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Camarões na Copa do Mundo FIFA de 2002

A Seleção Camaronesa de Futebol participou pela quinta vez da Copa do Mundo FIFA depois de se classificar em primeiro lugar no Grupo A da fase final da fase final das eliminatórias africanas, que teve ainda Angola, Zâmbia, Togo e Líbia. Os Leões Indomáveis venceram 8 jogos, um empate e uma derrota, marcaram 20 gols e sofreram apenas 4. Patrick Mboma foi o artilheiro da equipe nas eliminatórias, com 5 gols.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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A polêmica do uniforme sem mangas

Durante a campanha do título na Copa Africana de Nações, a seleção camaronesa chamou a atenção por usar uma camisa sem mangas, conhecida como sleeveless (apenas as camisas de goleiro mantinham o formato original). Produzida pela Puma, a camisa foi inspirada no basquete (a diferença era na espessura das mangas) e, segundo a empresa, era uma tentativa de refrescar os jogadores. Porém, a FIFA decidiu que Camarões não poderia usar a camisa sem mangas na Copa do Mundo, sob a alegação de que o uniforme não estava nas regras - o porta-voz da entidade, Keith Cooper, afirmou ainda: Camarões e Puma aceitaram a decisão da FIFA, mas a empresa decidiu colocar 2 mangas postiças.

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Jogadores convocados

Após cair na primeira fase nas Copas de 1994 e 1998, Camarões teve 3 treinadores durante a campanha de classificação (Pierre Lechantre, Robert Corfou e Jean-Paul Akono, que levou os Leões Indomáveis à medalha de ouro nas Olimpíadas de 2000), e em novembro de 2001, foi anunciada a contratação de Winfried Schäfer, ex-jogador de Borussia Mönchengladbach, Kickers Offenbach e Karlsruher. Após a aposentadoria de François Omam-Biyik, que defendeu a seleção nas 3 Copas anteriores, o único remanescente da Copa de 1990 foi o goleiro Jacques Songo'o, então com 38 anos e estava em final de carreira. Rigobert Song, Raymond Kalla, Pierre Womé, Salomon Olembé, Joseph-Désiré Job e Samuel Eto'o foram os outros jogadores que atuaram em 1994 e 1998 lembrados por Schäfer, além da volta do volante Marc-Vivien Foé, ausente nesta última por estar lesionado. Jean Dika-Dika, que fez parte do elenco campeão da Copa Africana, foi esquecido pelo técnico alemão, e outros jogadores ficaram de fora da lista final, como Souleymanou Hamidou, Patrice Abanda, Michel Pensée, Jerry-Christian Tchuissé, Joseph Elanga, Modeste M'bami (autor do gol que eliminou o Brasil nas Olimpíadas de 2000), Guy Feutchine, Bernard Tchoutang e Francis Kioyo.

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Desempenho

Empate contra a Irlanda

Sorteada no grupo E, com Alemanha, Arábia Saudita e Irlanda a Seleção Camaronesa iniciou a campanha empatando por 1 a 1 com os irlandeses. Com Eto'o e Mboma partindo para cima dos zagueiros Gary Breen e Steve Staunton, os Leões abriram o placar aos 39 minutos, depois que o então jogador do Mallorca fez boa jogada na ponta-direita e mandou a bola para o centro da área, permitindo que Mboma apenas tocasse a bola para as redes de Shay Given. Com a entrada de Jason McAteer na vaga de Steve Finnan, a Irlanda reagiu e pressionou o gol de Alioum Boukar (reserva de Songo'o na Copa de 1998). Após Geremi perder um gol certo aos 51 minutos da segunda etapa, Matt Holland empatou o jogo no minuto seguinte e foi em busca da virada. Aos 63 minutos, depois de cruzamento de Breen, Song se atrapalhou e recuou a bola para Boukar, gerando reclamações dos irlandeses de que poderia ter ocorrido um recuo intencional, mas o árbitro japonês Toru Kamikawa deixou o jogo seguir. O empate por 1 a 1 deixou Winfried Schäfer decepcionado, ao contrário de Mick McCarthy.

Vitória sobre a Arábia Saudita

Apesar da goleada de 8 a 0 da Alemanha sobre a Arábia Saudita, os camaroneses não se importavam com o resultado e que não pretendiam bater o recorde, na opinião de Geremi, que alegou que "os prognósticos não eram a favor" da seleção. O único gol do jogo foi marcado aos 19 minutos do segundo tempo, após passe de Geremi para Eto'o, que tocou na saída de Mohamed Al-Deayea e balançou as redes pela primeira vez na Copa. Esta foi a primeira vitória de Camarões no torneio desde 1990, quando derrotou a Colômbia por 2 a 1, mas a situação ainda era complicada, pois dependia do resultado do jogo entre Irlanda e Arábia Saudita na última rodada.

Derrota e eliminação

Precisando vencer a Alemanha, o capitão Song afirmou que Camarões precisava se inspirar em Serena Williams para conquistar a classificação às oitavas, enquanto Geremi falou que a seleção jogaria para derrotar a Mannschaft. Schäfer ainda reclamou da decisão da FIFA de mudar o horário do treino na véspera do jogo, classificando o ato como "um desrespeito às seleções africanas". A partida foi marcada pela violência das 2 equipes, rendendo 14 cartões amarelos e as expulsões de Carsten Ramelow e Patrick Suffo. O zagueiro alemão levou cartão vermelho aos 40 minutos da primeira etapa, depois de entrada violenta sobre Eto'o, mas a Alemanha abriu o placar aos 5 do segundo tempo, com Marco Bode. Na tentativa de virar o jogo para se classificar, Camarões praticamente deu adeus às chances quando Suffo parou com força um contra-ataque, enquanto Miroslav Klose marcou seu quinto gol na Copa (o quarto de cabeça) após cruzamento de Michael Ballack. Depois do jogo, o técnico alemão Rudi Völler admitiu que a expulsão de Ramelow foi decisiva para a vitória de seu país, enquanto Schäfer creditou o resultado a Oliver Kahn, falando que vencê-lo "era um grande problema".

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Pós-campanha

Com a eliminação de Camarões, Songo'o (que não entrou em campo) foi o único jogador do elenco a encerrar sua carreira internacional após a Copa, embora seu último jogo pelos Leões Indomáveis tivesse ocorrido em maio de 2002. Entre os jogadores de linha, Alnoudji e Ndo não voltaram a ser convocados e Lauren anunciou sua aposentadoria da seleção em dezembro, com apenas 25 anos Durante a Copa das Confederações de 2003, Marc-Vivien Foé (um dos 7 jogadores que atuaram todos os minutos na participação camaronesa na Copa do Mundo) morreu após cair no gramado do Stade de Gerland durante o jogo contra a Colômbia, sendo o primeiro jogador de seu país a ter falecido após jogar uma Copa - os outros foram Simon Tschobang (2007), Théophile Abega (2012), Louis-Paul Mfédé (2013), Charles Toubé (2016), Benjamin Massing (2017), Elie Onana (2018), Ephrem Mbom, Stephen Tataw (ambos em 2020), Jacques Nguea (2022), Landry N'Guémo (2024) e Emmanuel Kundé (2025).

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