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Almada

Almada é uma cidade portuguesa localizada na Área Metropolitana de Lisboa. Tem uma área urbana de 13,98 km2 e 88.202 habitantes em 2021, donde uma densidade populacional de 6.309 habitantes por km2, sendo a 10.° maior cidade do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Freguesias

O município de Almada está dividido em cinco freguesias, que anteriormente à reforma administrativa de 2013 eram onze:

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Geografia

O município de Almada encontra-se no quadrante norte-ocidental da Península de Setúbal. Este tem como limites, a norte, o Gargalo do Tejo; a sudeste, o concelho do Seixal; e a sul, o concelho de Sesimbra. O seu ponto mais ocidental encontra-se na Cova do Vapor e o mais oriental na Base Naval de Lisboa, junto ao Sapal de Corroios. Cacilhas é a localidade mais setentrional do concelho, enquanto que o ponto mais meridional se encontra na zona da Adiça. O ponto mais alto do concelho, na zona do Raposo, eleva-se em 124,4 m. Quanto ao seu relevo, o concelho divide-se em duas áreas principais: a superfície de aplanação (parte da plataforma de Belverde) e a aplanação litoral. A superfície de aplanação compreende as zonas entre Trafaria, Almada, Pragal e Caparica até à linha de cumeadas entre a Sobreda e a Charneca, sendo delimitada pela Arriba Fóssil da Costa de Caparica e pelas escarpas que confrontam e acompanham o Gargalo do Tejo e os municípios da margem norte do rio (as costeiras ribeirinhas, um dos seus principais elementos da paisagem). Nela, o terreno apresenta-se mais ondulado a nordeste, moderando a sua rugosidade em direção a sudoeste. A cota também decresce para sul e para o interior do concelho (onde se atingem os 60 a 80 m de cota), sendo esta tendência interrompida pela linha de cumeadas Lazarim–Capuchos (cujas alturas máximas são de 90 a 100 m). A nascente, em direção ao Mar da Palha, as suas cotas descem igualmente até atingirem máximos de 30 a 40 m. Por sua vez, estas escarpas são rasgadas por valas criadas pelas linhas de drenagem que vão desaguar no Tejo.

Hidrografia

Almada apresenta um contacto privilegiado com o meio hídrico, devido à presença de vários recursos desta índole: a passagem do Tejo a norte e nordeste, bem como a proximidade ao Estuário do Tejo; a sua extensa costa atlântica; à rede hidrográfica existente; e à presença de dois aquíferos (Miocénico e o Plio-Plistocénico), parte do Sistema Aquífero da Bacia do Tejo-Sado. O seu território insere-se na Região Hidrográfica do Tejo, situando-se na margem esquerda da Bacia do Baixo Tejo. A norte do concelho, a rede hidrográfica adquire especial importância por marcar a orografia desses territórios, sendo que as linhas de festo constituem importantes pontos de vista sobre a cidade de Lisboa e sobre o rio Tejo.

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Etimologia

A designação de Almada pensa-se que possa ser proveniente da palavra árabe المعدن (transliteração:al-ma'adan), «a mina», pelo motivo de que, aquando do domínio árabe da Península Ibérica, os árabes procediam à exploração do jazigo de ouro da Adiça, no termo do concelho. Sabe-se, ainda, que no séc. XIII o topónimo já se pronunciava como Almadã, sendo que a nasalação do «ã» final se perdeu ainda no decurso do séc. XIV. O Padre António Carvalho da Costa, na página 309 do vol. 3.º da sua "Corografia Portuguesa", obra publicada entre 1706 e 1712, quando se refere à "Vila de Almada", diz que esta: "foi doada por D. Afonso Henriques em 1147. Chamaram-lhe primeiro VIMADEL, que significa "povoação de todos". Depois chamou-se Almada por ser conquistada aos mouros por um cavaleiro deste apelido".

