António Victorino de Almeida
António Victorino Goulartt de Medeiros e Almeida GCIH é um compositor, maestro, pianista, escritor e apresentador português. Dedica-se esporadicamente a outras actividades, como a realização de programas de televisão sobre música.
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Filho do conhecido advogado lisboeta António Victorino de Lacerda Fernandes e Almeida (Barreiro, Barreiro, 18 de Abril de 1912 - Lisboa, 5 de Novembro de 2000) e de sua mulher (Lisboa, Campo Grande, 24 de Junho de 1939) Maria Amélia de Loureiro de Macedo Goulart de Medeiros (Lisboa, Lapa, 13 de Abril de 1906 - 4 de Novembro de 1983), filha de Augusto Goulart de Medeiros e tetraneta do 1.º Barão de São José de Porto Alegre.
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De uma família da alta burguesia, com raízes na aristocracia açoriana, foi marcado pelas referências culturais que o ambiente familiar lhe proporcionou — o seu avô paterno, Achilles d'Almeida, era músico amador, poeta, autor e encenador de peças de teatro; a mãe, Maria Amélia Goulart de Medeiros, de origem açoriana, fizera uma breve carreira de cantora lírica. A sua primeira sogra, Odette de Saint-Maurice, foi escritora e locutora de rádio. O pai, o advogado Victorino d'Almeida, incentivou António, filho único, a desenvolver o seu gosto pela música. Com tais ascendentes artísticos, o jovem António Vitorino d'Almeida começou desde muito cedo a aprender música e cedo também se revelou o seu talento extraordinário — aos cinco anos compôs a primeira obra. Com sete anos deu a primeira audição e interpretou obras de Mozart e Beethoven, para além de duas peças de sua autoria. Uma crítica da época, no Século Ilustrado, baptiza o pequeno prodígio de "Antonito" e considera «maravilhoso o seu poder de interpretação». Uma notícia do Diário Popular, de 16 de Abril de 1955, refere o seu primeiro concerto no Conservatório Nacional.
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É ainda autor dos guiões já publicados da série Duetos Imprevistos, que apresentou na SIC com Bárbara Guimarães, da adaptação para teatro musicado de A Relíquia, de Eça de Queiroz, que esteve quase dois anos em cena no teatro A Barraca, do guião do seu próprio filme, A Culpa, de vários outros guiões cinematográficos, nomeadamente das várias séries que apresentou na televisão, de peças de teatro, ensaios.
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Na televisão, compôs a banda sonora da série da RTP Vidas Proibidas - Ballet Rose, projeto que contou também com a participação do maestro e pianista Ricardo Jesus Dias. Participou ainda, como autor ou apresentador, em diversos programas televisivos, tais como Histórias da Música, Tema e Variações, A Música e o Silêncio, A Nota Sensível, As Fontes do Som, Pianíssimo e Duetos Imprevistos (este último coapresentado com Bárbara Guimarães).
Compôs e interpretou várias bandas sonoras para os espetáculos do Grupo A Barraca: A Relíquia; O Inspector Geral; D. Maria, A Louca e Menino de Sua Avó, entre muitos outros.
Nota: As obras assinaladas com* só foram apresentadas na sua primeira versão. As obras assinaladas com** foram estreadas na sua versão definitiva. A obra assinalada com*** (op.38) foi parcialmente apresentada, mas em condições tão deficientes que o autor não considera que se possa de modo algum considerar como tendo sido estreada.
Música para filmes
Symphony #3, op.142 (2007) and Symphony #4,op.153 (2009) are recorded on numerica NUM 1192 with the Beiras SO under the composer's direction.
Casou primeira vez com a jornalista Maria Armanda de Saint-Maurice Ferreira Esteves, filha de Odette de Saint-Maurice, autora juvenil e locutora de rádio, de quem tem duas filhas, as actrizes Maria de Medeiros e Inês de Medeiros. Inês estreou-se com dez anos no filme que o pai realizou (1980 - A Culpa). Casou segunda vez com Sybil Harlé, de quem tem uma filha, a violinista e compositora Anne Victorino de Almeida.


