Apocalypse Now
Apocalypse Now é um filme épico de guerra norte-americano de 1979 dirigido por Francis Ford Coppola e escrito por John Milius. Estrelado por Marlon Brando, Robert Duvall e Martin Sheen, o enredo sobre a Guerra do Vietnã segue a história de seu personagem central, o oficial das Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos Capitão Benjamin Willard, do Comando de Assistência Militar, em uma missão para matar o renegado e presumido insano Coronel Walter E. Kurtz, das Forças Especiais. Kurtz, no passado um soldado brilhante, aparamente enlouqueceu e comanda seu próprio exército como um semideus. Análises de críticos vem discutindo se o filme é pró ou antiguerra com suas imagens de destruição da natureza, além da brutalidade sem propósito e a supremacia norte-americana; os efeitos que a guerra é capaz de causar na mente humana.
Em 1969, durante a guerra do Vietnã, o Capitão do Exército dos Estados Unidos e veterano das Operações Especiais Benjamin Willard (Martin Sheen) está em um hotel em Saigon, aguardando por uma missão, bebendo muito e pensando sozinho sobre sua vida e casamento fracassado. Depois de uma noite particularmente ruim em que fica alucinando sobre suas missões anteriores no país, é levado à força para uma reunião informal com os oficiais da Inteligência Militar Tenente-General Corman (G. D. Spradlin), o Coronel Lucas (Harrison Ford), e um civil referido apenas como "Jerry". Os três avaliam seu passado como membro das Operações Especiais e lhe oferecem uma missão para seguir o rio Nùng em selva remota, encontrar o trapaceiro Coronel Walter E. Kurtz das Forças Especiais se infiltrando em sua tropa e matá-lo, "encerrando seu comando". Kurtz aparentemente enlouqueceu e agora comanda sua própria tropa de montanheses dentro do neutro Camboja como um semideus.
Vários atores que estavam, ou mais tarde, tornaram-se, estrelas proeminentes têm pequenos papéis no filme, incluindo Harrison Ford, G. D. Spradlin, Scott Glenn, R. Lee Ermey e Laurence Fishburne. Fishburne tinha apenas 14 anos, quando as gravações começaram em março de 1976, e mentiu sobre sua idade para conseguir um papel no elenco dizendo que tinha 16. Levou tanto tempo para ser concluído que ele tinha 17 anos — a mesma idade que seu personagem — na ápoca do lançamento.
Conrad e influências
Embora inspirado em Heart of Darkness de Joseph Conrad, o filme se desvia extensivamente da obra literária de sua origem. O romance, baseado na experiência de Conrad como um capitão de barco a vapor na África, se passa no Estado Livre do Congo durante o século XIX. Os personagens Kurtz e Marlow (que no filme é nomeado Willard) trabalham numa empresa de comércio belga que brutalmente explora os seus trabalhadores nativo africanos. O Kurtz do livro escapa da civilização e da domesticidade na Inglaterra para viver como um selvagem no Congo, enquanto o do filme escapa do exército americano para se tornar um selvagem no Camboja, ambos para o exótico e o desconhecido. Viajando rio acima, os personagens encontram seu próprio domínio na selva, tornando-se um deus sem nenhuma regra da civilização. Por essa liberdade absoluta, no entanto, cada um é perseguido por um agente da sociedade que deixou para trás.
Kurtz
A interpretação do cineasta do personagem Kurtz é frequentemente especulada por ter sido modelada como uma inspiração de Tony Poe, um oficial paramilitar altamente condecorado da Divisão de Atividades Especiais da CIA na época da guerra do Vietnã. Suas ações no Vietnã e na 'Guerra Secreta' no vizinho Laos, em particular seus métodos altamente não ortodoxos e, muitas vezes, selvagens de travar a guerra, mostram muitas semelhanças com as do personagem do filme; por exemplo, Poe era conhecido por soltar cabeças decepadas em aldeias controladas pelo inimigo como uma forma de guerra psicológica e usar os ouvidos humanos para gravar o número de inimigos que suas tropas indígenas tinham matado. Iria enviar estes ouvidos aos seus superiores como prova da eficácia de suas operações dentro do Laos. Coppola nega que Poe foi uma influência primária e diz que o personagem foi vagamente baseado no coronel das forças especiais Robert B. Rheault, cuja prisão em 1969 pelo assassinato do suspeito agente duplo Thai Khac Chuyen na cidade de Nha Trang gerou cobertura jornalística contemporânea substancial.