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História

Origens

Os primeiros registos arqueológicos em Almada remontam o período Neolítico, há cerca de 5 mil anos. Este foi um ponto de passagem de Fenícios, Gregos e Romanos. A sua localização na ponta noroeste da Península de Setúbal, em frente a Lisboa e à margem do Tejo, fez de Almada um ponto estratégico militar para a defesa e vigilância das rotas comerciais da região. O estuário do Tejo começou a ser um cruzamento de embarcações que faziam trocas de mercadorias como por exemplo: farinha, fruta, peixe, vinho, etc. Cacilhas era um dos principais portos da Península Ibérica.

Almada Medieval

Em 1147, D. Afonso Henriques, com o auxílio das cruzadas vindas dos países do norte da Europa conquista Almada, uma das principais praças militares árabes a sul do Tejo. Em 1147, a queda do Império Almorávida com a conquista de Marraquexe pelos Almóadas, facilitou a conquista de Lisboa pelo Reino de Portugal com a ajuda dos cruzados. Os cristãos também atacaram Almada, mas o Califado Almóada contra-atacou e recuperou a região, passando o estuário do Tejo a dividir os dois estados. Em 1191, D. Sancho I conquistou Alcácer do Sal e consecutivamente Almada, que passou a integrar o Reino de Portugal, atribuída à Ordem de Santiago. D. Sancho I concede o primeiro foral extensivo a cristãos e homens livres que viviam na vila e seu termo. Este primeiro foral manteve-se praticamente inalterável até ao século XVI.

Era das Navegações

Em 1513, D. Manuel I atribui a Almada novo Foral, que proporciona transformações económicas, sociais e políticas. As primeiras referências da população e das freguesias de Almada começam a ser registadas em documentos cadastrais. O Termo de Almada adquiriu uma expressão significativa aquando da expansão marítima portuguesa, sendo parte integrante da zona de influência económica de Lisboa. O Terramoto de 1755 provocou grandes danos em Almada. Quase todas as casas nobres ruíram, assim como as casas do povo. Milhares de pessoas morreram, ficaram feridas ou desalojadas. O património monumental com séculos de história também ruiu.

Almada industrializada e Associativa — Do século XIX a 1973

Por volta do século XIX, o concelho de Almada altera-se como consequência de vários tipos de indústria, nomeadamente na área da tecelagem, da indústria naval, moagem e cortiça. Devido à união de duas características como o sector industrial e a disposição geográfica da cidade, Almada tornou-se um ponto de fixação da população. A 4 de Outubro de 1910 desenvolve-se a antecipação da proclamação da república neste concelho. Sendo dos primeiros concelhos a destacar-se nesta afirmação política. Em finais dos anos 40 até início dos anos 70, há um aumento abrupto do fluxo migratório devido à procura de emprego e de habitação, criando grandes mudanças no concelho, e consequentemente afetando os transportes, urbanismo e vida sociocultural.

Almada infraestruturada — De 1974 a 1989

A 21 de Junho de 1973, devido ao desenvolvimento das infraestruturas e à evolução urbanística, Almada passa de vila a cidade — pelo Dec. Lei nº 308/73 de 16 de Junho. Com o 25 de Abril de 1974, inicia-se uma nova fase na história de Almada. Com o fim do regime ditatorial do Estado Novo os cidadãos passaram a poder organizar-se e discutir os problemas locais. Em Dezembro de 1976 realizam-se as primeiras eleições autárquicas. A evolução da cidade e das suas infraestruturas continuam num esforço de cobrir todas as necessidades básicas dos munícipes. Desde a evolução do saneamento básico, à ampliação das redes de água e esgotos, ao desenvolvimento do Ensino, conceção de projetos de intervenção social, até à introdução de arte pública.

