Pesquisa · Mapa mental

Ana de Hohenstaufen

Ana de Hohenstaufen, nascida Constança de Hohenstaufen, também conhecida como Constança da Sicília ou Ana da Sicília, era filha de Frederico II, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, e Bianca Lancia. Casou muito jovem com o imperador bizantino João III Ducas Vatatzes, para selar uma aliança entre seu pai e o Império de Niceia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
01

Imperatriz bizantina

Nascida Constança, da casa de Hohenstaufen, mudou o seu nome para Ana ao casar com o imperador bizantino João III Ducas Vatatzes. O casamento fez parte de uma aliança entre seu pai e marido e está registado nas crónicas de Jorge Acropolita e Jorge Paquimeres. O casamento ocorreu em 1244 e Constança adotou então o nome Ana. Ao chegar a Niceia acompanhava-a uma dama de companhia, a Marchesa della Fricca, que segundo Jorge Acropolita tornou-se amante do imperador e rivalizou com Ana em suas atenções. Com o tempo a marquesa ganhou influência na corte, sendo apelidada de "imperatriz rival", acabando contudo por ser afastada.

02

Golpe de Miguel VIII Paleólogo

Ana seria imperatriz até à morte do seu marido a 3 de novembro de 1254, quando o seu enteado Teodoro II Láscaris sucedeu ao trono. Por esta altura já Frederico II havia falecido. Segundo as crônicas permaneceu em Niceia durante os reinados de Teodoro e do seu sucessor João IV Láscaris (1259–1261).Segundo Alice Gardner, por ser útil como refém para os restantes membros dos Hohenstaufen, particularmente o seu irmão, Manfredo da Sicília. João IV permaneceu menor de idade durante todo o seu breve reinado. Seu regente e coimperador era Miguel VIII Paleólogo, que manobrou para tirar o poder de João IV e, depois que Aleixo Estrategópulo recapturou Constantinopla, a capital do Império Latino e também do antigo Império Bizantino, Miguel depôs João IV e depois mandou cegá-lo. De acordo com Paquimeres, por volta da mesma época, Miguel se apaixonou por Ana e tentou se casar com ela, mas a imperatriz viúva o rejeitou. Deno Geanakoplos lembra que "o que atesta contra a afirmação de Paquimeres, porém, é a questão do motivo de Miguel, meramente pelo amor de Ana, estar disposto a arriscar uma quase certa excomunhão pelo patriarca Arsênio sem nenhum ganho político de maior importância". O objetivo de Miguel era assegurar uma aliança com o irmão dela, Manfredo, mas, depois da recusa, a raiva da esposa de Miguel e a ameaça de uma censura por Arsênio convenceram Miguel a abandonar o assunto. Ela recebeu presentes magníficos e permissão para criar sua própria corte no Reino da Sicília em 1263. Este gesto assegurou a libertação do general Estrategópulo, que havia sido capturado pelo déspota do Epiro Miguel II Comneno Ducas.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando