Anésia Cauaçu
Anésia Adelaide Cauaçu foi uma cangaceira brasileira. Foi pioneira ao formar seu bando de cangaceiros em 1910, antes de Lampião.
Imagem: Utiovom · BY-SA · Openverse
O termo Cauaçu vem do tupi antigo ka'uguasu, que significa grande bebedeira. O nome sugere, portanto, que os cauaçus eram dados à bebedeira.[falta página] Pode vir também do nome de uma planta.
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Origem
Anésia nasceu e viveu na região de Jequié, interior da Bahia, no início do século XX.
Ingresso no cangaço
Era uma dona de casa dedicada ao marido e à filha, mas abandonou essa vida para abraçar o cangaço, unindo-se a seus tios e irmãos, que formavam o Bando dos Cauaçus. Carismática e bonita, Anésia era o membro mais célebre do bando pois, além de ter conhecimentos de táticas de guerrilha e uma mira infalível, também jogava capoeira. Um de seus grandes feitos foi de arrancar, com um tiro certeiro, a uma distância considerável, o dedo a um delegado que apontava aos policiais onde deveriam se posicionar, durante um tiroteio no centro de Jequié.
Vida após o cangaço
Em 1916 Anésia abandonou o cangaço e foi viver com a sua família sob a proteção de um fazendeiro que devia favores aos Cauaçus mas, traída pelo mesmo, foi entregue à polícia, e não houve mais notícias dela. O escritor Ivan Estevam Ferreira, na obra "A Pedra do Curral Novo", sugere que Anésia pode ter falecido em Jequié, e identifica-a com uma anciã que faleceu em 1987, aos 93 anos, que vivia sob os cuidados de pessoas caridosas.


