Championship Auto Racing Teams
A Championship Auto Racing Team (CART) foi uma tradicional categoria de monopostos dos Estados Unidos da América, tendo disputado suas corridas de 1979 a 2003.
Com um formato mais próximo da NASCAR, a IRL passou a atrair mais interesse que a CART. Em 2002, a FedEx anunciou que seu patrocínio com a CART seria encerrado e as fabricantes de motores Honda e Toyota iriam se transferir para a categoria concorrente, a IRL. A CART decidiu reformular e renomear a categoria propriamente dita. Começando em 2003, o novo evento promovido pela CART se chamaria Bridgestone presents Champ Car World Series Powered by Ford. Devido à perda do seu patrocinador titular e de dois fornecedores de motores, as ações da CART estavam na casa dos 25 centavos de dólar americano. A CART declarou falência durante o ano de 2003 e os seus ativos foram liquidados. Provas em circuitos ovais como as de Fontana e Miami também foram aos poucos saindo do calendário. Tony George fez uma oferta por determinados ativos da firma, enquanto paralelamente o trio de proprietários da CART (Gerald Forsythe, Paul Gentilozzi e Kevin Kalkhoven) juntamente com Dan Pettit, também apresentou uma proposta, chamando o seu grupo de Open Wheel Racing Series (OWRS).
Fundação
Em 1909, criou-se nos Estados Unidos uma associação automobilística para controlar o campeonato nacional. Essa associação, chamada de AAA ("American Automobile Association") funcionou até 1956 quando foi substituída pela USAC ("United States Automobile Club") após um acidente ocorrido em uma corrida de resistência, a 24 Horas de Le Mans no Circuit de la Sarthe.
A formação da CART
A ruptura com a USAC, em 1978, foi conduzida por um grupo de proprietários de carros que via esta entidade como uma agência de sanções incapaz. Esse grupo também se queixou da má promoção, e se aliaram com o ex-piloto Dan Gurney, que em 1978 escreveu o que ficou conhecido como o Livro Branco de Gurney (em inglês, Gurney White Paper), no qual propõem um plano para criação de uma organização chamada Championship Auto Racing Teams (CART). Gurney foi inspirado pelas melhorias que Bernie Ecclestone tinha aplicado na Fórmula 1, com a criação da Associação de Construtores da Fórmula 1 (FOCA). O chamado Livro Branco pelos proprietários, usado para formar a CART era um grupo de advocacia para promover o campeonato nacional da USAC, fazendo o trabalho onde o corpo de sanção não faria. O grupo também trabalharia para negociar os direitos de transmissão, o montante nas corridas e, idealmente, teriam assentos no corpo diretivo da USAC.
Invasão estrangeira
A CART, assim como seu antecessor, a USAC, foi amplamente dominada por pilotos norte-americanos até à década de 1990. Muitas estrelas do automobilismo estadunidense, como A.J. Foyt, Mario Andretti, Al Unser, Al Unser Jr, Rick Mears, Bobby Rahal e Danny Sullivan, fizeram carreira na CART. Apesar disso, aconteceram casos isolados de bons resultados de estrangeiros durante a década de 1980, como o vice-campeonato do italiano Teo Fabi em 1983, e o 4º lugar obtido pelo colombiano Roberto Guerrero em 1987. Logo após o bicampeão da Fórmula 1 Emerson Fittipaldi vencer as 500 Milhas de Indianápolis de 1989 e conquistar o título no mesmo ano, no entanto, vários pilotos estrangeiros (a maioria de origem latino-americana, européia e nipônica) passaram a competir pela categoria, ao longo da década de 1990, como o escocês Dario Franchitti (que correu na IndyCar até 2013), o italiano Massimiliano Papis (que já correu na Fórmula 1 em 1995), o mexicano Adrián Fernández, o holandês Arie Luyendyk, o inglês Mark Blundell (também ex-Fórmula 1), o sueco Stefan Johansson (também vindo da F-1), os japoneses Hiro Matsushita e Naoki Hattori (também ex-F1), os brasileiros Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi e Roberto Moreno, entre outros.
A dissidência da CART com a Indianapolis Motor Speedway
Em novembro de 1991, Tony George, presidente do lendário circuito oval de Indianápolis, que se notabilizou pela sua tradição vinda desde a década de 1910 americana aproximou-se da administração, propondo um novo conselho composto por representantes dos circuitos da categoria, dos donos de equipe e dos fornecedores o que foi refutado pela CART. Divergindo, George tomou uma posição, por iniciativa própria: expressou sua preocupação acerca das sanções restritivas relacionadas aos motores (por exemplo, a proibição de um tipo de material de fibra de carbono introduzido em março de 1991, aparentemente por razões de segurança, até que dois fabricantes de chassis da categoria - Penske e Lola - poderiam colocá-lo). Entre suas preocupações eram a falta de pilotos americanos vindos da base (só havia 10 em 1996).
A CART pós-ruptura
Nos primeiros anos após o lançamento da IRL em 1996, a CART parecia estar dominando os monopostos. Deteve a maioria dos pilotos de nome e a maioria das corridas, enquanto a liga rival IRL possuía a Indianapolis Motor Speedway. O calendário de 1996 da IRL consistia em apenas três corridas, incluindo a Indy 500, e muitos dos pilotos eram relativamente desconhecidos. Em dezembro de 1997, a empresa de entrega de encomendas FedEx substitui a PPG como principal patrocinador, ficando a categoria rebatizada de FedEx Championship Series. Em 1998, a CART se torna uma empresa de sociedade anônima, e levanta US$ 100 milhões em ofertas de ações. Em 2000, o ex-piloto Bobby Rahal assumiu como presidente interino da CART após a renúncia de Andrew Craig e substituiu o PPG Cup (utilizado entre 1979 até 1999) pela Vanderbilt Cup como o troféu do categoria, que foi o primeiro troféu no automobilismo americano cujo nome tinha se desvinculado. Naquele ano, Gil de Ferran, da Penske, estabeleceu o recorde de velocidade em circuito fechado para uma corrida de carros no Circuito da Califórnia: 241,428 milhas por hora (388,541 km/h), na qualificação para o fim da temporada (sendo dado prêmios milionários ao vencedor).