Desenvolvimento
O primeiro roteiro de Apocalypse Now foi escrito no final da década de 1960 pelo cineasta John Milius. Enquanto trabalhava como assistente para Francis Ford Coppola no filme The Rain People, George Lucas e Steven Spielberg encorajaram Milius a escrever um filme sobre a guerra do Vietnã. Millius teve a ideia de misturar a novela Heart of Darkness, de Joseph Conrad, uma exploração alegórica dos lugares psíquicos mais sombrios do homem, com a guerra que estava acontecendo no sudeste da Ásia. Ele havia lido o romance quando era um adolescente e foi lembrado sobre isso por um de seus professores de faculdade que tinha mencionado as várias tentativas infrutíferas em adaptá-lo em um filme. O cineasta Carroll Ballard afirmou que Apocalypse Now foi ideia dele, em 1967, antes de Milius ter escrito o seu roteiro. Ballard tinha um acordo com o produtor Joel Landon e eles tentaram obter os direitos do livro de Conrad, mas não tiveram sucesso. Lucas adquiriu os direitos, mas não conseguiu dizer a Ballard e Landon. De acordo com o contribuidor do Film Comment Brooks Riley, "Milius formou um roteiro que foi elaborado em termos gerais após o trabalho de Conrad, mas que incorporou muitas referências a seus próprios interesses." Coppola estava interessado no projeto mesmo em sua conjuntura inicial, mas mais tarde relatou ao entrevistador Greil Marcus da Rolling Stone que o roteiro original de Milius, embora incluindo várias cenas e personagens que apareceriam na versão final do filme, descrevia em última analise uma "tirinha cômica da Guerra do Vietnã".
Pré-produção
Preocupado com outros projetos e com sua empresa de cinema iniciante Omni Zoetrope, Coppola não dedicou muita atenção ao roteiro por muitos anos. Ele não começou a trabalhar na história com seriedade até meados de 1970, mas finalmente foi atraído pelo roteiro de Milius, que o descreveu como "uma comédia e uma história de horror psicológico aterrorizante". Na primavera de 1974, o cineasta discutiu com seus amigos e colegas coprodutores Fred Roos e Gray Frederickson a ideia de produzir o filme. Perguntou a Lucas e depois Milius se gostariam de dirigir o filme, mas os dois estavam envolvidos com outros projetos; no caso de Lucas, ele recebeu o sinal verde para fazer Star Wars, e recusou a oferta para dirigir Apocalypse Now. Coppola estava determinado a fazer o filme e prosseguiu com ele mesmo. Ele imaginou o filme como uma declaração definitiva sobre a natureza da guerra moderna, a diferença entre o bem e o mal, e o impacto da sociedade norte-americana sobre o resto do mundo. Disse que queria levar o público "a uma experiência sem precedentes de guerra e tê-los reagindo, tanto quanto aqueles que tinham ido pela guerra".
