Pesquisa · Mapa mental

Associação Atlética Anapolina

A Associação Atlética Anapolina SAF é um clube de futebol brasileiro sediado em Anápolis, município do interior de Goiás. Fundada em 1° de janeiro de 1948, é reconhecida como uma das equipes mais tradicionais do futebol goiano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
01

História

A Anapolina foi fundada no dia 1º de janeiro de 1948. É carinhosamente denominada Rubra ou Xata. Rubra é a denominação originada pelo uniforme do time, nas cores vermelho e branco, em homenagem ao extinto Anápolis Sport Club. Xata é uma denominação que vem desde a época do amadorismo, quando o clube montava equipes fracas, que sofriam frequentes derrotas, porém se reabilitava com vitórias surpreendentes contra adversários mais bem preparados. Na Copa do Mundo de 1966, a Seleção Brasileira fazia uma de suas piores campanhas de sua história, porém uma faixa no meio da torcida acabou chamando a atenção dos cronistas esportivos brasileiros: "A Rubra é Xata!", escrita de forma proposital com a letra "x".

1981 - Atualmente

Em 1981 o clube conquista o vice-campeonato do Brasileirão - Série B, perdendo na final para o Guarani. A Anapolina conquista o título goiano dentro de campo, mas perde para o Goiás no "tapetão". Na conquista do primeiro turno, a Anapolina consegue um feito inédito, ficando dez jogos invicta, com nove vitórias consecutivas e um empate. Em 1982, participou brilhantemente do Campeonato Brasileiro de 1982, ficando na 11ª colocação, sendo desclassificada nas oitavas de final pelo São Paulo. Durante a campanha, a Anapolina obteve vitórias expressivas contra grandes clubes do futebol nacional, como o Cruzeiro por 1 a 0 e o Fluminense por 3 a 1. No primeiro jogo do play-off decisivo, a Anapolina venceu o São Paulo, em Anápolis, por 3 a 1.

02

Escudos

Evolução do escudo Desde sua fundação em 1948, a Associação Atlética Anapolina utilizou diferentes versões de seu escudo, mantendo como principal característica a presença das três letras "A", referência ao nome do clube. O primeiro emblema, utilizado em 1948, apresentava as três letras dispostas em círculos interligados. Entre 1949 e 1960, o clube adotou versões estilizadas com as iniciais "AAA" formando um monograma circular. A partir da década de 1960, a Anapolina passou a utilizar modelos baseados em três círculos contendo as letras "A", formato que se tornaria a identidade visual mais reconhecida da equipe. Durante as décadas de 1970 e 1980, ocorreram diversas alterações gráficas, incluindo versões simplificadas com apenas as letras "A" em fundo branco ou vermelho, além de modelos ovais e com estrela acima do escudo. Apesar das mudanças estéticas, a composição com as três letras permaneceu como elemento central.

03

Presidentes Históricos

​A trajetória da Associação Atlética Anapolina é marcada por gestões que elevaram o patamar técnico do clube no cenário nacional e por administrações recentes focadas na recuperação financeira e modernização institucional.

​Edmilson Torquato (Década de 1980)

​Considerada a "Era de Ouro" do clube, a gestão de Edmilson Torquato foi responsável pelas maiores glórias esportivas da Rubra. Sob seu comando, a Anapolina alcançou projeção nacional: ​1981: Vice-campeã do Campeonato Brasileiro - Série B ​1982: Campanha histórica na elite do futebol nacional alcançando as oitavas de final do Campeonato Brasileiro - Série A após eliminar clubes tradicionais. ​1983: Novamente Vice-campeã do Campeonato Goiano, consolidando a força do interior frente à capital.

​Pedro Canedo (Anos 2000)

​A administração de Pedro Canedo foi marcada pelo resgate da competitividade no início do milênio. ​Em 2000, o clube conquistou o Vice-Campeonato Goiano. ​Liderou o clube em campanhas de destaque no Campeonato Brasileiro Série B e Campeonato Brasileiro Série C, mantendo a Anapolina como um dos clubes mais respeitados da Região Centro-Oeste do Brasil no período.

