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Anomalia do Atlântico Sul

A Anomalia Magnética do Atlântico Sul, AMAS ou SAA é uma região onde a parte mais interna do cinturão de Van Allen tem a máxima aproximação com a superfície da Terra. O resultado é que para uma dada altitude, a intensidade de radiação é mais alta nesta região do que em qualquer outra.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Posição e forma

Imagem: Angelo Antonio leithold · BY · Openverse

O cinturão de Van Allen, é simétrico em relação aos eixos magnéticos da Terra, que por sua vez é inclinado em -11 graus em relação ao eixo de rotação do nosso planeta. A intercessão entre os eixos magnéticos e de rotação, não está localizado no centro da Terra, mas sim, cerca de 500 km para o Norte. Devido a esta assimetria, a região mais interna do cinturão Van Allen, fica mais próxima a cerca de 200 km de altitude da superfície da Terra na região Sul do Oceano Atlântico, e mais afastada sobre o Norte do Oceano Pacífico. Uma das razões para esta variação, é que se representarmos o magnetismo da Terra por uma barra magnética de pequenas dimensões mas grande intensidade, a melhor descrição é obtida, colocando essa barra, não no centro da Terra, mas sim, a alguma distância desse centro, na direção aproximada de Singapura. Como resultado, sobre a América do Sul e o Atlântico Sul, próximo ao ponto antipodal de Singapura, o campo magnético é relativamente fraco, resultando numa menor repulsão às partículas do cinturão de radiação nessa área, e como resultado, essas partículas alcançam regiões mais baixas da atmosfera superior.

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Sul do Brasil

As correntes que fluem na ionosfera induzem campos elétricos em elementos metálicos de grandes extensões na superfície da Terra, tais como estradas de ferro, linhas de transmissão de alta potência, tubulações metálicas e grandes estruturas mecânicas. Durante uma tempestade geomagnética de grande magnitude, a ionização (indução) de corrente elétrica excede a centenas de amperes e as consequências de tal são imprevisíveis, podendo inclusive ser catastróficas ao sistema em que fluem. Vários institutos de pesquisas de todo planeta estão tentando desenvolver métodos de previsão das Correntes Geomagnéticas Induzidas (GICs), usando modelos físicos da magnetosfera, da ionosfera, da condutividade global e do campo magnético terrestre. A leitura pode ser obtida através de satélites que capturam dados e índices para análise. O campo elétrico e magnético na superfície pode ser desta forma determinado com antecedência, permitindo assim que um alerta de uma GIC seja calculado para redes condutoras com antecedência.

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Ionosfera e campo magnético terrestre

A Ionosfera é composta por camadas segundo o grau de ionização. Estas se dividem em "D", "E", "F1" e "F2". O aparecimento da camada D é ao amanhecer, acumula energia por absorção até o pôr do Sol. Na medida em que o horário avança, aumenta significativamente o número de íons, permanecendo até após o anoitecer. A quantidade de íons na camada D atinge o pico no final da tarde, a região é a que menos refrata ondas de rádio e praticamente não as reflete. As frequências mais afetadas pela absorção estão situadas abaixo dos 10 MHz, portanto, quando está muito ionizada pode causar o fechamento de propagação naqueles comprimentos de onda durante o dia. Acima da camada D está a camada E e a camada E esporádica, que estão localizadas abaixo das camadas F1 e F2 (durante o dia). Sua altitude média é entre 80 km e 100 km até aproximadamente 140 km. A camada D é rica em ruídos de baixas frequências, que se propagam por milhares de quilômetros e podem ser utilizados para se verificar a influência da ionização do Sol. A Magnetosfera é a região definida pela interação do plasma magnetizado do Sol com a região magnetizada da Terra, em que os processos eletrodinâmicos são basicamente comandados pelo campo magnético intrínseco do planeta e sua interação com a estrela. Sua morfologia, numa visão simples, é semelhante a uma bolha comprimida na parte frontal ao fluxo estelar incidente no astro e distendida no sentido do afastamento desse fluxo. A magnetosfera terrestre, por assim dizer, apresenta a parte frontal a aproximadamente 10 raios terrestres, uma espessura de 30-50 raios terrestres e uma cauda que se alonga a mais de 100 raios terrestres. Mesmo um astro sem campo magnético pode apresentar uma magnetosfera induzida, que é consequência das correntes elétricas sustentadas pela ionosfera existente.

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Histórico de Pesquisas

Seguem os principais projetos de pesquisas sobre o AMAS.

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Fontes consultadas

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