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Anthony Kohlmann

Anthony Kohlmann SJ foi um padre católico da Alsácia, missionário e educador jesuíta. Ele desempenhou um papel decisivo na formação da Diocese de Nova York, onde foi objeto de uma acção judicial que pela primeira vez reconheceu o privilégio confessional nos Estados Unidos, e serviu como presidente da Universidade de Georgetown de 1817 a 1820.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Infância e juventude

Antoine Kohlmann nasceu no dia 13 de julho de 1771, em Kaysersberg, na região da Alsácia, então parte do Reino da França. Quando jovem, começou os seus estudos na cidade vizinha de Colmar. Ele juntou-se à ordem capuchinha, mas com a perseguição da ordem durante a descristianização da França da Revolução Francesa, Kohlmann fugiu para a Suíça. Lá completou os seus estudos teológicos no Collège Saint-Michel, e foi ordenado sacerdote em Friburgo em abril de 1796. O irmão de Kohlmann, Paul, também se tornou padre e juntou-se a ele nos Estados Unidos.

Ministério

Pouco depois da sua ordenação juntou-se à Sociedade do Sagrado Coração[a] e completou o período de noviciado em Göggingen. Ele ministrou em toda a Áustria ao longo de dois anos, durante os quais foi elogiado pelo seu trabalho em Hagenbrunn durante uma praga. Em seguida foi para a Itália, onde foi capelão num hospital militar em Pavia por dois anos. Kohlmann foi enviado para a Baviera em 1801, onde se tornou diretor do Seminário Eclesiástico de Dillinge: depois passou um tempo como reitor de um colégio em Berlim antes de fundar um colégio em Amsterdão administrado pelos Padres da Fé de Jesus, uma ordem com a qual a Sociedade do Sagrado Coração se havia fundido em 1799.

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Missionário nos Estados Unidos

Kohlmann deixou Hamburgo no dia 20 de agosto de 1806 e chegou a Baltimore a 4 de novembro. Nos Estados Unidos começou a anglicizar o seu nome como Anthony.[b] O superior-geral permitiu formalmente que os Jesuítas fossem restaurados nos Estados Unidos em 1805, e um noviciado foi aberto no ano seguinte na Universidade de Georgetown em Washington, D.C. Francis Neale foi nomeado mestre dos noviços, e Kohlmann, embora ele próprio ainda fosse um novato, foi nomeado socius[c] e também designado para ensinar filosofia. Kohlmann introduziu muitos dos costumes que os jesuítas no exílio do Império Russo observavam. Enquanto estava em Georgetown fez várias viagens para ministrar à população de Alexandria, Virgínia, Baltimore e às congregações de língua alemã na zona rural da Pensilvânia. Ele também ouviu confissões de paroquianos na Igreja da Santíssima Trindade na Filadélfia devido ao facto de o seu pastor não dominar a língua inglesa.

Nova York

O bispo Carroll achava difícil governar uma diocese cujo território abrangia todos os Estados Unidos. A igreja em Nova York sofria com negligência e má administração, e ele havia solicitado repetidamente às autoridades de Roma que removessem Nova York da diocese para que esta pudesse formar uma diocese separada. Antes que qualquer notícia chegasse sobre se o seu pedido seria ou não concedido e de R. Lucas Concanen ser nomeado como o primeiro bispo de Nova York, [d] Carroll enviou um grupo de clérigos para Nova York. Chefiado por Kohlmann, era composto por Benedict Fenwick e quatro escolásticos jesuítas. Chegando em outubro de 1808, Kohlmann assumiu a responsabilidade pastoral de cerca de 14 mil católicos que eram principalmente irlandeses, franceses e alemães. Ao chegar, Kohlmann encontrou Nova York a sofrer com uma depressão económica resultante da Lei do Embargo de 1807.

Maryland e Washington, D.C.

Ao chegar a Maryland em 1815 Kohlmann foi nomeado mestre de noviços no noviciado de White Marsh. Pouco depois Giovanni Antonio Grassi deixou Maryland e foi para Roma, e Kohlmann sucedeu-o como superior da Missão dos Jesuítas em Maryland a 10 de setembro de 1817. Como superior, Kohlmann defendia a venda das plantações dos jesuítas na zona rural de Maryland, a fim de financiar o estabelecimento de outras faculdades nas principais cidades americanas. Os jesuítas anglo-americanos opuseram-se ferozmente a essa proposta. Desentendimentos entre os jesuítas da Europa Continental nos Estados Unidos e os anglo-americanos tornaram-se tão grandes que o superior-geral jesuíta enviou Peter Kenney como visitante. Ele também assumiu o cargo de superior de missão de Kohlmann no dia 23 de abril de 1819.

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Vida posterior

Em 1824 o Papa Leão XII colocou a Pontifícia Universidade Gregoriana sob os cuidados da Companhia de Jesus, como estava antes da supressão da ordem. Impressionado com o livro de Kohlmann sobre Unitarismo, nomeou-o para a cadeira de teologia da universidade. Kohlmann ocupou este cargo por cinco anos, durante os quais um dos seus alunos foi Vincenzo Gioacchino Pecci, que se tornaria o Papa Leão XIII; outro foi Paul Cullen, que se tornaria no arcebispo de Dublin e no primeiro cardeal irlandês. A inquisição de Pecci por Kohlmann durante a defesa pública académica deste último chamou novamente a atenção do papa, que o nomeou consultor da Congregação para Assuntos Eclesiásticos Extraordinários e da Congregação de Bispos e Regulares. Ele também tornou-se num consultor da equipa do Colégio dos Cardeais. O Papa Gregório XVI promoveu-o dentro do corpo curial à posição de Qualificador da Inquisição e até considerou fazê-lo cardeal. Em 1830 Kohlmann renunciou ao cargo e passou um ano como diretor espiritual no Colégio Romano. Em 1831 retirou-se para a casa jesuíta anexa à Igreja de Jesus, onde serviu como confessor auxiliado pelo conhecimento de várias línguas. Em 1836 a saúde de Kohlmann começou a deteriorar-se e ter-se-á sobrecarregado ao ouvir confissões durante o período da Quaresma. Ele viria a falecer no dia 11 de abril de 1836.

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Fontes consultadas

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