Escolha do elenco
Steve McQueen foi a primeira escolha de Coppola para atuar Willard, mas o ator não aceitou porque não queria deixar a América por 17 semanas. O papel também foi oferecido a Al Pacino, mas ele também não queria estar longe por tanto tempo e estava com medo de adoecer na selva, como aconteceu na República Dominicana durante as filmagens de The Godfather: Part II. Jack Nicholson, Robert Redford e James Caan foram abordados para atuar tanto como Kurtz ou Willard. Coppola e Roos tinham ficado impressionados com o teste de Martin Sheen para o papel de Michael Corleone em The Godfather e ele se tornou sua melhor escolha para atuar Willard, mas o ator já havia aceitado outro projeto e Harvey Keitel foi escalado para o papel com base em seu trabalho em Mean Streets, de Martin Scorsese. A filmagem começou três semanas depois. Dentro de alguns dias, Coppola estava descontente com as tomadas de Harvey Keitel no papel do Capitão, dizendo que o ator "achou difícil interpretá-lo como um espectador passivo". Depois de ver as primeiras cenas, o diretor pegou um avião de volta para Los Angeles e substituiu Keitel por Sheen. No início de 1976, Coppola tinha persuadido Marlon Brando a atuar como o Coronel por um enorme pagamento de 3,5 milhões de dólares pelo trabalho de um mês no local, em setembro de 1976. Dennis Hopper foi introduzido como uma espécie de companheiro das Forças Especiais do Exército para Kurtz e quando Coppola o ouviu falar sem parar no local, ele se lembrou de colocar "as câmeras e camisa Montagnard nele, e nós filmamos a cena em que ele os recebe no barco". James Caan foi a primeira escolha para atuar o Coronel Lucas. Caan queria muito dinheiro para o que era considerado um papel menor no filme. Harrison Ford foi finalmente introduzido no papel do personagem.
Filmagens
Em 1º de março de 1976, Coppola e sua família viajaram para Manila e lá alugaram uma casa grande para as filmagens de cinco meses. Equipamentos de som e fotografia tinham vindo da Califórnia desde o final de 1975. Problemas surgiram novamente quando Marcos e sua força aérea começaram a cobrar de Coppola uma fortuna pelo aluguel de helicópteros, mas ao mesmo tempo os generais pareciam considerar o filme "um programa gratuito de treinamento de pilotos", escreveu Michael Goodwin e Naomi Wise em On the Edge: The Life and Times of Francis Coppola. Eles enviaram um grupo diferente de aviadores novatos todos os dias, então os ensaios de voo do dia anterior eram inúteis; milhares de dólares foram perdidos. "Para piorar as coisas, os generais da Força Aérea das Filipinas tiveram o hábito de aparecer em meio a um séquito de senhoras em vestidos de verão, sentar-se na cadeira do diretor, assistir ao show e, geralmente, entrar no caminho." O suborno das autoridades filipinas logo tornou-se algo comum. Outros aspectos da produção também eram a inquietação. Coppola rapidamente reconheceu que os custos de efeitos especiais e as despesas diversas associadas à produção maciça podiam elevar o preço total do filme muito superior ao previsto.
Pós-produção
De cordo com Peter Tonguette, a equipe de Coppola chegou a São Francisco em agosto de 1977 com cerca de 236 horas de trabalho filmado. Walter Murch foi contratado como editor de som e se juntou ao grupo de editores de imagens, que incluía Richard Marks, Gerald B. Greenberg e Dennis Jakob. Marks e Greenberg já estavam no filme há cerca de oito meses; mais tarde, Greenberg e Jakob partiram, e Lisa Fruchtman se juntaria à equipe. Murch disse que o diretor imaginou um filme que começa de forma convencional e gradualmente se torna "mais surreal". O compositor japonês Isao Tomita foi contratado para fornecer a trilha sonora original, com o diretor pedindo elementos sonoros semelhantes a sua adaptação eletrônica em The Planets, de Gustav Holst. Tomita chegou a acompanhar a equipe de filmagens nas Filipinas, mas os contratos das gravadoras, finalmente, impediram sua participação. No verão de 1977, Coppola disse a Murch que ele tinha quatro meses para montar a trilha sonora. Ele percebeu que o roteiro tinha sido narrado, mas Coppola abandonou a ideia durante as filmagens. Murch acreditava que tinha uma maneira de montar o filme sem narração, mas levaria 10 meses e decidiu fazer uma outra tentativa. Ele o colocou de volta, gravando tudo sozinho. Até setembro, Coppola disse à esposa que acreditava que "tem apenas cerca de 20% de chance que [eu] possa acabar com o filme". Ele convenceu os executivos da United Artists a atrasar a estreia de maio para outubro de 1978. O autor Michael Herr recebeu um telefonema da Omni Zoetrope, em janeiro de 1978 e foi convidado a trabalhar na narrativa do filme se baseado em seu livro bem-recebido sobre o Vietnã, Dispatches. Herr disse que a narrativa já escrita era "totalmente inútil" e passou um ano escrevendo várias argumentos com Coppola lhe dando orientações muito definidas.
