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Sagu (sobremesa)

O sagu é uma sobremesa originária da Serra Gaúcha, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, sendo bastante popular em toda a região Sul do país. Ela é feita com bolinhas de fécula de mandioca cozidas, sendo muito comum o uso do vinho tinto. Também pode ser usado leite ou diferentes sucos no cozimento. Simples no preparo e barato, o sagu é comum em restaurantes na região, geralmente acompanhado por um suave creme de baunilha.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Sagu (do malaio sago ou sagu) refere-se originalmente ao amido extraído das palmeiras de sagu (saguzeiros), que tem sido usado na produção das bolinhas (pérolas) de sagu, na culinária do Sudeste Asiático. Depois de a mandioca (nativa da América do Sul) ter sido introduzida nessa região da Ásia durante o período colonial, seu amido tornou-se uma alternativa nesse local para a produção das bolinhas de sagu, com o nome "sagu" passando a ser usado tanto para referir-se às bolinhas extraídas do amido dos saguzeiros quanto às bolinhas produzidas com o amido da mandioca (tapioca) ou com fécula de batata, na culinária europeia. A produção das pérolas de mandioca foi introduzida no Brasil após a chegada de imigrantes europeus (especificamente alemães e italianos do norte), ficando conhecidas como sagu, apesar de serem feitas de mandioca, e não dos saguzeiros asiáticos. As populações indígenas do Brasil já picavam e cozinhavam a mandioca para alimentação.

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Sabor e características

Essa sobremesa é menos doce e, por isso, costuma ser mais apreciada por adultos do que por crianças. Na região Sul, há uma preferência por sobremesas menos doces, o que pode explicar sua popularidade na região. A pesquisadora Rosana Peccini descreve o sagu como um "caviar doce, cheio de bolinhas púrpuras, monocromático, de sabor intenso, porém delicado, com gosto firme e bem definido". Ela ressalta que a receita não possui complexidades e é fácil entender do que é feita ao ser saboreada. Seu aroma também é inconfundível e costuma remeter imediatamente ao ingrediente utilizado, seja o vinho, o suco de uva, o leite ou outra variação.

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Preparo

A mandioca é limpa, ralada e recebe água, formando uma goma úmida. Depois é passada em uma peneira de tecido grosso com movimento de vaivém em círculos com as mãos, transformando-se em bolinhas que são aquecidas e depois resfriadas. Tais bolinhas ficam duras e opacas, tornando-se moles e transparentes com o cozimento. O vinho, suco ou leite é fervido e então é adicionado água e especiarias como cravo e canela. O mais comum é usar vinho tinto, mas também é possível usar variações como o vinho do porto. Ao voltar a fervura, acrescenta-se o sagu, mexendo constantemente para não grudar no fundo da panela. É adicionado o açúcar e se deve continuar mexendo até dissolver e o sagu chegar ao ponto. Ao esfriar naturalmente, o sagu continua cozinhando. Portanto, para um sagu mais al dente, pode ser adicionado mais suco de uva para cortar o cozimento. É possível servi-lo quente ou frio, e também é comum acrescentar creme de baunilha ou creme inglês.

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Informação nutricional

Por ser puramente amido, o sagu é bastante calórico, sendo um carboidrato complexo, ótima fonte de energia. Também possui bastante fibra alimentar ajudando na digestão. Possui ferro e cálcio e também proteínas em menor quantidade.

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Fontes consultadas

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