​Leandro Ribeiro (Construção do CT 2013–2017)

​Gestão focada no patrimônio e infraestrutura. Sua principal marca foi a construção do Centro de Treinamentos (CT) do clube, dotando a instituição de uma estrutura profissional para treinamentos e categorias de base, essencial para a sustentabilidade do futebol a longo prazo.

​Fernando Corrêa e Fernando Aguiar (Era SAF e Reconstrução)

​O período recente marca a transição da Anapolina para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). ​Fernando Corrêa (Presidente do Clube): Assumiu a instituição em um dos momentos mais críticos de sua história, com dívidas acumuladas que ameaçavam o fechamento das portas. Sua gestão foi pautada pela responsabilidade fiscal e pela busca de parcerias para salvar o clube. ​Fernando Aguiar (Presidente da SAF): Com a implementação da SAF, trouxe o investimento necessário para a recuperação técnica.

​Resultados da Parceria (2025-2026):

​2025: Campeã do Campeonato Goiano - Divisão de Acesso, garantindo o retorno à elite estadual. ​2026: Em seu retorno à primeira divisão, a equipe conquistou o título de Campeã do Campeonato Goiano do Interior, reafirmando sua posição como a maior força do interior e do futebol Anapolino.

04

Ídolos

Goleiros

​Assis: Um dos pilares da defesa na era de ouro. ​Brasília: O nome de confiança sob as traves em grandes batalhas.

​Defensores (Zagueiros e Laterais)

​Dilon: Zagueiro central de muita força física. ​Esquerdinha: Lateral-esquerdo lendário, ídolo absoluto da torcida. ​Osmar Lima: Lateral versátil e seguro defensivamente. ​Ribas: Defensor técnico que dava equilíbrio à área. ​Sidney: Outro nome de peso no miolo de zaga.

​Meio-campistas e Volantes

​Mateus: Meia de ligação com boa visão de jogo. ​Mário: Peça importante na transição para o ataque. ​Nei Ladeira: Meio-campista dinâmico e muito trabalhador. ​Nilton: O volante clássico, responsável pela proteção à frente da zaga. ​Paulo Nelli: Um dos maiores craques da história do clube; o cérebro do time. ​Paulo Sérgio: Meia habilidoso que ajudava na construção das jogadas.

​Atacantes

Sávio Guerreiro: Considerado o maior ídolo da história da Rubra, conhecido por sua eficiência artilheira nos anos 80. ​Jorge Cruz: O grande goleador e símbolo de raça da Rubra. ​Osmário: Atacante agudo que levava muito perigo aos adversários. ​Rodrigues: Finalizador importante para o elenco. ​Vinícius: Peça fundamental no setor ofensivo durante as campanhas nacionais.

05

Estrutura

A Associação Atlética Anapolina possui como principal centro de treinamentos o Centro de Treinamentos Associação Atlética Anapolina, localizado na cidade de Anápolis, no estado de Goiás. O complexo é considerado um dos maiores centros de treinamento da Região Centro-Oeste do Brasil e é utilizado para as atividades do futebol profissional e das categorias de base do clube. O CT Associação Atlética Anapolina conta com diversos campos de treinamento, estrutura para preparação física, departamentos médicos e áreas administrativas destinadas ao funcionamento do futebol profissional e das divisões de base. O local também dispõe de alojamentos para atletas em formação e espaços de apoio utilizados durante a preparação das equipes. Além do centro de treinamento, o clube manda suas partidas oficiais no Estádio Jonas Duarte, estádio municipal localizado em Anápolis, com capacidade aproximada para 21 mil espectadores. O estádio é administrado pelo município e tradicionalmente recebe os jogos da equipe colorada em competições estaduais e nacionais.