Música
A trilha sonora do filme foi composta pelo diretor e seu pai, Carmine Coppola, e editada por Walter Murch. Apenas três canções reais aparecem no disco: "The End", do The Doors, "Susie Q", interpretada pelo Flash Cadillac, e Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner. O álbum possuí 17 faixas e foi lançado junto ao filme em 1979.
Finais alternativos e variados
A versão original da película de 70 milímetros termina com o barco de Willard ao lado de uma estátua de pedra, em seguida a tela escurece sem os créditos atribuídos, salvo a nota "Copyright 1979 Omni Zoetrope" logo após o filme termina. Isso reflete a falta de seu título na abertura e supostamente decorre a intenção original de Coppola de "percorrer" o filme, como seria em uma peça de teatro: os créditos teriam aparecido em programas impressos fornecidos antes da exibição começar. Tem havido, até à data, muitas variações na sequência dos créditos finais, começando com a versão geral de lançamento da película de 35 milímetros, onde o diretor mostra os créditos sobrepostos a imagens da base de Kurtz explodindo.
Versão preliminar e Apocalypse Now Redux
Em 2001, Coppola lançou Apocalypse Now Redux nos cinemas e, posteriormente, em DVD. Esta é uma versão estendida, que restaura 49 minutos de cenas cortadas do filme original. O diretor continuou a circular a versão original, assim como: as duas versões são empacotadas juntas no DVD Complete Dossier, lançado em 15 de agosto de 2006 e na edição Blu-ray lançada em 19 de outubro de 2010. Uma suposta versão preliminar feita durante o processo de edição com 289 minutos circula como um vídeo pirata, contendo material extra não incluído em qualquer versão teatral original ou a versão Redux do filme. A cópia original da produção possuí 153 minutos de duração[carece de fontes?] e a versão Redux 202 minutos. Existem faltas de provas tangíveis se essa versão de 289 minutos extras realmente existe. Apesar de haver uma longa procura por tais gravações, colecionadores de filmes há anos buscam as cenas do suposto vídeos.
Festival de Cannes de 1979
Uma versão de três horas de Apocalypse Now foi exibida como um "trabalho em progresso" no Festival de Cannes de 1979 e reuniu-se com aplausos prolongados. O filme ainda estava inacabado e em uma competição internacional, o diretor estava lutando para decidir o fim que ele queria dar à produção, mas ainda estava determinado em mostrá-lo. Na conferência de imprensa posterior, Coppola criticou a mídia por atacá-lo junto a produção durante seus problemas de filmagem nas Filipinas e a pronunciou sua famosa frase, "Tivemos acesso a muito dinheiro, muito equipamento, e pouco a pouco ficamos insanos", e "Meu filme não é sobre o Vietnã, é o Vietnã". Também o defendeu como o "primeiro filme surrealista de 30 milhões de dólares" já feito, enquanto aludindo às dificuldades agora famosas associadas com sua produção. O cineasta perturbou o crítico do jornal Rex Reed que supostamente saiu da conferência. Apocalypse Now ganhou a Palma de Ouro de melhor filme juntamente com Die Blechtrommel de Volker Schlöndorff — uma decisão que teria sido recebida com "algumas vaias e zombarias do público".
Bilheteria
Apocalypse Now teve um bom desempenho nas bilheterias quando foi lançado em agosto de 1979. O filme foi aberto inicialmente em um teatro em Nova Iorque, Toronto, e Hollywood, arrecadando 322 489 dólares americanos nos primeiros cinco dias. Foi rodado exclusivamente nestes três locais durante quatro semanas antes da abertura em um adicional de 12 salas de cinemas em 3 de outubro de 1979 e, em seguida, várias centenas de semanas seguintes. O filme arrecadou mais de 78 milhões dólares americanos no mercado interno, com um total mundial de 83 471 511 dólares fazendo dele a quarta maior bilheteria dos cinemas internacionais naquele ano, embora existam fontes que citam uma bilheteria de cerca de 150 milhões de dólares. Foi relançado em 28 de agosto de 1987, em seis cidades para capitalizar o sucesso de Platoon de Stone, Full Metal Jacket de Kubrick, e outros filmes sobre a guerra do Vietnã. Novas cópias de 70 milímetros foram rodadas em Los Angeles, São Francisco, San Jose, Seattle, St. Louis, e Cincinnati — cidades onde o filme foi bem-sucedido financeiramente, em 1979. Foi lhe dado o mesmo tipo de lançamento, como a contratação exclusiva em 1979 sem logotipo ou créditos e as audiências receberam um programa impresso.
