Antigo Regime
O Antigo Regime refere-se originalmente ao sistema social e político aristocrático que foi estabelecido na França. Trata-se principalmente de um regime centralizado e absolutista, em que o poder era concentrado nas mãos do rei.
Durante a Baixa Idade Média, com o advento do Renascimento Comercial e Urbano, surge na Europa uma tendência de enfraquecimento do poder dos nobres e fortalecimento do poder dos reis, que durante o período medieval tinham autoridade quase nula. Em alguns países, os soberanos contaram com o importante apoio da burguesia nascente, que tinha forte interesse na centralização política, pois a padronização de pesos, medidas e moedas e a unificação da justiça e da tributação favoreciam o desenvolvimento do comércio. A nobreza, sem forças para se impor, acabou por aceitar a dominação real (em alguns casos, após sangrentos conflitos). Parte dela foi cooptada por meio da formação das cortes, constituídas por nobres luxuosamente sustentados pelo Estado. Os reis puderam assim obter para si todo o controle político, econômico e militar dos países. No auge desse processo de centralização, estabeleceu-se o absolutismo.
Durante o Antigo Regime a sociedade francesa encontrava-se dividida em três ordens, classes, estamentos ou estados: Muito da centralização política medieval da França se perdeu na Guerra dos Cem Anos, e a dinastia Valois se esforçava para restabelecer o controle sobre os “centros” políticos dispersos do país que estava prejudicado pelas Guerras Religiosas, que devastaram a França no século XVI e que opôs os católicos e protestantes. Muitos dos reinos de Henrique IV, Luís XIII e os primeiros anos de Luís XIV foram focados na centralização do poder administrativo. Cada estado, que compunha a sociedade francesa da época, tinha direito a um voto nas decisões das assembleias (Estados Gerais). Essa divisão era considerada injusta, pois a nobreza e o clero, que nesse sistema tinham direito a um voto cada, compunham na verdade um só grupo, já que, na época, o Estado era vinculado à Igreja Católica.
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O Antigo Regime tem como características básicas:
O conceito de Antigo Regime pode aplicar-se com propriedade aos reinos da Europa Ocidental que tendiam a se tornar estados-nações desde o final da Idade Média. No final do século XV, só França, Inglaterra e a Espanha puderam se formar. A Inglaterra pode superar o conceito ao longo dos séculos XVI e XVII. Os demais, durante a Crise do Antigo Regime (1751 - 1848). Para o resto da Europa o conceito é de uso problemático. Nas Américas, mesmo durante o período de colonização europeia, poder-se-ia considerar (forçando muito o conceito) que houvesse algo semelhante ao modelo vigente em suas metrópoles. A Independência americana coincide com o final do Antigo Regime, para o que contribuiu decisivamente. Os outros continentes foram colonizados posteriormente, já na época industrial e do Novo Regime. A duração temporal do Antigo Regime coincide com a Idade Moderna: do século XV ao século XVIII. Isso é válido tanto para França (desde o final da Guerra dos Cem Anos até a Revolução Francesa) como para a Espanha (de 1492 a 1808). Mas, segundo alguns historiadores, como Arno J. Mayer, traços próprios do Antigo Regime ainda persistiam na Europa, entre o final do século XIX e a Primeira Guerra Mundial.
Em Portugal
Na Idade Contemporânea, em Portugal, a expressão "Antigo Regime" é usada algumas vezes com referência ao Estado Novo.
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Linha vermelha : Limite do reino de França — Comté de Clermont (en Beauvaisis) (1218) Jean de Foix-Étampes, oncle de François Phébus : Jacques d'Armagnac-Nemours, comte de Pardiac : Maison de Bretagne (François II de Bretagne) : Maison de Montpensier (Louis Ier de Montpensier, comte de Montpensier et dauphin d'Auvergne) : Maison de Chalon (Jean IV de Chalon-Arlay) : Maison de Husson-Tonnerre (Charles de Husson) : Maison de Lorraine (René II de Lorraine) : — Vicomté de Soule (1510 Arquivado em 26 de novembro de 2006, no Wayback Machine.) — Duché de Savoie (Bresse, Bugey, Gex : 1601, Savoie : 1860) — Comtat Venaissin, Avignon (États pontificaux) (1791) (1589) : date de la première union au domaine royal