Almada desenvolvida — década de 90

É na década de 90 a cidade de Almada sofre um importante desenvolvimento ao nível das suas principais infraestruturas: ampliação das principais redes de abastecimento de água e saneamento, incluído as primeiras estações de tratamento de água; investimento nas redes de transportes; expansão da Faculdade de Ciência e Tecnologia, do Instituto Piaget e a entrada em funcionamento do Instituto Superior de Ciências da Saúde e da Escola Egas Moniz. Tem início a primeira fase de um programa de habitação social, com mais de um milhar de habitações e o realojamento e inserção de famílias. Na área da mobilidade é a altura da entrada em funcionamento do comboio da ponte e do avanço da luta pelo Metro Sul do Tejo. Os anos 90 correspondem a uma acelerada transformação em todos os campos da vida local, individual e colectiva.

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Evolução da população do município

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.) (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

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Política

Ver artigo principal: Câmara Municipal de Almada

Eleições autárquicas

O município de Almada é administrado por uma Câmara Municipal composta por 11 vereadores. Em 2017, Inês de Medeiros, do Partido Socialista venceu a câmara de Almada à CDU, que governava o município desde as primeiras eleições pós-25 de Abril. Em 2021, Inês de Medeiros renovou esse mandato.

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Infraestruturas

Educação

O concelho de Almada dispõe de uma ampla rede de estabelecimento que vai desde o ensino pré-escolar ao ensino superior, passando pelo ensino profissional, ensino sénior e escolas noturnas. A rede educativa de Almada é constituída por 129 escolas (60 da rede pública e 69 da rede privada). Apresenta também ofertas formativas não formais, como a Academia de Música de Almada ou um pólo do Centro de Arte e Comunicação Visual (Ar.Co). Almada é o 2º maior polo universitário da Área Metropolitana de Lisboa, constituída por 4 instituições onde estão inscritos cerca de 12 mil alunos: Almada dispõe da Biblioteca Central, no Fórum Municipal Romeu Correia (1997) que é composta por uma Sala de leitura geral, uma sala Infanto-Juvenil, uma sala polivalente (Sala Pablo Neruda), uma Sala de Audiovisuais, Átrio e Bar.

Saúde

Em 1991 é inaugurado o Hospital Garcia de Orta, o único Hospital Público do concelho de Almada que serve também o concelho do Seixal. A informação de saúde acima referida, tem por fonte a Janela da Saúde.

Transportes

Almada é servida de uma vasta rede de transportes públicos:

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Desporto

Por todo o município de Almada existem várias instalações desportivas que permitem a prática de uma grande variedade de modalidades: (7 municipais e 8 geridos por clubes, associações desportivas e privados)

Basket Almada Clube

Uma das organizações desportivas mais destacadas no concelho é o Basket Almada Clube, que foi fundado em 22 de Maio de 2002, como resultado da parceria e aglomeração de várias organizações do concelho, tendo os principais responsáveis pela formação do clube sido os professores Luís Magalhães e Victor Mamede. Tem como principal finalidade promover a formação e o desenvolvimento da prática do basquetebol no município, contando este sentido com o estatuto de clube formador por parte da Federação Portuguesa de Basquetebol. As equipas do clube atingiram resultados assinaláveis em competições distritais, tendo a de seniores masculinos alcançado a primeira divisão no Campeonato Nacional de Basquetebol.

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Cultura

Espaços culturais

Em Almada encontram-se vários espaços culturais, museus e monumentos, dos quais podemos destacar o Santuário Nacional de Cristo Rei, uma das principais atrações turísticas a 215 metros acima do nível da água do mar, o Palácio/Casa da Cerca — Centro de Arte Contemporânea, que tem como principal função a divulgação de arte contemporânea (desde 1993), o Museu da Cidade, O Convento dos Capuchos e o Teatro Municipal Joaquim Benite.

Música

Almada tem sido berço de grandes grupos musicais e cantores a nível nacional. Alguns exemplos são as bandas UHF, Da Weasel,Tim (músico) da banda Xutos e Pontapés, Sara Tavares, Braindead, parte dos Noctivagus e mais recentemente, os O'queStrada e parte dos Melech Mechaya.

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Fontes consultadas

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