Resposta da crítica
Apocalypse Now permanece como uma das obras mais controversas já realizadas sobre o Vietnã em qualquer meio. Alguns membros da comunidade crítica elogiaram sua extravagância quando lançado, chamando-o de uma obra-prima e seu criador um visionário. Mas muitos outros críticos, embora impressionados com certos aspectos do filme — como sua cinematografia, as performances ou a ambição pura de Coppola —, ofereceram análises mais profundas. Em sua análise original, Roger Ebert escreveu: "Apocalypse Now atinge a grandeza não analisando nossa 'experiência no Vietnã', mas recriando, em caracteres e imagens, algo dessa experiência." Ebert ainda adicionou o filme de Coppola em sua lista de Grandes Filmes, afirmando: "Apocalypse Now é o melhor filme do Vietnã, um dos maiores de todos os filmes, porque ele nos empurra, além dos outros, aos lugares escuros da alma. Não é tanto sobre a guerra, mas sim como a guerra revela verdades que ficaríamos mais felizes em nunca descobrir." Em sua revisão para o Los Angeles Times, Charles Champlin escreveu, "em um uso nobre do meio e como uma expressão incansável da angústia nacional, ele paira por tudo o que foi tentado por um cineasta americano em muito tempo". O crítico e historiador Derek Malcolm, do britânico London Evening Standard, escreveu em sua matéria que "é um dos melhores filmes de guerra já feitos", mas acrescentou que "isto não significa que o filme não é falho [...] a representação da guerra do Vietnã parece menos do que precisa com mais retrospecto". Em uma crítica da época, Dale Pollock, escrevendo para a Variety em 1979 elogiou o diretor dizendo que "aqui [ele] reafirma sua estatura como grande cineasta", e acrescentou que "Apocalypse Now leva o cinema realista a um novo extremo — Coppola praticamente cria a Terceira Guerra Mundial na tela". Em revisões e analises mais posteriores o filme continua a receber ampla aclamação crítica. Anthony Quinn, escrevendo para o jornal britânico The Independent em 2011, deu ao filme 5 estrelas de classificação e elogiou tanto elenco como a direção.
Legado e cultura popular
Hoje o filme é considerado por muitos como uma obra-prima da era Nova Hollywood, e é frequentemente citado como um dos maiores filmes de todos os tempos. Roger Ebert considerou ser o melhor filme sobre a guerra do Vietnã e o incluiu em sua lista na pesquisa da Sight & Sound, em 2002, dos maiores filmes de todos os tempos. Na lista dos 100 melhores filmes norte-americanos segundo o American Film Institute (AFI) foi classificado na 28ª posição, mas caiu duas posições, para o 30º lugar na edição do 10º aniversário da lista. A citação de Kilgore, "Adoro o cheiro de napalm de manhã", escrita por Milius, foi classificada como a 12ª maior frase do cinema pela lista 100 Years...100 Movie Quotes da AFI, e também foi eleito o melhor monólogo da história do cinema por um grupo de fãs em uma pesquisa publicada pela BBC, em 2004. A votação foi realizada pela Blockbuster, na Grã-Bretanha, entre 6.5 mil candidatos. Está listado na 7ª posição na lista dos 500 melhores filmes de todos os tempos da revista Empire, publicada em 2008. O Entertainment Weekly classificou Apocalypse Now como tendo uma das "10 Melhores Cenas de Surfe" do cinema.
Imagem: Shakespearesmonkey · BY-NC · Openverse
Academia Japonesa de Cinema 1981 (Japão) Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro 2002 (Brasil)


