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Anestesia

Anestesia tradicionalmente significa a condição de ter a sensibilidade bloqueada ou temporariamente removida, além da perda de consciência no caso da anestesia geral. Isso permite que os pacientes passem por cirurgias e outros procedimentos sem a angústia e a dor que experimentariam de outra maneira. A palavra foi cunhada por Sr. Oliver Wendell Holmes em 1846. Outra definição é uma "ausência de consciência reversível", seja uma ausência total de consciência ou uma ausência de consciência de uma parte do corpo como causam uma anestesia axial ou outro bloqueio de nervo. Anestesia é um estado farmacologicamente induzido de amnesia, analgesia, perda de responsividade, perda de reflexos musculares esqueléticos e diminuída resposta a estresse em animais e plantas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

Derivados de plantas

Em toda a Europa, Ásia e Américas uma variedade de espécies de Solanum contendo alcaloides tropano potentes foram utilizados, tais como mandrágora, meimendro, metel e Datura inoxia. Textos médicos antigos de Roma e da Grécia de Hipócrates, Teofrasto, Cornelius Celsus Aulus, Dioscorides Pedanius, e Plínio, o Velho discutiram o uso do ópio e da espécie Solanum. No século XIII na Itália, Teodorico Borgognoni usou misturas semelhantes, juntamente com os opiáceos de induzir um estado de inconsciência. E o tratamento combinado com os alcaloides mostrou-se um dos pilares da anestesia até o século XIX. Nas Américas coca também era um anestésico importante usados em operações de trepanação. Xamãs incas mastigavam folha de coca e, enquanto realizavam cirurgias de crânio, cuspiam na incisão para anestesiar. [carece de fontes?] O álcool também era utilizado, embora suas propriedades vasodilatadoras fossem desconhecido. Antigos anestésicos feitos a partir das ervas têm sido genericamente chamados de soporíferos, anódinos, e narcóticos, dependendo se a ênfase é na produção de inconsciência ou no alívio da dor.

Primeiros anestésicos inaláveis

O primeiro médico a usar éter etílico como um anestésico foi o Dr. Crawford Long, que o administrou em 30 de março de 1842, durante um procedimento cirúrgico para remover um tumor de um paciente. Em seguida, ele voltou a empregar éter em várias ocasiões depois, mas não publicou nada sobre os procedimentos até 1849. O dentista William Thomas Green Morton, de Boston, conduziu a primeira demonstração pública da anestesia por inalação. Morton, que não estava a par das experiências do Dr. Crawford Long, foi convidado pelo Hospital Geral de Massachusetts para demonstrar sua nova técnica de cirurgia sem dor. Depois que Morton anestesiou o paciente, o cirurgião John Collins Warren removeu um tumor do pescoço do paciente. A cirurgia aconteceu no hoje chamado Ether Dome. O Dr. Warren, inicialmente cético, ficou impressionado e afirmou: "senhores, isso não é uma fraude!". Pouco tempo depois disso, numa carta para o Dr. Morton, o médico e escritor Dr. Oliver Wendell Holmes propôs que o nome do procedimento fosse anestesia e anestesiado o estado a que o paciente fora levado.

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Tipos de Anestesia

Imagem: Servicio de Comunicación Institucional · BY-NC-SA · Openverse

Há três diferentes tipos de anestesia: anestesia local, anestesia regional e anestesia geral. Na anestesia local, um local específico do corpo é entorpecido, como, por exemplo, a mão. A anestesia regional envolve uma maior área do corpo pela administração de anestesia num grupo de nervos (plexo nervoso). Duas anestesias regionais frequentemente utilizadas são a anestesia raquidiana (ou espinhal) e a anestesia epidural. Anestesia geral compreende inconsciência e ausência de qualquer reação ao toque.

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Agentes anestésicos

Imagem: nulla · BY-NC · Openverse

Um agente anestésico é uma droga que leva ao estado de anestesia. Uma ampla variedade de drogas são usadas na prática anestésica moderna. Muitas são raramente utilizadas fora da anestesia, embora outras possam ser comumente utilizadas por todas as especialidades médicas. Os anestésicos são classificados em duas categorias: anestésicos gerais, os quais causam perda reversível da consciência (anestesia geral), e anestésicos locais, que causam anestesia local reversível e perda de nocicepção.

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Monitoração da anestesia

Imagem: Tyrexito · BY-NC-ND · Openverse

Pacientes sob anestesia geral devem ser submetidos a monitoramento fisiológico contínuo para garantir a segurança do procedimento. Nos EUA, a Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA) estabelece diretrizes mínimas de monitorização para pacientes que recebem anestesia geral, anestesia regional ou sedação. Isso inclui eletrocardiograma (ECG), batimento cardíaco, pressão arterial, gases expirados e inspirados, nível de oxigenação do sangue e temperatura.

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Fontes consultadas

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