06

Torcida

A Torcida Organizada Rubra (T.O.R.) é a principal torcida organizada da Associação Atlética Anapolina, fundada em 1979. Reconhecida como uma das torcidas mais tradicionais de Goiás, a T.O.R. é considerada a maior torcida do interior goiano, destacando-se pelo apoio massivo ao clube em jogos no Estádio Jonas Duarte e em caravanas pelo estado. A T.O.R. surgiu no final da década de 1970, em um período em que a Anapolina já possuía grande identificação com a população de Anápolis. Criada por um grupo de torcedores apaixonados, a organizada tinha como objetivo fortalecer a presença rubra nos estádios, unificando cânticos, faixas e bandeiras. Nos anos 1980 e 1990, a torcida se consolidou como uma das mais fiéis do estado. A Anapolina, conhecida como "Xata", conta com um dos maiores públicos do Campeonato Goiano, superando inclusive equipes da capital em diversas partidas. Jogos no Jonas Duarte, como contra Goiás, Vila Nova e Atlético, reune multidões rubras, consolidando a fama da T.O.R. como à mais vibrante do interior.

07

Maiores públicos

Anapolina 0 x 0 Corinthians (1978)

​Este jogo detém o recorde histórico de público do Jonas Duarte. Com um total de 19.640 presentes: ​Torcida da Anapolina: 16.694 torcedores. ​Torcida do Corinthians: 2.946 torcedores.

​Anapolina 3 x 1 Fluminense (1982)

​Pela segunda fase da Taça de Ouro, o Jonas Duarte recebeu 15.624 pessoas: ​Torcida da Anapolina: 13.280 torcedores. ​Torcida do Fluminense: 2.344 torcedores.

​Anapolina 3 x 1 São Paulo (1982)

​Nas oitavas de final do Brasileirão, o público pagante registrado no Jonas Duarte foi de 14.288 pessoas: ​Torcida da Anapolina: 12.145 torcedores. ​Torcida do São Paulo: 2.143 torcedores.

Anapolina 1 x 0 Cruzeiro (1982)

​O Jonas Duarte recebeu 13.370 torcedores para este confronto decisivo: ​Torcida da Anapolina: 11.815 torcedores.

Anapolina 2 x 1 Goiás (2018)

O Jonas Duarte recebeu 10.000 torcedores para este confronto decisivo da semifinal: ​Torcida da Anapolina: 9.000 torcedores.

08

Rivalidades

(Anapolina vs Anápolis FC)

​Diferente de outras rivalidades do interior de Goiás, o confronto entre a Associação Atlética Anapolina (Xata) e o Anápolis Futebol Clube (Galo) é considerado um dos maiores clássicos do Estado devido à sua capacidade de paralisar e dividir a cidade de Anápolis de forma absoluta. ​Hostilidade e Divisão: A rivalidade não se limita às quatro linhas, manifestando-se em uma disputa ferrenha por espaço urbano, torcedores e influência política na cidade. O clima nos dias de jogo é de alta tensão, frequentemente exigindo esquemas especiais de segurança devido ao histórico de confrontos entre organizadas.

(Anapolina vs Goiás)

​Enquanto o clássico local é uma disputa de território, a rivalidade com o Goiás é uma insurgência contra o sistema futebolístico da capital. É o confronto em que a Anapolina assume o papel de "adversária mais xata" do estado. ​O ponto de ruptura na relação entre os clubes ocorreu no Campeonato Goiano de 1981. A Anapolina, que detinha o melhor time técnico da competição, foi impedida de conquistar o título nos tribunais. ​O episódio do jogador Caxias resultou em uma manobra jurídica que retirou pontos cruciais da Rubra. ​Para a torcida colorada, o Goiás utilizou de sua influência política na Federação Goiana de Futebol para "roubar" o troféu que deveria ter ido para o interior.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando