Aristácio I
Aristácio I, chamado o Parta, foi patriarca desde antes de 325 até 327/33. É venerado como um santo pela Igreja Apostólica Armênia. Era filho de Gregório, o Iluminador, o cristianizador do Reino da Armênia, e assumiu a posição de primaz em sucessão a seu pai.
Aristácio (Aristacius), Aristaces (Aristacе̄s; Αριστακής, Aristakḗs), Rostaces (Rostacе̄s; Ροστακής, Rostakḗs) e Arostaques (Αρωστάχης, Arōstáchе̄s) são as formas latina e grega do armênio Aristaques (Արիստակէս, Aristakе̄s); também existem as variantes armênias Arrastaques (Առաստակէս, Aṙastakēs), Arristagues (Առիստագէս, Aṙistagēs), Erestagues (Ըռըստագէս, Əṙəstagēs), Erristaques (Ըռիստակէս, Əṙistakēs), Arrestaques (Ըռստակէս, Əṙstakēs), Irristague (Յռիսթագ, Yṙistʻag), Urrustaques (Ուռուստակէս, Uṙustakēs) e Restaques (Ռըստակէս / Ռստակէս, Ṙəstakēs / Ṙstakēs). G. Parnak propôs que o nome derivou do persa médio ristak, "camponês", mas este termo não é conhecido nessa língua e pode-se pensar que ele derivou ristak do latim rusticus (fem. rustica), "camponês", supondo sua existência em pálavi. Henrik Samuel Nyberg sugeriu que derivou do persa médio röstāk, "aldeia, país habitado". Ferdinand Justi associou-o ao indo-ário urusta, "cultivado", como se viesse do persa rustah. Hračʻya Ačaṙyan propôs que derivou do persa médio ristāxēz (𐭫𐭩𐭮𐭲𐭩𐭧𐭩𐭮, lystʾhyc; رستاخیز, rastâxiz), "ressurreição", ou do grego antigo Aristarco (Ἀρίσταρχος, Arístarkhos), "o melhor governante". Suas variantes armênios, explica Ačaṙyan, são decorrentes da pronúncia dialetal capadócia, pois o nome teria entrado na Armênia através da Capadócia, onde o primeiro titular conhecido do nome passou boa parte de sua vida.
Aristácio era o filho mais novo de Gregório, o Iluminador e Julita e irmão de Vertanes. A data exata de seu nascimento é desconhecida, mas era nativo de Cesareia Mázaca, na Capadócia. Segundo Agatângelo, sua família partiu à Armênia quando Gregório entrou no serviço do rei Tiridates IV (r. 298–330), mas fugiu para Cesareia após a prisão de Gregório por divergências religiosas. Quando Gregório foi eventualmente solto pelo rei, Julita foi para a Armênia, deixando seus filhos em Cesareia para completarem seus estudos. Segundo Moisés de Corene, desde criança, Aristácio entrou num mosteiro. Ao crescer, ficou sob a tutela de um monge chamado Nicômaco, que o enviou para viver como asceta no deserto. Quando Tiridates tomou ciência da existência dos filhos de Gregório, ordenou que Artavasdes I, Tazates e Dátis fossem buscá-los. Vertanes vivia em Cesareia, enquanto Aristácio estava recluso em seu eremitério no deserto com seus discípulos. Aristácio relutou abandonar seu estilo de vida, mas foi convencido a seguir os nobres armênios.


