o sujeito do verbo, primordialmente, no caso nominativo. O nominativo, em sua essência, é usado como forma de citação do substantivo, seja ele realizado ou não morfologicamente. Em um sistema nominativo marcado, o caso nominativo tem realização morfológica. Nessa situação, o caso acusativo não marcado, também chamado de absolutivo, é usado como forma de citação do substantivo e assume uma ampla gama de funções tipicamente associadas ao substantivo. Em línguas nominativo-acusativas, essas funções, frequentemente, incluem o complemento do sujeito e um sujeito movido para um lugar mais proeminente na frase para expressar tópico ou foco. Outra característica do alinhamento nominativo marcado é que o caso ergativo nunca está disponível em línguas nominativas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Características

Nas línguas de nominativo marcado, o caso não marcado (frequentemente chamado de absolutivo) é o que geralmente serve como forma de citação do substantivo . Diferente das línguas ergativas, os sistemas nominativos costumam ser homogêneos, não apresentando cisões (splits) baseadas em pessoa, tempo ou aspecto no sistema nuclear . Este sistema é consistente e não depende de parâmetros semântico-pragmáticos, como volicionalidade, ou morfossintáticos, como tempo e aspecto . Em muitas línguas africanas deste tipo, o nominativo é usado para sujeitos que seguem o verbo, enquanto o absolutivo é usado com a cópula ou para sujeitos em posição de foco . A ausência de cisão na marcação de caso dos argumentos nucleares mantém homogeneidade na marcação entre os papéis sintáticos fundamentais, promovendo o alinhamento morfossintático nas línguas. Esse sistema consistente e uniforme entre os papéis sintáticos fundamentais não depende de parâmetros semânticos-pragmáticos, como a volicionalidade ou a intencionalidade; de parâmetros morfossintáticos, como pessoa ou tempo-aspecto, tampouco, de parâmetros pragmáticos como o foco e o tópico.

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Distribuição geográfica

As línguas com nominativo marcado são relativamente raras. Elas estão bem documentadas em apenas duas regiões do mundo: no norte da África, onde ocorrem em muitas línguas dos ramos cuchítico, omótico (Omotic) e ramos do berbere da família afro-asiática, bem como nas línguas surmicas (Surmic) e nilóticas da família sudanesa oriental (subject complement); e no sudoeste dos Estados Unidos e partes adjacentes do México, onde são características da família Yuman (Yuman) . Há também esse tipo de alinhamento, atestado em algumas línguas indígenas sul-americanas da família Macro-Jê. Outras línguas interpretadas por alguns autores como tendo um sistema de nominativo marcado incluem o igbo, o aimará e o wapo. Também é proposto que o alinhamento do nominativo marcado pode ser reconstruído para uma língua ancestral ascendente das línguas afro-asiáticas, ou seja, o proto-afro-asiático (Proto-Afroasiatic).

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Distribuição geográfica resumida

As línguas com nominativo marcado são raras, globalmente, mas bem documentadas em algumas regiões específicas:

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Caso acusativo com função de sujeito

Em uma língua nominativo-acusativa prototípica com um sistema de casos gramaticais como o latim e o grego clássico, o objeto de um verbo é marcado pelo caso acusativo e o sujeito do verbo é marcado, essencialmente, mas não exclusivamente pelo caso nominativo, havendo frases em que o caso acusativo expressa a função de sujeito. Nessas línguas, há construções de infinitivo, em que ocorre o deslocamento do caso nominativo para o acusativo: O nome ''Marcum'' exerce a função de sujeito, mas recebe marcação de caso acusativo devido à estrutura infinitiva. No grego antigo, o sujeito de uma oração infinitiva é colocado no caso acusativo sempre que esse sujeito é diferente do sujeito do verbo principal. ("Ordeno que 'tu' escrevas", ou, literalmente: "Ordeno '''te''' escrever"). Nesta construção, o pronome de segunda pessoa aparece na forma ''σὲ'' (acusativo), exercendo a função de sujeito do infinitivo ''γράφειν'', enquanto o verbo principal ''κελεύω'' (finito, na 1ª pessoa do singular) governa a oração. Se o sujeito fosse nominativo, a forma seria ''σύ''.

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Conclusões

Diferentemente do que se constata em línguas ergativas, línguas sem cisões na marcação de caso dos argumentos nucleares tratam do mesmo modo os seus argumentos principais, usando um único padrão de marcação para toda a língua, seja para o sujeito (S) de verbos intransitivos seja para agente (A) de verbos transitivos ou paciente (P) de verbos transitivos. Assim, línguas sem cisão têm um só tipo de marcação de caso para seus argumentos principais (S, A, P), enquanto línguas com cisão têm um alinhamento híbrido e alternam entre dois ou mais padrões de alinhamento.

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