Anastasio Somoza García
Anastasio "Tacho" Somoza García foi um militar e político da Nicarágua, 34° e 39° Presidente da Nicarágua, mas efetivamente comandou o país como ditador de 1936 até ser assassinado em 1956. Somoza ocupou a presidência da Nicarágua com o apoio dos EUA, consolidando cada vez mais o seu poder através de perseguição política e repressão, chegando a ficar à frente da Nicarágua durante quase duas décadas. Ao mesmo tempo, ele foi capaz de acumular uma enorme fortuna que o transformou em um dos homens mais ricos da América Latina, bem como a sua família.
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Somoza nasceu em Manágua, Nicarágua, filho de um rico cafeicultor, e quando de sua adolescência, se mudou para a Filadélfia para morar com seus parentes e estudar na Pierce School of Business Administration. Durante os anos que lá viveu, conheceu sua futura esposa, Salvadora Debayle Sacasa, filha de uma das mais poderosas famílias da Nicarágua. Após retornar ao país, não teve sucesso como homem de negócios.
Início da carreira política
No ano de 1926, Somoza aderiu à rebelião Liberal, apoiando Juan Bautista Sacasa, tio de sua esposa. Apesar de não ter nenhuma distinção em batalha, por ter liderado um ataque mal-sucedido contra a guarnição de San Marcos, sua pronúncia de Inglês sem sotaques, permitiram-no atuar como intérprete durante as negociações entre as partes da guerra, as quais foram mediadas pelos EUA. No governo do presidente José María Moncada, com o qual ele tinha uma distante relação, Somoza foi governador do departamento de León, Cônsul da Nicarágua na Costa Rica e Ministro do Exterior. Mesmo tendo limitada experiência militar, foi hábil o bastante para subir pelos postos da hierarquia da Guarda Nacional Nicaraguense, a força militar organizada pelos Marines estadunidenses.
Somoza e Sandino
Após empreender uma amarga batalha de seis anos contra as forças do General Sandino, em Janeiro de 1933 os Marines deixaram o país, após a eleição e posse do presidente Juan Bautista Sacasa. Com a insistência do Embaixador estadunidense Matthew E. Hanna, Somoza foi designado como comandante da Guarda Nacional. Durante os diálogos para o acordo de paz, Somoza ordenou o assassinato do General Sandino em 21 de Fevereiro de 1934 violando o salvo-conduto deste. Seguido a esse assassinato, a Guarda Nacional executou todos os seus seguidores. Em Junho de 1936, Somoza forçou Sacasa a renunciar.
Governante da Nicarágua
Uma série de marionetes governou no restante do ano, e, em Dezembro, Somoza foi eleito presidente por uma margem de 107 201 votos a 100, tomando posse no Ano-Novo de 1937. Somoza, conhecido popularmente como "Tacho" reformou a Constituição para centralizar o poder em suas mãos, também concedendo os principais cargos militares e do governo para seus familiares e principais aliados. Enquanto os partidos de oposição continuavam a existir no papel, na prática o sistema foi totalmente alterado para favorecer o Partido Nacionalista Liberal, de Somoza. Durante as décadas de 1930 e 1940, ele adquiriu imensa riqueza pessoal, primeiramente através de investimentos em exportação agrícola, particularmente de café, algodão e gado. Após o massacre dos seguidores de Sandino, ele adquiriu a maior parte das terras que haviam sido garantidas a eles por Sacasa.
Disputa Territorial entre Nicarágua e Costa Rica
Durante estes anos, ele voltou sua atenção para os seus vizinhos do sul, e seu inimigo de longa data, a Costa Rica. Quando uma tentativa de matar Somoza teve comprovação de participação do presidente costarriquenho, Somoza usou o fato como pretexto para invadir a Costa Rica. Entretanto, a resistência costarriquenha provou ser mais forte que o esperado, somando-se a isso o desembarque de tropas Aliadas, levaram a uma série de batalhas onde a Guarda sofreu imensas perdas em vidas (cerca de um terço em mortes) e de equipamentos que passaram às forças defensoras. Com a defasada Guarda Nacional retornada à Nicarágua e encontrando os exércitos aliados em posições avançadas, Somoza viu-se obrigado a se render.
Assassinato e legado
Em 1955, a constituição foi modificada para permitir que ele pudesse concorrer a um novo mandato. Pouco depois de ser nomeado, foi atingido por um tiro no peito, em 21 de Setembro de 1956, disparado pelo poeta Rigoberto López Pérez na cidade de León, e morreu dias após ser removido para um hospital na Zona do canal do Panamá. Seu filho mais velho, Luis Somoza, o sucedeu. Os filhos de Somoza, Luis Somoza e Anastasio Somoza Debayle, comandaram o país direta ou indiretamente, através de testas de ferro pelos vinte e três anos seguintes. Apesar da corrupção generalizada e da repressão dos dissidentes, eles foram capazes de manter-se no poder porque os EUA os viam como força anti-comunista e fonte de estabilidade.


