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Dique do Tororó

O Dique do Tororó é o único manancial natural da cidade de Salvador, no estado da Bahia, no Brasil, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Comumente reduzido para Dique, possui uma lagoa de 110 mil metros cúbicos de água. É delimitada, atualmente, pelo bairro do Tororó em sua margem esquerda; pelo do Engenho Velho de Brotas em sua margem direita; ao Norte, pelo bairro de Nazaré e pelo estádio Arena Fonte Nova; e, ao Sul, pelo bairro do Garcia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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História

À época do Brasil Colônia, o dique delimitava o limite norte da Cidade Alta de Salvador, então capital do Brasil. Essa estrutura, com função defensiva, é reportada por historiadores como tendo sido erguida pelos governos gerais entre o final do século XVII e meados do século XVIII para defesa complementar dos limites de Salvador. Outras fontes, no entanto, atribuem sua construção aos holandeses. As suas águas contornavam a cidade desde o forte do Barbalho até o forte de São Pedro; para a sua formação, foram represadas as águas das nascentes do rio Urucaia. Ainda de acordo com o mesmo autor, com o desenvolvimento urbano da cidade, partes do dique deixaram de existir, em função de aterros. Na realidade, o primitivo dique constituía-se em uma ampliação do dique de defesa da Cidade Alta, executada durante o governo do vice-rei e capitão general de mar e terra do Estado do Brasil, dom Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735), dentro do plano de fortificação de Salvador. Esse projeto havia sido elaborado em 1714 pelo capitão de engenheiros francês Jean Massé, que, após as invasões do Rio de Janeiro por corsários franceses em 1710 e em 1711, por determinação do rei João V de Portugal (1705-1750), em 1712, passou com o posto de brigadeiro ao Brasil para examinar e reparar as fortificações daquele Estado.

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Cultura Popular

Desde a época colonial, a população de Salvador tinha, por hábito, se abastecer nas águas do dique. Uma tradicional quadrinha, popular até os dias de hoje, canta: Já o historiador Olavo Rodrigues sustenta que a cantiga refere-se à Bica de Itororó, na cidade paulista de Santos.

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Fontes consultadas

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